Mapeamento dos Terreiros de Candomblé em Banco da Vitória – Ilhéus Bahia.

candomble

Terreiro: Terreiro de Ossanha

Liderança: Damiana F. Santos de Jesus

Nação: Angola

Fundação: 1989

Regente: Ossanha

Endereço: Travessa Universal, n.º 185

Bairro: Banco da Vitória

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Terreiro: Canjeré Calendé Caluje do Terreiro de Omolú

Liderança: Lenice Silva dos Santos

Nação: Angola

Fundação: 1970

Regente: Iansã

Endereço: Dois de Julho, n.º 151

Bairro: Banco da Vitória

Telefone: 3675-2156

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Terreiro: Ilê Ialashe de Ominaci

Liderança: Miguel Borges de Souza

Nação: Keto

Fundação: 1975

Regente: Oxum

Endereço: Rua Dois de Julho, n.º 75

Bairro: Banco da Vitória

Telefone: 3675-2123

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Terreiro: Ilê Asche Omi Yá Gunté

Liderança: Tereza Cristina Araújo de Souza

Nação: Keto

Fundação: 1993

Regente: Iansã

Endereço: Rua da União

Bairro: Banco da Vitória

Telefone: 3632-1100

Fonte: UESC

Luto na margem esquerda do Rio Cachoeira.

constânciaTomba mais um Jequitibá em Banco da Vitória.

Parte para a Glória a matriarca da nossa gente. Dona Constância inicia hoje nova jornada. Dever cumprido na Terra, exemplo máximo de sabedoria, educação e honestidade. Amiga de todos, mãe de muitos, conselheira primaz e humanista por vocação. Saudade agora mais que eterna.

Parte Dona Constância certa do seu dever cumprido. Fica o significado mais honesto do termo ser humano.

Se um dia, alguém que não a conheceu, perguntar-lhe quem foi Dona Constância? Responda assim:

– Olhe para o nascer do dia e quando o sol brilhar, veja nele o sorriso de uma mulher que sorriu para a vida a vida inteira.

Banco da Vitória 13 de agosto de 2014.

R. C. Rodrigues.

Pouca Calma Nessa Hora.

Com todos os respeitos aos que pedem calma neste instante eu digo que talvez o grande defeito do nosso povo seja essa parcimônia religiosa e a mansidão civil oriunda das falsas crenças pacifistas embutidas nos nossos genes nos últimos 513 anos.

O povo que se manifesta neste momento nas ruas brasileiras é pacífico e ordeiro.

Porém, perdeu a “tal calma” diante da insensatez dos políticos e alguns empresários brasileiros que ROUBAM e USURPAM o nosso país acreditando que como somos “mansos e calmos”, nada lhes acontecerá.

Precisamos mudar este conceito de brasileiros calmos, mansos, tenebrosos, receosos e MEDROSOS. Continuar lendo

O genoma da nossa guerra civil.

Artigo publicado no dia 17 de junho de 2013 no Facebook.

O que está acontecendo com o Brasil? Questiona a elite e a politicagem brasileira estupefatas com as manifestações públicas que tomaram conta do nosso país e, aos poucos, dominam as cidades e obrigam a mídia sempre comprada renderem atenção especial e principalmente divulgação aos fatos.

Vocês não sabem o que está acontecendo por aqui?

Vocês não estão vendo o que está acontecendo em Pindorama? Continuar lendo

Quando a minha hora chegou.

Por Roberto Carlos Rodrigues.

Pfogeor fim vieram buscar-me. São seis e cada um tem o seu lugar definido neste translado. Na porta da casa outros também estão postados e esperam suas vezes de ajudar-me na viagem. Uns estão tristes, outros surpresos. Uns estão até orgulhosos e outros são insossos feitos os perfumes das margaridas murchas que exalam no canto da sala. Num canto da varanda alguém choraminga. Outra soluça escondida. A maioria está em silêncio. Assim eu saio desta vida como cheguei, mudo e cheio de planos, sempre nas mãos de alguém.

