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victoria

Um pouco da história:


A família Kaufmann firmou parceria no dia 26 de março de 1908 com a família Widberger, formando a Kaufmann & Cia, passando a funcionar como compradora de cacau.


Em 1928 foi inaugurada a primeira Usina Victoria, no antigo bairro da Pimenta, atual praça Visconde de Cairu, a primeira do mundo em beneficiar o cacau em seu país produtor, outros países só vieram a fazer o mesmo 40 anos mais tarde.


A fábrica extraia a manteiga, o licor (massa), torta e pó de cacau.


Esse fato histórico rendeu a Hugo Kaufmann o título de pioneiro mundial na industrialização do cacau. Após sua morte seu filho Hugo Kaufmann Jr. tocou com competência os negócios da família por décadas.


Em Itabuna foi a Cacau Industrial e Comercial S.A., implantada por Hugo Kaufmann numa grande área no Banco Raso, onde por muitos anos funcionou, exalando, todas as tardes, o inconfundível e gostoso cheiro de cacau sendo processado.


Os produtos fabricados, todos derivados do cacau, eram manteiga, massa e pó para torta de cacau. A Cacau Industrial foi a maior firma beneficiadora do produto durante muitos anos em Itabuna.

usinanovoAcompanho pelo noticiário local, o desenrolar do ‘causo’ da demolição da antiga Usina Vitória, no centro de Ilhéus. Vejo os argumentos prós e contras dessa destruição história e fico – com os meus botons marrons -, me questionando sobre o descalabro que vive a nossa cidade, em todos os campos imagináveis para um município brasileiro. Eu então me pergunto como quem quer mais um consolo do que uma resposta convincente: Estão demolindo a cidade de Ilhéus, ou, assim com um velho prédio abandonado, rui-se sozinho para tentar esquecer o seu passado de glória?

Ilhéus não é mais a rica capital do cacau, como ficou mundialmente conhecida pela vasta obra literária de Jorge Amado, Adonias Filho, Jorge Medauar, entre outros tão celebres escritores regionais. Também não se tornou um grande destino turístico brasileiro, – como se cogitou nos anos oitenta, do século passado, com vários investimentos nessa área. O seu tosco pólo de informática vive hoje capengando esmolas dos Governos e sofre febres diárias por causas das crises internacionais, das variações do dólar e os humores dos investidores das bolsas de valores. Por último, a cidade vive em crescente favelização e um insustentável encolhimento populacional, provocado por falta de políticas públicas de geração de emprego e renda.

A demolição da antiga Usina Vitória, representou o descaso do governo municipal de Ilhéus, não só contra o patrimônio histórico e cultural da cidade, como também mostrou mais uma das tantas rachaduras sociais provocadas pelo constante abalo sísmico de valores que vive essa cidade esquecida na beira do oceano Atlântico.

Demolir a Usina Vitória foi um ato simples de meia dúzia de homens e suas maquinas motorizadas. O então prefeito que autorizou essa insana ação, não vai pagar nada do seu bolso pelo seu ato infantil e continua, por certo, dormindo sossegadamente nos seus mornos lençóis. Os antigos donos da Usina Vitória, – que por certo, um dia serão ressarcidos pelos cofres municipais, não precisam deste valor financeiro para aumentar os seus já tão vastos patrimônios. O que esses queriam, – acredita-se em princípios -, era manter viva, pelo menos nas imagens, uma parte da memória da antiga e rica Ilhéus da Bahia.

usa2Todavia, quem perdeu, como sempre nesses casos impróprios, foi a cidade de Ilhéus, que mais uma vez viu atos tiranos de seus tantos desastrados governantes, transformar em resíduos, a sua tão beleza e doce história.

Se a chaminé da antiga usina ia cair, podia-se estruturá-la, assim como inteligentemente fizeram na Itália com a secular torre torta da cidade de Pisa. Se o prédio estava em ruínas, podia-se restaurá-lo e nele ser implantado a sede do museu do cacau, que foi desativado e esquecido. Por último, uma vez reformado o prédio, por que não, nessa hipótese, fazer no local um centro cultural, uma escola de história local ou até mesmo um destino turístico?

