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A história sempre precisa de narradores. Se isso não ocorre, fatos se tornam vagas lembranças e em pouco tempo a memória social de um povo se esvai e é facilmente esquecida. Eu faço a minha parte descrevendo os causos e as prosas que eu vivi e/ou ouvi em nossa comunidade. Faço isso para que a história de Banco da Vitória não se perca, como tantas outras. Você, ao ler esse livreto faz a sua parte nesta jornada. Porém, a sua maior contribuição será copiar e distribuir esse livreto para os nossos amigos e moradores. Você fazendo isso, eu saberei realmente que valeu a pena tê-lo escrito esse livro.
Eu tive uma oportunidade fantástica na vida: a ter nascido nas fraudas dos cacauais que circundavam Banco da Vitória. Sempre tive a certeza que nasci numa época memorável, pois tive a oportunidade de não somente conhecer mais também conviver, conversar e ser amigo dos moradores mais tradicionais e folclóricos da nossa comunidade. Na ‘venda’ de meu pai, Carrinho, a famosa A Visgueira, todos os dias estavam por lá os verdadeiros catedráticos da história de Banco da Vitória, contando suas estórias ou simplesmente jogando conversas fora.
Eu tive a chance de conviver e conversar com moradores de Banco da Vitória, como Seu Xisto Gomes, Nestor Cotó, Pedro Preto, Cabo Jonas, João de Coló, Antônio Isaias, Seu Duba, Seu Juca, Seu Tiago, Bibogo, Seu Feliciano de Assis (meu avó materno), Seu Veio Cotó, Gaguingo, Zé Orlando, Seu Cazeca, Seu Amaro, Seu Agimiro, Seu Manuel Siriaco, Seu Apolônio, Seu Joaquim, Seu Péricles, Seu Zé Melo, Jonas Porco-e-touro, Seu Cazuza, Sobogó, Zé Lavigne, Paulo Rocha, Seu Taurindo, Otacílio, Seu Dedê, Aries, Zé Vieira, Dona Chica, Dona Normélia, Ivone Santos, Dona Raquel, Dona Dete Catatu, Dona, Professora Glaúcia, Dona Lindaura, Buré, Seu Farrabufado, seu Raimundo Ribeiro, Dantinha, Lindor, Seu Lis Delegado, Seu Zé Carioca, Zé Bispo, Dona Cabocla (minha vó materna), Dona Maria Cardoso, (minha vó paterna), Nafital, Dona Romana, Valter e Jailton Ramos, Enéas, Zito costureiro, Bigode, Seu Diva, Nego Nide, Botão, Seu Zé Cotoco, Dona Lia, Dona Lurdes, Nerilda, Cremilda, Zé da Alinhagem, Dona Eurides, Pedro Filho, Seu Péricles Melo, Seu Zé Melo. Seu Milton Nunes, Seu João Batista (o coveiro), Zé Batista, Zé Bolão, Courinho, Dona Margarida, Dona Dete Fateira, Dona Dete de Cabo Jonas, Seu Tum, Zé Jatobá, Dona Eunice, Dona Enaura, Dona Júlia, Arara, Seu Assis, Tonho de Nouzinho, Garapa, Altino (o gordo e o magro), Seu Botão, Seu Nelson Fontes, Jonas Paraíso, Seu Alfredo, Seu Plínio, Oficial, Seu Roque, Seu Joval, Bembéu, Seu João Ruim, Julinho da Taibinha, Dalila, Pedro Melo, Seu Ailton, meu pai Carrinho… e tantas outras pessoas espetaculares da nossa comunidade.
Agora imagine você quantas estórias impressionantes eu ouvi? Quantas versões eu tive oportunidade de ver e presenciar? De quantas mentiras eu sorri, enquanto ouvia essa gente criativa e guerreira, com suas façanhas sociais?
Disso tudo que ouvi e vivi, eu, – dentro do possível -, procurei selecionar algumas prosas e causos e agora apresento a você nessa versão de livreto.