A rua não está clama e algumas crianças acompanham a minha partida a distância. Elas têm medo de mim e do meu silêncio infinito. Eu lembro que eu também era assim na minha adolescência sem rédeas. Algumas mulheres velhas olham minha partida e cochicham alguma coisa. Umas estão orgulhosas por tem me conhecido. Outras querem ser somente testemunha deste instante. Continuar lendo

Gabriela Banguela – A outra versão da história da Região Cacaueira do Sul da Bahia

Por R. C. Rodrigues.

Capitulo 02 – A Senha da Riqueza

“E como não havia mais terra para conquistar – muito menos para comprar -, os coronéis não sabiam o que fazer do dinheiro…”. Jorge Amado, São Jorge dos Ilhéus.

 

Cópia de GABRIELA BANGELA FOTOAté os anos oitenta do século passado quem nascia ou vivia na Região Cacaueira do Sul da Bahia era visto por todo Brasil como uma pessoa muito rica. Ser cacauicultor era a senha da riqueza e a chave de todos os cofres, portas e possibilidades. Mesmo as pessoas que não tinham uma dúzia de amêndoas secas de cacau no bolso ou nas barcaças, mas diziam que eram fazendeiros do Sul da Bahia, tinham tudo aos seus alcances. Na região sul baiana brotavam todos os tipos de sonhos. Os reais, os possíveis e os imagináveis.

 Até mesmo os parentes de quadragésimo oitavo grau dos verdadeiros fazendeiros de cacau usufruíam as benesses dos frutos de ouro. O cacau era como o sol para essa gente. Tudo orbitava sobre seu aroma. Ela era a vida para muita gente e a eternidade para os mais crentes.

 Por todo o Brasil e por muitos lugares no Mundo ‘o povo rico do Sul da Bahia’ era conhecido como gastadores natos, esbanjadores, ostentadores e farristas luxuosos.

 O cacau dava extraordinárias condições de vidas para quem tinha uma fazenda, uma roça ou até mesmo para o simples meeiro e sua buraria. Plantar cacau não só gerava riqueza, mas também adubava os sonhos e desejos de muita gente.

 Quem bem sabia do tratamento fino, requintado e excepcional provocados pelo cacau eram os fazendeiros do Sul da Bahia que precisavam viajar pelos destinos do Brasil ou até mesmo para o exterior. Nessas ocasiões, quando os ‘cacauicultores’ precisavam preencher os seus dados pessoais nas fichas de hospedagens dos hotéis luxuosos ou pousadas bucólicas e nelas escreviam o local de origem como ‘Ilhéus’ ou ‘Itabuna’, logo era identificado pelo recepcionista do estabelecimento com “um ricaço” de Ilhéus, “gente de cacau”, “filho de fazendeiro”, “um barão do chocolate”, alguém importante, endinheirado e cheio de adjetivos pomposos. Um rico gastador. Sem delongas.

 Naquela época as frases com as palavras “Ilhéus”, “Itabuna”, “cacau” ou “Sul da Bahia”, “fazendeiro de cacau” eram reconhecidas como as senhas da riqueza do Nordeste brasileiro. Em muitos lugares do Mundo essas palavras eram pronunciadas com ênfase e orgulho sobre maior. Ser nascido nas cidades do Sul da Bahia era a chave para se abrir todos os tipos de portas, cofres, créditos bancários e até mesmo as pernas das prostitutas nos cabarés sofisticados e caros.

” – O senhor é fazendeiro de cacau?”

Perguntava-se com espanto a moça bonita na recepção do hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro ou nos bares requintados perto da Praça do Paço Imperial, na capital da Guanabara.

 Se a resposta fosse:

 ” – Tenho umas arrobinhas nas bandas de Ilhéus e um pouquinho em Camacã e mais um pouquinho em Ubaitaba e redondezas…”

 Pronto! Tudo estava arrumado, azeitado, certo e inquestionável. Era mais um rico pronto para gastar sua fortuna que se renovava e se multiplicava ano a ano.

 Dessa forma, vendia-se a imagem que a Região Cacaueira do Sul da Bahia só tinha gente rica, afortunada e sem avarezas. Povo gastador de dinheiro sem igual.

