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Por Roberto Carlos Rodrigues

Por Roberto Carlos Rodrigues

Naqueles tempos, Osmário, – hoje nosso reconhecido pastor evangélico -, era chamado em Banco da Vitória pelo apelido de ‘Seu Tum’. ‘Seu Tum’ era um pescador fantástico e um fabuloso jogador de futebol. Ele jogava de ponta direito arisco – como dizia Zé da Alinhagem.

Durante as partidas de futebol, ‘Seu Tum’ fazia gols de todos os tipos e modos. Ele era a alegria das tardes de domingo em nossa comunidade. Os laterais e zagueiros sofriam com os dribles curtos e ligeiros do baixote jogador de futebol. Os goleiros temiam a presença de Seu Tum nos time adversários. Já a torcida adorava ver esse excelente jogador abrilhantar o futebol de Banco da Vitória.

Além de excelente jogador de futebol, Seu Tum já foi lutador de box e teve como treinador o exímio boxer da fama internacional, Cabo Jonas. Apesar de baixa estrutura física, Seu Tum era um boxeador ligeiro e arisco e não tinha medo de lutar com ninguém, – indiferente do peso ou altura do adversário.

Um dia houve uma luta de box memorável no clube social de Banco da Vitória. Seu Tum desafiou um outro lutador de box e outras artes marciais, conhecido como Florêncio, o então marido de Dona Eunice do carramachão.

Florêncio era um homem tarugado e forte, negro de quase dois metros de altura e beirava os cem quilos de peso. Quando a luta começou todo mundo já sabia do resultado. Ia haver o massacre de seu Tum. Florêncio, auto intitulado ‘O Matador’ ia acabar aquela luta logo no primeiro round.

tum234Isso de fato ocorreu, em parte. Seu Tum apanhou igual uma mala velha para largar a poeira antiga, mas não desistiu do desafio. Florêncio bateu em Seu Tum por mais de 10 minutos e a torcida pedia o fim da luta.

Mas ai apareceu o elemento surpresa. Cabo Jonas piscou o olho para seu boxer, indicando o golpe secreto e Seu Tum ganhou a luta.

O fato aconteceu assim: no meio da pancadaria, ‘Seu Tum’ deu um  chute nos culhões (testículos) de Florêncio. O negão desabou no chão feito um saco cheio de cacau e de lá não se levantou. Florêncio gemia feito um bezerro capado enquanto Seu Tum pulava e mostrava os bíceps.

Seu Tum foi então logo dado como vencedor da luta, pelo árbitro, que por ocasião oportuna, era o próprio Cabo Jonas. O clube social só faltou vir abaixo diante dos gritos dos espectadores! As mais de 400 pessoas presentes desta luta memorável saíram com o vitorioso Seu Tum nos ombros, gritando e festejando pelas ruas de Banco da Vitória. Florêncio foi carregado para casa, onde ficou muitos dias sem sair da cama.

‘Seu Tum’ passou uns dias ‘entocado’, sem sair de casa, como medo do revide jurado por Florêncio, diante da imagem de São Jorge, seu santo protetor. Depois, os dois boxeres se encontraram na Taiobinha de Seu Júlio e tudo se acertou entre amizades, risadas e doses de pinga.

Uma noite, havia festa no clube social, onde o Good Som de Jorjão animava o baile de Banco da Vitória. O porteiro era Jorjão e os seus mais de dois metros de altura, cento e cinqüenta quilos de raiva e pouca paciência. Foi então que chegou Seu Tum já afogado na cangibrina e os outros sinônimos da aguardente de Banco da Vitória – e subiu os degraus de acesso ao clube. Na portaria, ele tentou entrar na festa sem pagar o ingresso.