Esse livreto nasceu de uma idéia que Ivone Santos me deu, quanto eu estava escrevendo o livro Banco da Vitória do Rio Cachoeira – A História Esquecida (em fase de conclusão). Um dia eu mostrei para Ivone o esboço desse livro, com as referências históricas e os diversos estudos que eu estava fazendo na UESC, quando ela me perguntou se eu ia escrever a história ou a ‘estória’ de Banco da Vitória?
Eu lhe respondi que eu estava fazendo um livro oficial, com a história verdadeira da nossa comunidade. Ivone então me sugeriu que eu escrevesse também os nossos causos, prosas e estórias, que são tantas e tão alegres.
Entusiasmado com a idéia, eu escrevi em 2005 um livreto com 10 estórias, chamado de Prosas e Causos de Banco da Vitória. Eu fiz apenas alguns exemplares xerografados e distribuir para os meus amigos e parentes. Hoje, esses livretos são raridades em nossa comunidade e muita gente gostaria de ter um exemplar dele.
Visando melhorar a divulgação da nossa história, antes de lançar o livro oficial sobre Banco da Vitória, eu resolvi revisar, ampliar e incrementar o livro de prosas e causos de Banco da Vitória. Essa versão que você tem em mão é o resultado deste novo trabalho.
Por favor, dentro das suas condições, tire cópias deste livreto e distribua para os seus amigos, parentes e colegas. Esse livro é de domínio público. Eu o fiz e o doei para o povo de Banco da Vitória. Fazendo assim, você estará verdadeiramente contribuindo para a cultura e a história de Banco da Vitória e nosso povo.
Lembre-se, esse é um livro de prosas e causos. Portanto, é cheio de fábulas, elucubrações e suposições. Metade dele é verdade e a outra metade é verdade vestida de ficção.
Tenha boa leitura, seja feliz e ame profundamente o Banco da Vitória todos os dias.
Roberto Carlos Rodrigues,
Junho de 2009
01 – As pescarias de João de Colo
02 – O Agouro Fatal
03 – Futebol!
04 – A Índia
05 – O Inventor do Churrasco de Banco da Vitória
06 – As Conduções
07 - O Conjunto de Oficial do Cavaquinho
08 – A Santa Missão
09 – A estória de Cabo Jonas
10 – Siboney!
11 – O Grande Encontro
12 – Seu Pedro Preto
13 – O Caroço de Bembeu
14 – A Dor na Titela
15 – A Tesoura de Seu Faustino
16 – Os Hippers de Banco da Vitória
17 – 02 Metros e 07 Centímetro de Quase Homem
18 – O carnaval de Banco da Vitória
19 – Quem Bateu em Tum?
20 – O Dia da Trágica Vacinação
21 – A Noite no Circo
22 – O forró de Maria Alcina
23 – Você é de Quem?
24 – O Forró de Dona Raquel
25 – O Cinema de Banco da Vitória
26 A Estrada Ilhéus-Itabuna e a Bica da Água Boa
27 – Lampião e o Banco da Vitória
28 – Os Deliciosos Sabores de Banco da Vitória
2 9 – Os Comem Concretos
30 – O Banco da Vitória na Guerra das Malvinas
31 – O Petróleo de Banco da Vitória
32 – Juracy Martins Santana – O embaixador de Banco da Vitória.
33 – Jorge Amado e o Banco da Vitória
34 – Perdemos Neguinha, ganhamos uma lenda
35 – De quem é esse jegue?
36 – A fantástica oficina de Nestor Pereira
37 – Ah! Não vai dá não!
38 – Como chegar em Banco da Vitória.
Por Gerson Marques
Os governantes apostam em nosso esquecimento para cometer suas insanidades, a falta de memória coletiva nos faz vitimas de governos que sabem poder contar com nossa amnésia para cometer seus desgovernos e suas sandices. No ultimo dia vinte e cinco de maio fez um ano que o prefeito de Ilhéus mandou destruir a antiga Usina Vitória a primeira fabrica de chocolate da America do Sul.