Não. Não quiseram assim as cabeças pensantes da nossa cidade. Preferiram os roncos e atos dos tratores nos lugares da cultura, da história e do patrimônio social.

Hoje jaz esquecida a Usina Vitória em apenas amarrotadas fotografias. Uma parte da história na cidade de Ilhéus está hoje sob monturos e ruínas e não provoca remoço em quase ninguém.

Enquanto isso, envolto da brisa fresca da baia de São Jorge dos Ilheos, os governantes da cidade astúciam a próxima vítima dos seus atos deslocados e bebericam os mais finos e caros whiskys. Parece-me, que esses tidos como líderes municipais de Ilhéus, são protegidos por alguma força especial que emanam das profundezas do inferno e lhes capacitam com o dom da hipnose em grupos.

As questões finais sobre esse assunto são: o que fez a cidade de Ilhéus para merecer esses governantes, dignos da antiga Gomorra? Que praga miserável jogaram sobre a nossa cidade? Onde foi que erramos no passado para termos um presente tão triste e desumano? Será que há alguma maldição paira ndo sobre os ares da nossa cidade?

Deixo a visão do Oceano Atlântico como respostas…

Por último, a fria verdade desse caso: A Usina Vitória se foi e jamais voltará ser reerguida. A cidade de Ilhéus, infelizmente, feito uma velha canoa esquecida no meio de um turvo lago, continua indo, e só Deus sabe para onde.

Roberto Carlos Rodrigues

dom2O Paraná Clube acertou, na tarde desta quarta-feira (17), com o meia-armador Gedeon, que chegou para reforçar o elenco paranista visando as disputas do Campeonato Paranaense, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro da Série B de 2009. O jogador tem 27 anos e jogou pelo Atlético Mineiro na Série A deste ano.

“Consegui realizar um bom Brasileirão pelo Atlético Mineiro e terminei o ano como titular. Estou muito feliz com este acerto com o Paraná e espero conquistar muitos títulos e, principalmente, o acesso para a Primeira Divisão”, afirmou o novo meia-armador do Tricolor.

Gedeon Conceição dos Santos é natural de Ilhéus na Bahia e tem 27 anos. Antes de chegar ao Galo, o meia-armador passou pelo Tupi, pelo Passense e pelo Tombense, todos do futebol de Minas Gerais.

Nome: Gedeon Conceição dos Santos
Data de Nascimento: 07/03/1981
Naturalidade: Ilhéus (BA)
Clubes: Cruzeiro (MG), Passense (MG), Tombense (MG), Tupi (MG) e Atlético (MG)

O Rio Cachoeira nasce nas fraldas da serra do Itaraca, no município de Vitória da Conquista. Depois de banhar parte deste município, entra em terras de Itambé, penetrando no município de Itabuna com a denominação de “Colônia”, nome que lhe deram aos capuchinhos italianos, quando por ali andaram, em meados do século XVIII, em missão de catequese. Como “Colônia”, banha o atual município de Itajú antigo distrito de Itabuna, e depois de receber as águas do “Salgado”, o seu mais importante afluente, pouco acima de Itapé, muda de nome, passando a ser, “Cachoeira” até desaguar no Oceano Atlântico. Antes da entrada do porto de Ilhéus, une-se aos rios “Santana e Fundão, formando a chamada ‘Coroa Grande”.

Nesse percurso, da serra de Itaraca até o Oceano, através mais de 300 quilômetros, as suas águas regam uma das mais importantes regiões da Bahia, sendo o fator principal para subsistência de duas grandes riquezas do Estado: Cacau e pecuária. Curiosidade, apesar de seu nome, o rio não possui ao longo do seu curso, nenhuma cachoeira importante. Muitas ilhas, por outro lado, pontilhavam o seu leito: Mutucuge, Marimbêta hoje a popular “Ilha do Jegue”, Sequiero Grande, Bananeiras, Sempre Viva, Quiricós e outras. De todas, existem apenas vestígios.