 A região sul baiana era conhecida por todo o Brasil como a terra da riqueza que brotava das árvores dos frutos de ouro. Era o lugar do dinheiro fácil, das gastanças homéricas e do sem limite para sonhar e gastar, quando o assunto era ostentação.

 Naquela época fazendeiro de cacau tudo podia, tudo fazia e se não existisse o desejado, ele mandava inventar, buscar, trazer, fazer. Se o filho de um fazendeiro de cacau brigasse ou fizesse uma arruaça, o rapaz não podia ser preso, muito menos agredido ou arranhado. Se isso ocorresse os pobres milicos perdiam as suas fardas e eram expulsos da cidade. – Quando não sangrados no meio da rua pelos jagunços dos coronéis, – para servirem de exemplo.

 No início do século XX e nos setenta anos seguintes a Região Cacaueira se transformou de tal maneira que as suas cidades pareciam réplicas das capitais brasileiras ou paisagens de cidadelas europeias. Facilmente encontrava-se nas cidades do Sul da Bahia itens raros nas demais regiões do Brasil, como automóveis, caminhões, tratores, prédios de diversos andares (e com elevadores automáticos), iluminação elétrica, aparelhos de som, rádios, sistema de telefonia e telex, estações de trem etc. e etc.

 Nas casas dos fazendeiros de cacau os talheres de pratas eram peças do dia-a-dia nas suas mesas fartas. Os melhores vinhos europeus eram bebidos somente pela metade e os restantes dos líquidos das garrafas eram usados como adubo nos jardins dos palacetes da beira-mar Ilheense.

 O que até hoje ainda sonha-se como riqueza em muito lugares do Mundo, via-se facilmente naquela época nas cidades sul baianas.

 Em grande parte, tudo acima descrito era a verdade vista e sentida diuturnamente em todas as ruas do cento de Ilhéus e de Itabuna. A riqueza gerada nas fazendas de cacau resplandecia nessas duas cidades e iam fazer moradas na antiga capital da república brasileira, a cidade do Rio de Janeiro, capital do antigo Estado da Guanabara.

 Nas histórias dos ricos do Sul da Bahia contam-se narrativas de esposas dos fazendeiros de cacau que conheciam todas as capitais da Europa e Ásia e vestiam-se com os mais finos e modernos e caros modelos da moda pariense.

 Existiam naquela época filhos e filhas de fazendeiros de cacau que tudo podiam e faziam. Muitos desses gastadores natos trocavam de carros três ou cinco vezes por ano. Muitos deles tinham várias namoradas, manteúdas e proles extensas. Os filhos e filhas de fazendeiros viviam nas capitais brasileiras e de lá só recebiam dinheiro oriundo das fazendas de cacau sul-baianas. Muitos destes e destas crias de fazendeiros sul baiano jamais entraram numa roça de cacau, pisaram numa barcaça ou colheram um único fruto na árvore do cacaueiro. Eles e elas preferiam viver nos ares metropolitanos e suas festas diárias e sem fins. Do ao ar quente das matas em cabruca, só ouviam as estórias contadas pelos administradores das fazendas que despejavam todos os dias do ano dinheiro e mais dinheiro nas suas contas bancárias.

 Contudo, essa não era somente a versão oficial dessa história de tantas glórias, gastanças e riquezas. Havia também a outra história do cacau e sua gente menos próspera e feliz. Havia no sul da Bahia também a história dos pobres, dos sofridos e dos oprimidos. Da gente que realmente entrou nas matas, abrir as cubrucas, plantou e colheu o cacau em fruto. Essas histórias foram realmente escritas com sangue, suor e muitas lágrimas. E infelizmente essa história foi esquecida, assim como os seus tantos mortos que tombaram em tocaias no meio do mato virgem.

 Naquela época, apesar de toda a ostentação da riqueza oriunda do plantio do cacau no sul da Bahia, havia também o simples homem do campo, o amigo da enxada, o parceiro do facão e cúmplice do podão. Havia os trabalhadores que cabrucavam as matas, semeavam a terra e colhiam os frutos de ouro, magistralmente chamado de cacau.