Nada melhor que o tempo para por as coisas no lugar, os argumentos usados pela prefeitura a época para justificar a demolição foram todos por água abaixo, a justificativa de que o prédio oferecia perigo aos transeuntes nunca se comprovou, basta ver a dificuldade que as maquinas e homens tiveram para derrubá-la, foi necessário que centenas de pessoas avançassem sobre os escombros saqueando a historia da cidade e mesmo assim restou um esqueleto que teimosamente insiste em dizer: Eu não merecia este fim.
No local onde havia um prédio histórico, onde havia os marcos de uma civilização, onde havia maquinas antigas e objetos de importância singular para a memória de nossa cidade, existe hoje uma montanha de entulhos que emporcalha e enfeia ainda mais a área do terminal urbano, agora sim oferecendo de fato perigo para quem transita por perto. Mas nem tudo foi perdido, no local funciona um mictório publico, um refugio para marginais e um esconderijo para crianças consumirem drogas.
O pior ainda estar por vir, corre na justiça ação da família proprietária do antigo prédio contra o município de Ilhéus, nesta ação os proprietários exigem indenização e recomposição do patrimônio. Como já ocorreu na primeira ação em que a família ganhou impedindo tardiamente a continuação da demolição à tendência é que o município de Ilhéus venha no futuro ser condenado a pagar uma verdadeira fortuna.
Quem vai pagar por este erro? Tem duvidas? Pois não tenha, seremos nos cidadãos ilheenses que pagaremos via impostos pelo erro daqueles que não respeitam a historia da cidade.
Eu não acredito como alguns dizem por ai nos bastidores da política local que a real intenção desta ação de insanidade contra o patrimônio histórico seria simplesmente a intenção pouco nobre de criar um estacionamento para o supermercado de um amigo que deveria ser construído no prédio da Codeba vizinho da fabrica. Dá para acreditar nisso?
O fato é que vai demorar anos até que esta questão seja resolvida, enquanto isso uma montanha de entulhos estará no local incomodando a consciência dos ilheenses, funcionando como um monumento a insanidade, dizendo a quem passa: Aqui jaz a historia de um povo que não respeita seu passado, afinal, na democracia cada povo tem o governo que merece.
O mais incrível é constatar que esta é, até agora, a obra mais importante deste governo.
Turismo Ecológico: FAZENDA YRERÊ
Nos dias 18 e 19 de junho acontece no Centro de Treinamento da Ceplac, em Ilhéus, a II Oficina do Diálogo do Cacau, um fórum de debates que conta com a participação de profissionais ligados à cadeia produtiva do cacau e as questões socioambientais.
A oficina é promovida pelo Instituto Cabruca, com organizações como Care Internacional Brasil, Conservação Internacional (CI), Iesb, Instituto Floresta Viva, Instituto Uiraçu, The Nature Conservancy e entidades locais.
Também participam produtores de cacau e indústriais, como Cargill Cocoa, Delfi Cocoa, Cooperativa Cabruca, Associação dos Produtores de Cacau (APC) e a Câmara Setorial do Cacau, vinculada ao Ministério da Agricultura.
Com o título “FNE, Verde Desafios e Oportunidades”, o fórum tem como foco a produção no agroecossistema cacau-cabruca, a conservação dos remanescentes de Mata Atlântica e a valorização do cacau por meio de pagamentos por serviços ambientais.
Será discutido o FNE Verde, que contempla agropecuária orgânica; manejo florestal, reflorestamento, agrossilvicultura e sistemas agroflorestais; geração de energia alternativa; sistemas de coleta e reciclagem de resíduos sólidos.
De acordo com Henrique Almeida, presidente da APC, “o Cacau é uma cultura agroflorestal que durante 250 anos, além de gerar divisas e riquezas, é reconhecida como a atividade agrícola que menos impactos provoca no bioma Mata Atlântica”.
