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Por Roberto de Carrinho
Naqueles tempos ninguém tinha sobrenome em Banco da Vitória. Ou a pessoa tinha um apelido ou era ‘de quem’. O apelido valia mais que o nome e muitos dos nossos moradores viveram e sobreviveram nas nossas memórias sem jamais sabermos como realmente se chamavam. O ‘de quem’ queria dizer ‘filho de quem’, ‘parente de alguém’. Desta forma, se um oficial de justiça chegasse a nossa comunidade procurando uma pessoa pelo o seu nome de registro, por ter certeza que não encontraria a pessoa procurada.
Os apelidos sempre foi uma forte característica brasileira. Em Banco da vitória, esses codinomes são famosos. Imagine você saber os verdadeiros nomes de: buré (filho de Caburé), Zé Pote, Bigode, Nide, Beré, Gogó de Sola, Zé Birro, Zé Beicinho, Biinha, Esso, Orelha de Nico, Paulo Coragem, Coquinha, Zabelê, Gazula, Quibe, João Marreco, Sete-cabeças, Gazula, Gosto-no-Toba, Seu Piu, seu Duba, Cacá, Pinquela-a-motor, Cu-de-leão, Channã, Nego, Cigano, Tiziu, Tatá, Zé das Cinzas, Mique, Dona Loura, Lete, Litinho, Dona ‘Dona’, Dona Fia, Cassê, Dona Zefa, Maroto, Jatobá, Liminha, Jovaly, Busca-pé, Dey, Diu, Dui, Tura, Tarulim, Vaca, Esquiquire, Careca, Gatão, Gatinha, Seu Tum, Cunuto, Coió, Seu Diva, Juranda, Veinho, Ney, Zezeca, seu Cazeca, Gaguinho…
Já o ‘de quem’ quer dizer, filho ou filha de alguém. É nessa hora que se vislumbrar A verdadeira toponímia da nossa gente. Veja só os ‘nossos’ sobrenomes caricatos. Veinho de Mira, Nida de Dedé, Lito de Cilú, Roberto de Doloures, Tonho de Nouzinho, Rita de Marilda, Ana de Nerilda, Carol de Pedro, Márcia de Marinalva, Ivone de dona Chica, Jorge de dona Lia, Lula de dona Inês, Rubem de seu Luiz, Célio de Carmerindo, Tonho de Farrabufado, Roque de Dedé, Paulinho de Creu, Marta de Otacílio, Zé de Boaventura, Iran de Iracy, Vaninha de dona Cabocla, Nego de dona Constância, Tonho de Miguél Farias. Lista é sem fim.
Como se ver o Banco da Vitória é um verdadeiro celeiro de apelidos e ‘de quem’. Temos tantas facilidades de colocarmos nomes em pessoas, que estendemos isso até para as ruas, como: a ‘União’, o ‘Lote’, a ‘Beira-rio’, a ‘Praça’, o ‘Clube’, o ‘Panavueiro’, a Rua do Cemitério’, a ‘Ruinha’ e a ‘Beira da Pista’.
Hoje o Banco da Vitória está repleto de gente com nomes de artistas, cheios de ‘Y’, ‘W’, ‘K’ e ‘Bergs’. Mas mesmo assim, muita gente tem apelidos carinhosos e curiosos. Uma coisa é certa: se você nasceu aqui, devia incluir no seu nome o sobrenome ‘Vitorioso’. Pois assim deviam se chamar todos que nascem entre as franjas da Mata Atlântica e o calor das marés do Rio Cachoeira.
(Fernandinho é filho Biinha e Cy)
Depois de ver o Cruzeiro sofrer no primeiro tempo para superar a retranca do Estudiantes, o lateral-esquerdo Fernandinho destacou a postura da equipe celeste na etapa final, quando contou com a atuação decisiva do estreante Kléber para vencer os argentinos por 3 a 0 na noite desta quinta-feira, no Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte.
A vitória sobre a equipe de La Plata, pela primeira rodada do Grupo 5 da Libertadores da América, teve tudo aquilo que o torcedor cruzeirense queria ver. Cinco jogadores receberam cartão amarelo, sendo que um deles, o atacante Kléber, acabou expulso.
“Ainda bem que o cartão amarelo não fica de fora, só paga uma multa. Infelizmente, o Kléber tomou o vermelho, mas é isto mesmo, é espírito de Libertadores”, argumenta o jogador. A regra vale só para os amarelos, portanto o ex-palmeirense e herói celeste na estréia está suspenso e não enfrenta o Deportivo Quito.