Jorjão repudiou a sua investida e num só golpe, tirou o pequenino Tum da porta do clube social. Seu Tum se sentiu ofendido pela aversão de Jorjão e por mais de meia hora tentou furar o bloqueio do já irritado porteiro. Por último, o Jorjão deu um violento cascudo em seu Tum e o empurrou de escada a baixo. O pobre Seu Tum caiu quase no meio da Praça Guilherme Xavier e saiu de lá chorando pelas ruas. As pessoas da praça zombaram do choro infantil do nosso fantástico jogador de futebol.

‘Seu Tum’ foi se consolar no bar de Zé da Linhagem, na rua do campo. Lá ele se queixou do acontecido e sensibilizou Cabo Jonas, que resolveu tirar satisfação do ocorrido.

Cabo Jonas saiu de venta aberta pela Rua do Campo rumando para aportaria do clube social. Foi seguido por Seu Tum que ainda choramingava e se queixava. Cabo Jonas chegou à porta do clube bradando e enfurecido. De lá gritou forte:

– Quem bateu em Tum? Quem bateu em Tum? Quem bateu em Tum? Eu quero saber agora! Me digam que fez essa maldade!

Jorjão, vendo a assombração sonora que Cabo Jonas fazia na portaria do clube social, se aproximou do nosso ilustre amigo e também gritando disse, nos bigodes de Cabo Jonas:

– Fui eu!! e daí?

Cabo Jonas olhou o porte físico de Jorjão, tosou o cidadão de cima a baixo, mediu com os olhos a largura dos seus ombros e retrucou na hora:

– Bem feito! Bem feito! Tum tá muito ousado quando bebe. Bem feito. Bem feito mesmo. Se fosse eu dava uns dez cascudos nesse menino ousado e teimoso…

Cabo Jonas foi logo embora pela mesma rua por aonde veio.

Na verdade, Cabo Jonas foi para casa tomar um engrossante feito por Dona Deth, sua querida e dedicada esposa. Seu Tum foi para a Pedra de Guerra, tomar banho e curar a ressaca.

Por Roberto Carlos Rodrigues

Cabo Jonas Banco da Vitória Ilhéus

Uma bela avó.

zélia gattai (8)É assim que podemos dizer de Zélia Gattai. Mulher guerreira, inteligente, meiga, educada, refinada, cheirosa, amada amante…

Zélia Gattai era uma bela e linda avó de todos os grapiúnas das margens do Rio Cachoeira. Era o exemplo de mulher tipo superação. Ela tinha uma delicadeza real em gestos populares. Sabia falar sempre sorrindo e tinha nos seus atos, os calores mornos das mães.

Era a mulher do nosso admirador ilustre, o escritor Jorge Amado dos Ilhéus, bebedor de água de coco em Banco da Vitória e entusiasta das nossas paisagens.

Agora o nosso amigo Ariel Figueroa, escreveu um texto primoroso sobre essa mulher que todo mundo adoraria tê-la como ‘minha’ amada avó. O texto de Ariel Figueroa está no site Jornal Bahia On-line, do nosso amigo Maurício Marom. Clique aqui e leia esse texto sobre a anarquista Zélia Gattai Amada Por Todos Nós!

Justa homenagem. Parabéns Ariel. Os súditos de São Jorge dos Ilhéus agradecem.

Washington, DC, USA, 12 de maio de 2009

Prezados irmãos de sonhos e propósitos!

obama-kenyaQue a paz do nosso Criador esteja sobre seus campos e que a justiça divina nunca falte entre suas ruas e seus ares. É com muita satisfação que me dirijo aos meus irmãos da comunidade de Banco da Vitória do Rio Cachoeira, onde jamais estive, mas sinto-se como quem é nascido e vivido nas sombras dos seus cacauais e ter bebido por longos dias a água da famosa Bica da Água Boa. Sendo assim, em meus sonhos tropicais, vejo-me andando nas suas veredas verdes e mornas, falando com o meu povo, comendo os seus frutos deliciosos e vislumbrando a verdadeira paisagem do paraíso.