Isso se deve ao fato de cerca de 70% do cacau da Bahia ser cultivado sob as copas das florestas, dentro de um sistema agroflorestal denominado “cabruca”.
Fonte: Jornal A Região
A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) acaba de divulgar as datas do vestibular 2010. De acordo com o informe da instituição, as provas serão aplicadas nos dias 10, 11 e 12 de janeiro e as inscrições serão recebidas no período de 16 de setembro a 10 de outubro, exclusivamente pelo site www.uesc.br.
A Uesc oferece 1.440 vagas em 29 cursos de graduação e mantém um sistema de cotas, que reserva 50% das vagas para estudantes que tenham cursado todo o ensino médio e os quatro anos do ensino fundamental em escola pública, sendo 75% dessas cotas destinadas àqueles que se autodeclarem negros.
Além das datas do vestibular, a Uesc também informou as leituras que recomenda para os concursos que realizará de 2010 a 2012. São elas: Juca Pirama (Gonçalves Dias, Papéis Avulsos (Machado de Assis), Recordações do Escrivão Isaias Caminha (Lima Barreto), Amar, Verbo Intransitivo (Mário de Andrade), O Conto em 25 Baianos (Cyro de Mattos), Primeiras Histórias (Guimarães Rosa), Senhorita Simpson (Sérgio Sant’Anna)
Fonte: Pimenta na Moqueca
O futebol chegou na cidade de Ilhéus por volta de 1906 quando uma febre do esporte assolava por Salvador, membros da colônia inglesa que residiam na capital baiana e que iam ao sul da estado passar férias ou veranear levarão o futebol ao baixo sul. No inicio o futebol que de cara despertou o interesse da população local com a sua pratica sendo realizada num terreno próxima a enseada da antiga Fazenda Opaba de propriedade de Raymundo Amaral Pacheco, outros locais a beira mar também era aproveitados para o bate bola. Em 1935 durante a segunda gestão do Intendente Mario Pessoa, começou a construção de uma praça esportiva, o local a Fazenda Boa Vista a área desmembrada era um charco , a poucos metros do mar de São Jorge dos Ilhéus.
Durante a apresentação do projeto de Dr. Valadares, Mario Pessoa decidiu fazer algo maior que o previsto, construir o primeiro grande palco de futebol da Bahia, o segundo maior estádio municipal do país perdendo somente para o Pacaembu, na época São Januário e Moisés Lucarelli são estádios particulares até hoje pois pertencem a Vasco da Gama e Ponte Preta.
O dia da inauguração do estádio foi em 28 de junho de 1940, com a presença do Interventor da Bahia, Landulfo Alves, com um torneio realizado entre os clubes Ypiranga e Bahia, de Salvador e o São Cristovão de Itabuna, o estádio foi batizado com o nome de Estádio Municipal de Ilhéus, passou a chamar Mario Pessoa em 1952 em homenagem ao seu idealizador, e na primeira partida o Bahia derrotou o Ypiranga por 4 a 2 com o primeiro gol sendo marcado por Henriquinho, no dia seguinte o Bahia premiou a torcida local com uma goleada de 13 a 1 sobre o Fluminense do Pontal.
O futebol de Ilhéus na década de 40 era caracterizado pelo sistema tático inventado por Chico Carapeba, técnico do Flamengo, com o esquema “cada qual com seu cada qual”. Como Chico levou o time ao sucesso, chegou a chamar atenção do técnico Flávio Costa, do Flamengo do Rio, sobre o curioso esquema tático.