O principal afluente do Cachoeira é o “Salgado”, que antes de lhe despejar suas águas tem a oportunidade de banhar terras de Ibicaraí, Floresta Azul, Firmino Alves, Itororó e Santa Cruz da Vitória. São ainda seus afluentes, “Piabanha”, “Catolé”, “Duas Barras”, “Sucuriuba”, “Ponte”, “Sapucaia”, “Areia”, “Primavera”, “Jacarandá” e “Cachoeira”, o qual para alguns, passa por ter sido a origem do atual nome de Itabuna. A história do Rio Cachoeira começa justamente onde termina seu curso: a entrada do porto de Ilhéus. Ali, em 1535, suas águas foram testemunhas da chegada de Francisco Romero, que vinha tomar posse das cinqüenta léguas de terras doadas por D. João III, pela Carta Régia de Portugal, Jorge de Figueiredo Correia e que se constituía na Capitania de S. Jorge dos Ilhéus. Este rio assistiu e acompanhou, ainda, as lutas dos donatários e ouvidores da capitania, contra os terríveis Aimorés, Tupiniquins e Guerens, guradando na lembrança das suas águas os nomes de Lucas Giraldes, D. Helena de Castro, Braz Fragoso, Vasco Fernandes Coutinho, Antônio da Costa Camelo, Luiz Freire de Veras, Francisco Nunes da Costa, Balthazar da Silva e outros. Em 1595, suas águas deram passagem aos hereges franceses, que saquearam e devastaram a pequena aldeia de Ilhéus. Mais tarde, abrigariam também os soldados da esquadra do almirante Lichthardt, que desembarcaram no Pontal, fazendo dali a cabeça de praia par o assalto e saque de Ilhéus. Em ambas as invasões, os estrangeiros foram heroicamente repelidos pelos poucos habitantes da Vila, com intercessão da Virgem Maria, originando-se daí a lenda e culto de N.S das Vitórias. Segundo o Dr. Francisco Borges de Barros, no livro “Memórias do Município de Ilhéus”, edição de 1915, foi em 1553 que tiveram início as explorações nas margens do Cachoeira.

Apenas uma parte, a que era navegável, ou seja, o trecho entre Ilhéus e Banco da Vitória era conhecido e explorada. Já nesse tempo, o Padre Luiz Soares de Araújo, referindo-se ao rio escrevia: “Caudaloso rio chamado o da Cacheyra da Vila, capaz de navegar sumacas, barcos, lanchas e canoas; não há quem lhe saiba o seu princípio, por vir muito de detrondo Sertão e que todos afirmam que vem das minas…”. A incumbencia de exploração e catequese nas margens do Cachoeira coube ao Padre Manoel da Nóbrega, juntamente com os catequistas Francisco Pires, Aspicuelta Navarro, Manoel Chaves e outros. Os trabalhos dos jesuítas se desenvolveram mais para as regiões de Porto Seguro, Itacaré, “Boipeba”, Cairú e Canavieiras, mas alguns deles se ocuparam dos índios que viviam nas margens do rio, no seu referido trecho navegável.

Mais tarde, 1570, durante a época das “bandeiras”, uma dessas expedições chefiada por Martins Carvalho, penetrou pelas margens do rio indo até a um ponto além do Banco da Vitória. Um personagem de destaque nas expedições ao longo das margens do Cachoeira foi o capitão português João Gonçalves da Costa. Contam-se várias histórias a respeito da ação devastadora contra os índios, destacando a sua crueldade contra os mesmos, a ponto de A. de Saint Hilare, no seu relatório “Voyage ou Perou, “assim se expressar: “o quadro de destruição e atos de selvageria praticados por João Gonçalves da Costa, contra os fracos restos de índios das margens do Cachoeira e Rio de Contas, desafia ao mesmo tempo a sensibilidade do homem de coração bem formado”.

Em “Capitania de São Jorge dos Ilhéus”, o Dr. João da Silva Campos registra também a ação devastadora praticada contra os índios guerens pelos paulistas, chefiados por João Amaro, especialmente contratados pelo governador da Província, Afonso Furtado de Mendonça. Muito sangue, muita crueldade e as vidas de milhares de índios foi o preço da conquista e exploração das margens do Cachoeira. No princípio do século XVIII, os frades capuchinhos deram início e catequese dos poucos índios que sobreviveram as carnificinas de João Gonçalves e João Amaro. Do trabalho catequético desses piedosos e bravos frades, foram surgindo ao longo do curso do Rio Cachoeira, aldeias, povoados, colônias e missões, entre estas: Banco da Vitória, Cachoeira de Itabuna, Ferradas, Cachimbos, Catolé e outras.