Eu, assim como todos vocês dessa harmônica comunidade, tenho sonhos possíveis e faço tudo que se diz ético e humano para alcançá-los. Quando esses sonhos são maiores que minhas capacidades e forças, eu procuro ajuda entre os meus irmãos e, então os milagres acontecem. Construímos todos sempre juntos o melhor dos sonhos que é ajudar os nossos irmãos.

Eu acredito que Banco da Vitória seja muito diferente dos arredores da nossa deslumbrante Chicago, mas mesmo assim, sei e sinto como quem pega na mão de um velho e amado amigo, que o nosso povo é comum e tem a origem na mesma África de todos nós. Somos, portanto, iguais nos nossos DNA’s, sonhos e perspectivas.

Digo a todos vocês como se falasse as minhas amadas filhas: Não desistam dos seus sonhos. Não aceitem que ninguém, – a não ser vocês mesmos, determinem o limite das suas capacidades. Nunca aceitem um não com um fim. Jamais desacreditem no seu poder de superação. Lute, – não com armas -, mas sim com idéias e propósitos na construção de uma comunidade sempre melhor. Agindo assim, vocês alcançarão o sucesso.

Sei que todos vocês são filhos natos da superação e guerreiros das horas. Contudo, não aceite a adversidade como julgo dos seus destinos. Não delegue a ninguém a escrita da sua própria história. Sonhe, acredite e se esforce em prol das suas ambições. Agindo assim, um belo dia, o Pai Celestial colocará sobre seus colos, os seus objetivos tão sonhados.

Lembre-se sempre que você é único e insubstituível. Porém, nunca se esqueça que somos todos iguais no propósito do bem comum da humanidade. Dessa forma, pode ter certeza que cada um de nós tem um papel especial no Planeta Terra.

Por último, caros irmãos de Banco da Vitória, sejamos apenas honestos com os nossos sonhos e dignos das nossas aspirações. Façamos sempre o bem e o bem nos fará felizes e prósperos.

Vocês permeiam as minhas mais íntimas saudades e são personagens diários das minhas orações. Prometo que um dia ainda irei caminhar nas suas ruas e neste dia me sentirei como um filho que volta a casa dos seus amados pais.

Que o Nosso Senhor Jesus Cristo esteja sempre protegendo todos vocês. Que o sol, ao nascer todos os dias sobre os seus belos horizontes, rege os seus campos com belas possibilidades, grandes realizações e constante perseverança.

Um forte e caloroso abraço do seu irmão de fé, sonhos e lutas.

Barack Rossum Obama

Versão original (em Inglês) : Versão Original

pref_henrique_cardosoMorreu ontem à noite (16 de Maio de 2009), um dos mais polêmicos e queridos políticos do sul da Bahia: Henrique Weill Cardoso e Silva, de 99 anos. Ele estava internado no Hospital São José, em Ilhéus, sul do estado, vítima de uma hemorragia. Henrique Cardoso governou Ilhéus no período de 1960 a 1963 e foi vereador do município por dois mandatos, na década de 50. Foi também deputado estadual e federal, liderando o polêmico movimento pela divisão da Bahia e a criação do Estado de Santa Cruz, tendo como capital o município de Porto Seguro. É dele a autoria original do projeto, que, depois, passou a ser defendido pelo ex-deputado e ex-prefeito de Itabuna, Fernando Gomes. Político, advogado e agricultor, Cardoso começou a carreira política pela UDN e a encerrou no MDB.

Fonte: Jornal Bahia On-line

APELIDOS

Por Roberto Carlos Rodrigues

Por Roberto Carlos Rodrigues

Ontem tomei umas canjimbrinas arretadas e para matar saudade do nosso Banco da Vitória, rabisquei mais alguns apelidos particulares da nossa comunidade. Digo particulares, para não dizer próprios, haja vista que em nenhum lugar do mundo se conhece algumas pessoas, por essas alcunas tão folclóricas, criativas e alegres.

O Banco da Vitória é um verdadeiro celeiro de apelidos especiais. Confira comigo e veja se existe por ai esses apelidos fantásticos. Pode ter certeza que somente a nossa comunidade tem essas personagens folclóricas.