Os jogos agora realizados no local mais apropriado o campeonato da liga de Ilhéus tinham bons jogos times das cidades vizinhas viam jogar como as de Itabuna, Ipiau, Ibicarai vinham enfrentar o Fluminense do Pontal, o Flamengo e o Colo-Colo, além dos times da capital a sua capacidade inicial era de 10.000 pessoas, sentadas e mais 3.500 em pé, não somente o futebol era praticado na nova praça esportiva, atletismo e outras modalidades eram praticadas o que deu status de Estádio Olímpico, todo o domingo era festa na cidade com eventos que iniciavam pela manhã com corridas e etc e finalmente grandes jogos, foi no Mario Pessoa que Zé Hugo um dos grandes nomes do Bahia na década de 40 deu seus primeiros passos e chamou a atenção dos dirigentes do Galicia depois de um jogo contra um combinado local, Zé Hugo terminou vindo para o Bahia, quando a lancha que o trazia para Salvador foi abordada por dirigentes do Bahia que o fizeram assinar com o tricolor e deixando os galegos a verem navios.
Em 1950 foi realizada a Taça Cidade de Ilhéus com a participação do Flamengo o time já tinha se apresentando antes na cidade diante a Seleção de Santa Cruz com um empate em 4 a 4, no jogo do torneio o time venceu o Bahia por 3 a 0 com gols de Lero (2) e Durval. No dia 13/05/1956 foi á vez do Fluminense/RJ jogar na cidade e vencer a seleção de Ilhéus por 4 a 0 a equipe voltaria a cidade no dia 15/11/1961 para realizar o primeiro jogo noturno no Estádio Mario Pessoa no triunfo de 1 a 0 sobre o Vitória/BA. O Botafogo/RJ também esteve na cidade também no ano de 1956 quando venceu o Colo-Colo por 5 a 0 e o Vasco desembarcou por aqui em 23/07/1960 quando sapecou a seleção de Ilhéus por 9 a 0 em 27/06/1965 venceu o Bahia por 2 a 1.
Como não poderia faltar o Rei Pelé também desfilou pelo gramado do Mario Pessoa em 1967 num amistoso do Santos & Cia contra o Ilhéus, era um domingo de festa na cidade pela presença do Rei, 07/05/1967 na vitória do Santos por 3 a 1 Pelé deixou a sua marca nas redes do Mario Pessoa para delírio da galera. O Time do Ilhéus jogou com reforços do Flamengo e do Colo-Colo a formação foi: Maluguete: Haroldo, Bacurau, Nivaldo e Manequinha; Biquinho e Sogildo; Zé Pequeno, Badaró, Paulo Adami e Sueco.
O futebol ilheense viveu seus bons tempos nos anos 60, quando a chegou a ter tre clubes disputando o campeonato baiano e no seu palco maior grandes jogos contra Bahia, Vitória, Galicia e Fluminense de Feira em 1967, Colo-Colo, Flamengo e Vitória de Ilhéus, depois o Ilhéus se juntou até 1973 o futebol voltava a ser amador na cidade, em 1990 o Ilhéus chegou a final da segunda divisão mais perdeu para o Ypiranga por 1 a 0 em 1994 a cidade teve o River no campeonato que veio a cair em 1997, em 1985 o estádio recebeu o Leônico que mandava seus jogos em Ilhéus, mais a redenção do futebol recomeçou em 1999 com a volta do Colo-Colo e viveu seus dias de glórias em 2006 quando a equipe do Tigre conseguiu se sagrar campeã baiana em jogos sensacionais no Mario Pessoas duelos espetaculares em jogos contra Bahia e Vitória num time que deixou saudades, o Mario Pessoa já esta aprovado para o Baianão 2009 e o Colo-Colo poderá a voltar fazer boas apresentações no palco maior da Princesa do Sul.
Autor Galdino Silva – Site
De aorcdo com uma peqsiusa
de uma uinrvesriddae ignlsea,
não ipomtra em qaul odrem
as Lteras de uma plravaa etãso,
a úncia csioa iprotmatne é que
a piremria e útmlia Lteras
etejasm no lgaur crteo.
O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol,
que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos
cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa
cmoo um tdoo.
Fixe os seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.
35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35!
R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO?
POD3 F1C4R ORGULHO5O D155O!
P4R4BÉN5!