O camisa seis do Cruzeiro conseguiu canalizar toda a tensão da primeira partida de forma melhor. Foi dele o primeiro gol, aos 17min do segundo tempo, em cobrança de pênalti. “O que o torcedor passa para nós é muita vontade e muita garra. Foi isto que passou pela minha cabeça na hora de bater o pênalti. Se eu pudesse, eu furava a rede”, conta.
Para Wellington Paulista, esta vitória teve sabor especial. Na Copa Sul-Americana do ano passado, ele fazia parte do elenco do Botafogo que foi derrotado pelo mesmo Estudiantes. Por isto, ele sabe muito bem qual é o nível que foi derrotado nesta noite.
“Quer queira quer não, é um dos melhores times da competição, este time do Estudiantes. Foi difícil ganhar deles. A gente conseguiu com muito mérito, muita força de vontade e muita determinação”, comemora o atacante.
Por fim, o sempre ponderado capitão Fabrício colabora com os pedidos do técnico Adilson Batista de não deixar a euforia tomar conta, pois este é apenas um bom começo. “É lógico que a gente precisa corrigir um monte de coisa, mas a gente começou bem, este é o nosso objetivo, ficar líder do grupo. E a gente conseguiu”, diz o volante.
Terra Esportes: Gazeta Press
Ricardo Fragoso Berbert de Carvalho (Bomba de Bater)
Este dia (20/02) será inesquecível para mim , pois , completei meus sessentinha junto com minha família e amigos (inclusive sua sobrinha filha de Sarinha) em casa na beira da piscina.
Aproveito também para divulgar curisidades da data alegres e tristes . Saudações para o Bloco Filhos de Ghande (primeiro desfile em 20/02/49 às 17:00 hs , eu nasci às 05:00 hs do mesmo dia ), Lourencinho, Guto Lavigne(61), Sueli Tavares,e outros que os sessenta não deixam me lembrar também.
Saudades de meu irmão Guilherme, Jorge Fialho, Geraldão Adami e outros que me falham a memória nascidos neste dia .
Tristeza pela morte do meu guru , Manoel Carlos , Manesinho, Bahiano de Ilhéus,amigo de família , pioneiro de várias coisas em Ilhéus e um nome para nunca ser esqueçido.
Como curiosidade, a morte de Sergio Naya no Hotel Jardim Atlantico, sendo que aquela foto das terras dele é da antiga fazenda Sossego que pertenceu ao meu avô Sebastião Fragoso e foi vendida ao decujo pelos meus pais Dr. Aulo e D. Neda e também o “arrastão” provocado pelas viúvas do traficante Paulo pezão.
Parabéns também à CEPLAC pelos 52 anos de fundação e de serviços muito bem prestados a toda comunidade cacaueira e que deveria ser melhor lembrada por todos nós.
Abraços e saudações do amigo,
Ricardo Fragoso Berbert de Carvalho (Bomba de Bater)
Fonte: Roberto Rabat
O professor de Direito Penal Dr. Juracy Martins Santana, do clã de Antônio Isaias, – esteio mor de Banco da Vitória do Rio Cachoeira -, discorre elegantemente num artigo publicado na Internet sobre um tema devera instigante, para não dizer profuso.
O eflúvio professor por ora em voga, diz que se você achar algo e não devolvê-lo para o seu suposto dono, pode ir parar no xadrez, – no xilindró, como se diz nas plagas mornas de Banco da Vitória.
O artigo intitulado Achado não é roubado! Mas, pode ser crime, é sucesso na Internet e permeia o meio jurídico-acadêmico brasileiro devido sua linguagem didática, e por que não dizer, altamente esclarecedora.
O linguajar do artigo é obviamente técnico e pode, para nós leigos dos umbrais das leis, parecer espinhento, visgouso e arredio. Todavia, a sua leitura é uma grade oportunidade de se delinear nossos conhecimentos pela lei que rege os nossos turvos dias.
Se você já achou algo na rua e se sentiu ‘dono’ desse achado, deve ler esse artigo do nosso conterrâneo Juracy Martins Santana. Eu tenho certeza de uma coisa: após a leitura dessa verdadeira aula de Direito você olhará com outros olhos para os possíveis achados nossos de cada dia.
Afinal, com diz o nosso professor Juracy, achar algo não é roubar. Agora não devolvê-lo é apropriação do alheio, e isso é, além de crime, coisa de gente mal-criada.
Leia à íntegra do artigo no site oficial de Juracy Martins Santana. >> aqui <<
Por Roberto Carlos Rodrigues