Apelidos:

Galinha Sem tempero, Gosto no Toba, Dete Catatu, Topogijo, Cu de Leão, Cu de Mel, Talurin, A Morte, Rato, Belas Coxas, Tonho Cu de Burro, Tonho Bicudinha, Colher de Mexer Bosta, Empata Viagem, Caga na Pista, Derreia, Tiziu, Gazula, Farrabufado, Coró, Garapa, Usino, Cobé, Boca do Mundo, Cafubá, Pulinho, Carrinho, Parará, Pinquela a Motor, Gil Pitulha, Esquiquiri, Braço-Fino, Zé Jatobá, Miúdo de Edinha, Cyó, Mimiu, Tiú, Bernardo Prosa Ruim, Tetego, Courinho, Pixilinga, Gundé, Canuto, Pisquila, Abuzado, Adriano Curupira, Chica Beinha, Biinha, Jonas Porco e Touro, De Menor, Bigú, Zabelé, Chupa Toda, Coió, Miúdo, Graúdo, Bogoió, Casé,Vaca, Manhão…

Em breve, tem mais.

Por Roberto Carlos Rodrigues

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Por Roberto Carlos Rodrigues

Por Roberto Carlos Rodrigues

A estrada de Ilhéus – Itabuna foi inaugurada em 01 de março de 1928. Essa estrada foi o grande passo para se consolidar o desenvolvimento da Região Cacaueira, uma vez que anteriormente as mercadorias e principalmente o cacau, que chegavam e saiam de Ilhéus rumo a Itabuna e demais cidades regionais, eram trazidas por tropas de burros e mulas pela estrada tosca que beirava o Rio Cachoeira. Essa estrada antiga passava por Itabuna e terminava no Porto do Jenipapo, em Banco da Vitória. Dali as mercadorias iam e viam de/para Ilhéus através de pequenas embarcações que navegavam no Rio Cachoeira.

Essa estrada antiga ia além de Itabuna e na localidade de Ferradas, ela se entroncava com a famosa Estrada do Sertão que passava por Vitória da Conquista e dali seguia para o norte do estado de Minas Gerais.

O cronista João de Silva Campos, cita no seu livro Crônica da Capitania de São Jorge dos Ilhéus (pag 308) que em 1810 o brigadeiro Felisberto Caldeira Brant mandou construir com recursos próprios uma estrada antiga na margem esquerda do Rio Cachoeira para interligar o Porto do Jenipapo (Banco da Vitória) da Vila de São Jorge dos Ilhéus ao Arraial de Conquista. Essa estrada tinha 42 léguas e so atingiu o Rio Salgado, onde habitava os índios querens.

Por mais de um século essa foi a estrada que interligava Ilhéus as demais localidades ao oeste que surgiam na antiga capitania de São Jorge dos Ilhéus.

ponte do fundãoA nova estrada entre Ilhéus e Itabuna foi idealizada 1921 pelo advogado José Nunes da Silva, de Itabuna, e o coronel ilheense Virgílio Amorim. A construção da estrada começou mesmo em 1922 e somente no dia 1ª de março de 1928 é que ela foi oficialmente inaugurada pelo governador Francisco Marques de Góes Calmon.