Alguns homens nascem com talentos. Outros nascem com sorte. Outros ainda nascem para fazer história e serem amados, elogiados e lembrados ao longo dos anos. Poucos homens, porém, nascem com tudo isso e conseguem carregar a força dessa responsabilidade por toda a sua vida.
Descrevo assim para poder falar de Antônio Isaias, o menestrel de Banco da Vitória. Por certo, o ser humano mais amado de nossa comunidade e admirado por todo mundo.
Antônio Isaias era um homem de bons exemplos e de forte determinação pessoal. Conheceu o sucesso através do trabalho árduo e sem fim. Viveu sem jamais ter um único inimigo e tinha amigos e admiradores entre todos os moradores de Banco da Vitória e num raio de dez mil quilômetros.
Ele era o que se podia se chamar de exemplo bom de filho, pai, marido, amigo, colega, companheiro, parceiro, prosista. Em suas mãos o suor se transformava em riquezas e a honestidade dos seus atos era o orvalho que regava a herança dos seus justos e bem vividos dias.
Ele viveu no mato e do mato viveu por toda a sua vida. Antônio Isaias sabia conviver com a natureza e com ela tinha íntimo respeito. Ele sabia conversar com aos animais e entender as escrituras feitas nos céus que anunciavam as chuvas dos fins de tardes.
Como ele não havia tempo ruim ou situação complicada. Problema ele chamava de desafio e crise para ele era coisa de quem não tinha coragem para enfrentar a vida.
Como um predestinado a glória, Antônio Isaias encontrou na candura de sua esposa dona Lindaura, o elo para construir uma linda família e desta fazer o alicerce da sua eternidade. Cumpriu o que almejou.
Homem de grande senso de humor e desenvoltura, seu Antônio Isaias levava alegria aonde chegava e brincava com todo mundo. Dessa forma, era o homem mais rico dos moradores de Banco da Vitória, quando se falava em felicidade.
Nas festas ele era o dançarino mais animado e procurado pelas mulheres. Nas comemorações religiosas, ele era o verdadeiro ‘dono’ do andor de Nossa Senhora da Conceição e nas partidas de futebol ele era o comentarista mais respeitado e brincalhão das nossas tardes de domingo.
Todavia, era com a sua frase famosa: “Ah! Não vai dá não!” que Antônio Isaias demarcava a sua presença onde chegava. Era só ele chegar num local para se ouvi sua frase com prefixo de uma estação da felicidade.
Eu um dia lhe perguntei de onde advinha essa expressão tão peculiar e alegre. Seu Antônio Isaias, disse-me que isso surgiu num dia quando ele estava fazendo farinha com Gogo de Sola, que, de praxe, conversava e mentia pelas costas. Ele já cansado das estórias de Gogó, – que a todos os instantes lhe pedia uma dose de pinga – , teria dito frase: “Ah! Não vai dá não ficar lhe servindo de garçom!” Depois, a frase foi se resumindo e todas as vezes que alguém lhe pedia para pagar uma dose de cachaça, Antônio Isaias retruca: “Ah! Não vai dá não!”
Dessa maneira, a frase se tornou bordão em Banco da Vitória e marca registrada da presença de Antônio Isaias em nossa comunidade.
Antônio Isaias já não está mais entre nós, mas sua lembrança se ver por todos os cantos de Banco da Vitória. É só alguém fazer o bem ou ser justo por princípio, para sentir a presença dele por perto.
Por certo, Deus quando quis colocar Antônio Isaias em Banco da Vitória, tinha para com ele uma grande missão: a de nos fazerem felizes e acreditamos que o amor e o trabalho são os maiores dons da vida.
Antônio Isaias alcançou a eternidade pelo bom exemplo de ser humano. Cabe a nós mantermos viva a sua lembrança para jamais esquecermos da sua alegria, obstinação e fé na vida. Dele, até a saudade é alegre.
Por Roberto Carlos Rodrigues
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