Nos dias 18 e 19 de junho acontece no Centro de Treinamento da Ceplac, em Ilhéus, a II Oficina do Diálogo do Cacau, um fórum de debates que conta com a participação de profissionais ligados à cadeia produtiva do cacau e as questões socioambientais.
A oficina é promovida pelo Instituto Cabruca, com organizações como Care Internacional Brasil, Conservação Internacional (CI), Iesb, Instituto Floresta Viva, Instituto Uiraçu, The Nature Conservancy e entidades locais.
Também participam produtores de cacau e indústriais, como Cargill Cocoa, Delfi Cocoa, Cooperativa Cabruca, Associação dos Produtores de Cacau (APC) e a Câmara Setorial do Cacau, vinculada ao Ministério da Agricultura.
Com o título “FNE, Verde Desafios e Oportunidades”, o fórum tem como foco a produção no agroecossistema cacau-cabruca, a conservação dos remanescentes de Mata Atlântica e a valorização do cacau por meio de pagamentos por serviços ambientais.
Será discutido o FNE Verde, que contempla agropecuária orgânica; manejo florestal, reflorestamento, agrossilvicultura e sistemas agroflorestais; geração de energia alternativa; sistemas de coleta e reciclagem de resíduos sólidos.
De acordo com Henrique Almeida, presidente da APC, “o Cacau é uma cultura agroflorestal que durante 250 anos, além de gerar divisas e riquezas, é reconhecida como a atividade agrícola que menos impactos provoca no bioma Mata Atlântica”.
Isso se deve ao fato de cerca de 70% do cacau da Bahia ser cultivado sob as copas das florestas, dentro de um sistema agroflorestal denominado “cabruca”.
Fonte: Jornal A Região


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