O antigo traçado da estrada entre Ilhéus e Itabuna era muito diferente do que conhecemos hoje. A primeira estrada entre essas duas cidades se iniciava na atual Rua da Esperança em Ilhéus, onde se construiu uma engenhosa ponte de madeira sobre o rio Fundão e dali a estrada seguia para atual Reserva Florestal da Mata da Esperança e surgia em Banco da Vitória na altura da mata da Rinha. Ali a estrada descia a ladeira deste mesmo nome e circundava os sopés do alto do Panavueiro (hoje chamado Alto da Bela Vista). Neste ponto a estrada tomava dois rumos, um novo seguia pela Ruinha, passava em frente ao cemitério, seguia depois para a frente da Fazenda Victória e dali, depois seguia pelas terras da fazenda de Pereira Vanttin, onde logo depois se encontrava em Vila Cachoeira, com o traçado que até hoje se tem até Itabuna. Um outro traçado, chamado de Estrada Velha descia a Ladeira do Posto Médico, entrava na Rua Duque de Caxias, adentrava a atual Rua Dois de Julho, Praça Guilherme Xavier a dali descia para a beira do  Rio Cachoiera, onde essa estrada seguia rumando a sua margem esquerda e encontrava a outra bifurcação, na altura de Vila Cachoeira.

Vale dizer ainda, que anteriormente essa estrada entrava na cidade de Itabuna na atual bairro da Califórnia. O atual percurso pelo Posto Cachoeira foi feito depois.

estrada21Na década de cinqüenta do século passado se iniciou a construção da atual rodovia Ilhéus-Itabuna. Essa estrada, ao contrário da antiga, começava na Avenida Itabuna, em Ilhéus, seguia sobre o mangue do Fundão, atravessava a nova ponte de concreto sobre o Rio Fundão e dali seguia para Itabuna, seguindo o atual percurso.

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Foi nesse novo traçado, cortando desta vez as pedreiras próximas ao Rio Cachoeira, que surgiu Água Boa de Banco da Vitória. Antes a coleta dessa água se dava na margem do rio cachoeira. A água que descia do morro da mata da Rinha era forte e literalmente caia sobre as águas do Rio Cachoeira. Com o corte da pedreira para passar a rodovia que depois seria chamada de BA 415 (hoje, Rodovia Jorge Amado), foi colocado manilhas sob a estrada para escoar a água que descia do morro. No início dos anos setenta, Dr. Halil, um médico que tinha um hospital psiquiátrico em Banco da Vitória, mandou construir um pequeno chafariz na Água Boa onde se colocou até torneiras de cobre. Dessa forma a comunidade de Banco da Vitória pode usufruir de forma mais higiênica a água da Bica da Água Boa.

Essa água era famosa em toda a região devido as suas qualidade minerais e muitos transeuntes entre Ilhéus e Itabuna enchiam latas de água que levam para os seus consumos domésticos. Por muitos anos a água da Água Boa matou a sede do povo de Banco da Vitória que fazia filas diuturnas para coletar o líquido precioso, no tosco chafariz á beira da estrada.

A água que caia na Bica da Água Boa nascia no meio da Mata da Rinha, seguia o curso do atual Morro do Iraque, passava pela fazenda de Belmiro e por fim desabava no lugar chamado de Água Boa.

Por diversas vezes foram feitas análises da qualidade desta água e em muitas delas se comprovou a sua qualidade de água potável, com forte inclinação para classificação de água mineral. Todavia, com a derrubada da Mata Rinha e a ocupação humana do Alto do Iraque, duas coisas malograram qualidade e volume da Bica da Água Boa. Primeiro foi o assoreamento de sua nascente e percurso, devido ao desmatamento. Como isso o volume de água foi reduzido em quase 70%. O outro fator degradante foi a poluição de dejetos humanos e esgotos, provocados pela favelização do Alto do Iraque. Por esses motivos, estudos recentes de fitologia feitos pela UESC, comprovam que a água da Bica da Água Boa está contaminada por coliformes fecais e é imprópria para o consumo humano. Infelizmente a nossa água especial das pedras da beirada do Rio Cachoeira já não são hoje tão boas quanto as chamamos.

Banco da Vitória sempre foi um lugar de água de excelente qualidade. Na antiga fazenda Santa Clara, na ladeira do Descansa Caixão, havia uma grande queda água que fornecia  todos os dias vários caminhões do líquido preciso para as casas dos ricaços de Ilhéus e Itabuna. Na Fazenda Victória tinha uma  imensa represa com água de excelente qualidade. A mesma coisa se via no alto da Bela Vista, no final da Rua dos Padres, onde se tinha uma fluente bica que fornecia água para os moradores dessa região. A mesma coisa ocorria na Rua da Presa. Na antiga Cerâmica havia também uma queda d´água de ótima qualidade.