Uma destas povoações muito progrediu, foi a de Cachoeira de Itabuna, no tempo de Weyll e Samaraker, colonos estrangeiros que fundaram ali nas margens do Cachoeira e seu afluente “Itaúna”, uma colonia que ficou muito afamada pelo desenvolvimento da cultura de cana de açúcar, arroz, cacau e fumo, produtos que chegaram a ganhar medalhas de ouro nas exposições de Viena, Turim e na Côrte do Brasil. Também a povoação do Banco da Vitória conheceu um surto de progresso, servindo como nosso primeiro porto fluvial.

Entre os muitos que morreram afogados nas águas do Cachoeira, um deles ficou na história, foi o nobre frade capuchinho Luiz de Grava, no dia 19 de abril de 1875, quando viajava de canoa com destino ao arraial de Tabocas. Entre as Ilhas formadas pelo Cachoeira, uma delas tem uma história muito nossa conhecida. É a Ilha do Jegue, que já se chamou “Ilha da Marimbeta”, “Ilha do Temístocles” e “Ilha do capitão Aristeu”, porque ela foi testemunha da chegada de Félix Severino e Manoel Constantino, pioneiros da corrente migratória sergipana rumo a Itabuna, ouvindo bem próximo de si o barulho da derruba da primeira árvore que serviu de marco de uma cidade que cresceu com o tempo e se transformou na grande e bela cidade de Itabuna.

Em 1914, registra-se a primeira grande enchente do rio Cachoeira. Fortes chuvas desabaram sobre a região, durante 11 dias, resultando num alagamento geral e destruição de tudo que existia próximo às suas margens, sofrendo com isso Itabuna, que começava a surgir, a perda de suas primeiras ruas. Foi a maior enchente até poucos dias. Muitas e muitas enchentes seguiram-se a esta, uma delas, entretanto ficou famosa: a de 1920, porque batizou a nossa falada ilha. A “Ilha do Capitão Aristeu” passou a ser chamada “Ilha do Jegue”. Um jumento ficara preso na dita Ilha, sendo alvo de compaixão e curiosidade públicas, durante 4 dias, sendo salvo depois que as águas baixaram e recebido por uma grande multidão que lhe deu as honras de um “herói”.

Em 1947, a ponte Lacerda, recém-construída, serviu de barragem para a grande quantidade de “baronesa”, capim “amazonas”e outros vegetais que o rio transportava. As águas represadas invadiram as partes mais baixas da cidade. Foi grande a destruição na Mangabinha, Burundanga, Bananeira, Berilo e outros bairros ribeirinhos. Em 1964, novamente as águas do Cachoeira estiveram em fase de enchente, voltando a causar prejuízos nos mesmos lugares anteriormente atingidos. Um ano depois ou seja em 1965, mês de novembro, o Cachoeira pegava novamente Itabuna, chegando a alagar a Avenida do Cinqüentenário. Foram grandes os prejuízos. Ultimamente, dezembro de 1967, segundo registros históricos, muito superiores a todas as enchentes foi esta última, cujos efeitos ainda estão bem vivos na memória de todos.

Fonte: Site Itabuna

Brincando Com o Gato

A mulher dá uma tremenda bronca no filho:
- Joãozinho, já falei não sei quantas vezes para não puxar o rabo do gato!
E o menino:
- Mas eu não tô puxando, não, mãe… É ele!

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PESCANDO COM MARRETADA

Em Homenagem a João de Coló

Dois pescadores conversando:

- Lá de onde eu vim tem um rio que tem tanto peixe… Mas tanto peixe… Que nóis nem usa anzol!
- Num usa anzol?
- perguntou o outro
- É, nóis mata o peixe é na marretada!
- Vixe!
- Mas o difícil é acertar um peixe!
- É, eu imagino…
- Nóis acerta logo uns 03 ou 04 de uma vez!

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Editor:

Roberto de Carrinho - Fale conosco pelo e-mail: bancodavitoria@hotmail.com

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