Esses trabalhadores realmente colocavam as mãos nos birros dos cacaueiros, enfiavam os pés nos lamaçais escondidos nas ladeiras e nos montes sul baianos, todos estes repletos das víboras mais assassinas do Brasil -, as temidas picos-de-jaca, cobras da família das jararacas, serpentes que não perdem os botes e matam sem piedades

 Portanto, não era somente de coronéis milionários, fazendeiros ricos e seus filhos abastados que moravam em Salvador, Rio de Janeiro ou Paris, que se escreveu a história do Sul da Bahia e a sua máquina de produzir estrondosa fortuna através da cultura do cacau.

 Havia sim a outra realidade escondida nas linhas subliminares desses pomposos relatos.

 Havia uma outra verdade, uma outra história também fascinante e deslumbrante que foi ofuscada pelo brilho da expressiva fortuna que o cacau gerou para uma parte da gente do Sul da Bahia. Apenas para uma pequena parte.

 É dessa outra história do cacau que trata este livro. É a história dos que não eram coronéis, nem fazendeiros, posseiros ou autoridades de bolsos, mas mesmo assim foram os grandes construtores de tudo que se ergueu como a frondosa Civilização do Cacau.

 É a história do povo que derramou nas terras do sul da Bahia muito suor, sangue e tantas lágrimas e fomentou fabulosas histórias de guerreiros e vencedores.

É desse povo homérico e trabalhador, tão vigoroso feito o cacaueiro, que eu pretendo expressar-me nestas linhas agora escritas.

 Afinal, assim como ilustrado no famoso romance de Jorge Amado, Gabriela, Cravo e Canela, o Sul da Bahia era lindo, rico, maravilhoso e próspero. Era um verdadeiro jardim da riqueza onde alguns viviam felizes e nobres, enquanto muitos outros sobreviviam na beira da miséria e suas vidas não valiam quase nada.

 Por oportunidade reflexiva vale citar que no romance de Jorge Amado, Gabriela chegou a Ilhéus suja, pobre e feia e logo foi cortejada pelo turco Nacib, tornando-se linda, bela, cheirosa e desejada por todos.

 Na outra história do cacau do sul da Bahia as Gabrielas ficaram velhas, pobres, abandonadas, feias e banguelas.

A verdadeira história da Região Cacaueira do Sul da Bahia não terminou como relatada no famoso livro de Amado. Esta história teve outros rumos. Rumos tristes e sofridos. Todos os rumos ofuscados pelas bocas banguelas que sorriam para não se lembrar dos seus longos prantos.

No carnaval, As baronesas vão desfilar nas praias de Ilhéus.

IOSPor Roberto Carlos Rodrigues

O problema das baronesas nas praias de Ilhéus não é em si, ‘um problema’, mas sim o reflexo do descaso regional quanto ao assassinato coletivo do Rio Cachoeira. Por outro lado há de se considerar que as baronesas filtram a bruta poluição descarregada diariamente nos 300 quilômetros deste rio. Ou seja, as baronesas não são as vilãs desta história. Na verdade, um pouco de vida que ainda há neste rio se deve ao trabalho da natureza através das baronesas.

O Rio Cachoeira, da sua nascente na Serra da Itaraca nos limites lestes do município de Vitória da Conquista até a Baia do Pontal em Ilhéus,  recebe água de dezenas outros rios (principalmente os Rio Colônia e Salgado) e centenas de riachos e aguadas e banha dezenas de cidades da Região Cacaueira. Neste percurso o Rio Cachoeira é apenas um esgoto aberto catalisando dejetos de todas essas localidades. Por conta disso, a poluição do rio favorece a ‘adubação’ das baronesas que se alastram por todo leito até pouco acima do Banco da Vitória.

Não se ver baronesas no trecho entre Banco da Vitória até a Baia do Pontal devido a salinidade das águas do Oceano Atlântico, que por força das marés sobem até a altura dos fundos da Casa da Criança Daniel Rebouças. A partir deste ponto as baronesas dominam mais de 70% do trajeto do Rio Cachoeira.