Segundo estudos feitos pela Petrobras no início dos anos setenta, o Banco da Vitória está situado em cima de um excelente lençol freático, com água de excelente qualidade para consumo humano. É por esse motivo que se têm tantas fontes e cisternas em nossa comunidade. Aos olhos da geologia, pode-se se dizer de forma simbólica que a nossa comunidade está ‘sobre’ a água, na verdade sobre a melhor água do mundo.

Sem precisar recorrer aos estudos e testes científicos, se sabe que quem bebe a água de Banco da Vitória, se apaixona pelo lugar e jamais o esquece. Não sabemos ao certo o porque do gosto especial da nossa água, mas ela é simplesmente gostosa, suave e para nós, sagrada. Eu acredito que essa água tem esse gosto especial e efeito encantador porque as chuvas que caem em Banco da Vitória, não são chuvas comuns, águas que caem do céu. São, na verdade, as águas que Deus usa todos os dias para regar o seu lugar mais preferido e amado: o seu jardim particular chamado de Banco da Vitória do Rio Cachoeira.

Roberto Carlos Rodrigues

microfone1O Banco da Vitória agora tem a sua rádio oficial. Conheça agora a Rádio Banco da Vitória. A melhor seleção musical da Internet. http://radiobancodavitoria.blogspot.com/ Em breve teremos propagandas e anúncios.

Ouça a nossa rádio enquanto navega na Internet. A comunidade de Banco da Vitória agradece a sua audiência. Em breve, teremos uma programação mais eclética.

Ouça agora a nossa programação especial de final de semana.

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O jogador Fernandinho não pôde participar das ultimas partida do Cruzeiro no campeonato mineiro, devido uma grave lesão que sofreu no mês passado. Mas mesmo assim ele foi lembrado e homenageado pelos seus colegas e pela comissão técnica do Cruzeiro, que se tornou campeão mineiro de 2009.

Em Banco da Vitória a festa a foi grande, – comandada pelos pais de Fernadinho, Biinha e Cy e pelos seus tantos amigos e e admiradores, que rezam para que a sua recuperação seja rápida.

O Banco da Vitória inteiro celebra com Fernandinho mais uma conquista da sua vida de tantas glórias.

Parabéns campeões!

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Ana Cristina Oliveira, sucursal Itabuna

Fonte: A Tarde Online

cacaucombiLonge de ser a atividade pujante que em 1977 chegou a produzir 450 mil toneladas, bateu recorde de US$ 998 milhões em exportações e rendeu à balança comercial brasileira US$ 3,4 bilhões, a lavoura cacaueira ainda é o principal sustentáculo da economia do sul da Bahia. Apenas para se ter uma ideia, o setor emprega hoje, no eixo Ilhéus-Itabuna,  cerca de 90 mil  pessoas – muito acima dos cerca de 30 mil postos de trabalho oferecidos pelo comércio e serviços. As culturas do cacau, soja, feijão, milho concentram 64,3% da área agrícola plantada e somente o cacau, feijão e mandioca são responsáveis por 56% da ocupação da mão e obra na agricultura.


Na década de 70 o cacau chegou a representar 80% da pauta de exportação e hoje não chega a 4%. No ranking de importância nas lavouras baianas o cacau gerou R$ 535 milhões, em 2006. Atualmente, a produção de cacau e derivados contribui com 3,01%, atrás da soja e derivados, com 8,63, e de papel e celulose, que lidera a pauta das exportações com 17,28%.


A  cotação do produto beira hoje os U$$ 2.400 a tonelada no mercado externo. No interno, a arroba está valendo R$ 87.  Na última década, que coincide com os anos de crise e baixa produção na região, os preços oscilaram numa média de US$ 1.300 a tonelada, com um pico em 2007/08, chegando a US$ 2.516 a tonelada. O atual déficit de mercado externo vem sustentando preços altos e paga um ágio de US$ 400, mas a baixa produtividade de 15 arrobas por hectare não permite ao produtor baiano se beneficiar desse momento, não sendo remunerado seque para pagar suas dívidas. Em 2008, a produção baiana foi de 120.964 toneladas, pouco maior que 104.065 toneladas de 2007, segundo a Concauba.


Para o Brasil, o cacau hoje tem participação insignificante. O País – que já foi o segundo produtor mundial na década de 70 –  contribuiu  hoje com 6,4% para a pauta de exportação. Segundo a Organização Internacional do Cacau (OICC), o País caiu para o sexto lugar, tendo hoje uma participação de apenas 4,63% das 3.684,0 toneladas produzidas no mundo, entre 2007/2008.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que 74 assentamentos da Bahia participem do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) neste ano. Isso significa mais que o dobro registrado em 2008. Um dos destaques de produção é o assentamento Frei Vantuy, situado no bairro de Banco da Vitória, Ilhéus, região sul da Bahia. Em 2008, os assentados dessa área receberam R$ 115,5 mil com a produção de 15,8 toneladas de alimentos.

frei-vantuyEm 2008, o PAA envolveu 570 famílias de 31 assentamentos baianos, resultando na venda de 770 toneladas de produtos para a alimentação servida em escolas e creches públicas, além do abastecimento de hospitais, casa de andarilhos, igrejas e associações da Bahia. No estado, os assentados da reforma agrária receberam, por meio do PAA, R$ 1,6 milhão.


Criado em 2003, o PAA possibilita ao Governo Federal adquirir alimentos produzidos por agricultores familiares e assentados da reforma agrária para atender pessoas beneficiadas por programas sociais. A produção comprada por meio do Programa também é utilizada para formação de estoques estratégicos do governo.

O PAA permitiu, em apenas dois anos, que 33 famílias do assentamento Frei Vantuy mudassem a realidade de suas vidas. “Devíamos à Conab, conseguimos negociar a dívida e hoje estamos orgulhosos de nossas conquistas”, diz a presidente da Associação dos Assentados, Maísa Fontana.

A dívida à qual ela se refere começou em 2007 com o prejuízo da safra de mandioca, perdida em fumção do excesso de chuvas. Com o apoio da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), a comunidade recebeu treinamento e iniciou a produção de frutas desidratadas, que foram negociadas com a Conab para abatimento do débito.

“A partir deste resultado satisfatório, os assentados quiseram complementar a renda, fornecendo produtos à Conab”, conta Maísa. Em regime de mutirão, as famílias construíram a sede para uma agroindústria e apostaram na transformação da realidade econômica.

Atualmente, 33 assentados participam da produção. “A agroindústria melhorou a autoestima dos jovens da comunidade. Hoje eles têm esperança de permanecer no assentamento trabalhando e ajudando a família. Depois do PAA, todos trabalham com mais ânimo”, afirma a presidente da Associação.

Neste ano, a expectativa é que o assentamento Frei Vantuy atinja a arrecadação de R$ 139 mil com a venda de alimentos ao PAA. Com a atualização do certificado orgânico (produtos cultivados sem agrotóxicos, prevista para ocorrer neste ano, a Companhia poderá ampliar o valor pago pelo quilo dos produtos.

A meta dos assentados é também implantar, com auxílio do Programa Terra Sol do Incra, um posto de comercialização na BR-415, via próxima ao assentamento e responsável pela ligação de Ilhéus a Itabuna. O Frei Vantuy está inserido numa região turística, o que facilitará a venda dos produtos.

Cíntia Melo
ACS-Incra/BA
Jornalista Responsável
DRT 1816/BA

Editor:

Roberto de Carrinho - Fale conosco pelo e-mail: bancodavitoria@hotmail.com

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