Para resolver o problema da invasão das baronesas nas praias de Ilhéus teria de se criar uma força tarefa nas cidades banhadas pelo Rio Cachoeira de Itororó até Ilhéus e trimestralmente remover essas plantas deste rio e seus afluentes.
Fazer barreiras para conter as baronesas nos limites do município de Ilhéus é simplesmente impossível. Haja vista o volume das plantas neste local e principalmente a força do rio em suas enchentes. O mais correto é uma ação conjunta regional para que o problema seja seccionando-a por municípios.

Quanto o uso das plantas com biocombustível é uma excelente alternativa a ser estudada.

Localmente, a prefeitura de Ilhéus, – velha conhecedora do problema das baronesas do Rio Cachoeira -, devia efetuar limpezas periódicas destas plantas, – não nas praias invadidas e poluídas -, mas sim entre os bairros de Salobrinho e Banco da Vitória. Nesta região, devido a baixa profundidade da água do Rio Cachoeira, pode-se operar facilmente tratores e caminhões nas margens do rio ou nas três pontes ali existentes.
Pelo visto, o problema é regional. Porém, a solução é local. Por certo, uma equipe de 15 caçambas e alguns tratores em apenas 10 dias poderia retirar milhares de toneladas das baronesas do Rio Cachoeira no município de Ilhéus.

Sabe porque a prefeitura de Ilhéus não faz essa limpeza? Não é falta de recursos financeiros, pois a operação será feita nas praias ilheenses de qualquer jeito. É falta de vontade de fazer.

Porque simplesmente agir nunca foi o forte dos que ocupam os cargos de prefeitos de Ilhéus.

Todos eles preferem as explicações em detrimento as soluções. Todos, sem exceção!
Enquanto isso, as praias da Princesinha do Sul mais parecem um chiqueiro abominável onde por fim chega o vómito do moribundo Rio Cachoeira.

Que Iemanjá tem piedade dos seus falsos amantes.

Começa organização de condomínios do Minha Casa Minha Vida.

Minha Casa Minha Vida - Foto Roberto Santos (Secom Ilhéus) 2[4]A partir da próxima terça-feira (05), a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social começa a realizar, junto com a RVC Assessoria e Consultoria Ltda, reuniões com os moradores dos conjuntos habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida, com o objetivo de orientar para o processo de formação dos condomínios do local. Durante as reuniões, os moradores de cada empreendimento irão receber orientações, esclarecimento de dúvidas, e atendimento em relação à convivência em condomínio.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Social, Jamil Ocké,  o objetivo da secretaria, com os encontros, “é mostrar aos novos moradores que eles devem cuidar dos seus imóveis com bastante zelo e garantir a tranquilidade na convivência com os outros condôminos”. A equipe técnica irá orientar os moradores com questões primordiais como eleição e acompanhamento da gestão do síndico, padronização do imóvel, organização e utilização do espaço coletivo, coleta de lixo, participação em assembleias, criação de animais de estimação, entre outros. Continuar lendo

Quanto mais desgraças, melhor para as TV’s brasileiras.

Por Roberto Carlos Rodrigues.

Quem acompanhou a tragédia do incêndio da caverna, – dita como boate Kiss -, na cidade de Santa Maria, no Estado do Rio Grande do Sul, no último dia 27, quando morreram 232 pessoas, assistiu neste domingo o mais puro deleite do sensacionalismo televisivo brasileiro. Todas as redes de televisão exploraram ao máximo a tragédia, sem se importarem com a dor das pessoas (pais, mães, irmãos, colegas, amigos etc.) e principalmente para a perda intelectual para o nosso país. Afinal, perdemos jovens com menos de 25 anos de idade.

O que se viu nas nossas TV’S foram corpos humanos no chão, muitos pisoteados, chamuscados, queimados e arrastados. A mesma cena, dezenas de vezes exibidas e repetidas sem dó nem piedade. Repórteres melosos, apresentadores atores e textos tristes embalavam a carnificina rio-grandense. Continuar lendo