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Você já dançou no Forró de Dona Raquel?

Se a sua resposta for sim, meus parabéns. Se não, me desculpe, mas você é menos feliz que muitos de nós.

Dona Raquel era uma católica devota de Nossa Senhora da Conceição e morava na Rua São Pedro. Todos os anos, em sua casa, ela realizava o melhor forró de Banco da Vitória. Dona Raquel era mulher forte e iluminada. Ela sabia sorri da vida e bailava como se fosse uma pluma ao vento.

No seu famoso São João, ela era a dançarina mais requisitada e tinha até fila de homens, esperando uma ‘mão de dança’ com a famosa dona casa e festeira.

Todos os anos, no mês de junho, Dona Raquel pedia aos seus filhos Canuto e Julinho que pintasse a casa e reformasse o piso da sala. Os garrafões de licor já estavam esfriando debaixo da mesa da cozinha. Ela enfeitava a frente da casa com bandeirolas coloridas e mandava fazer uma grande fogueira no meio da rua. No dia de São João, as exatas seis horas da tarde, dona Raquel ligava a radiola Tarteka e o forró começava para jamais acabar.

Primeiro, se tinha as crianças dançando e comendo milho cozido e bolo de milho. Depois, a partir das nove horas, se iniciava o forró mais procurados pelos festeiros de Banco da Vitória.

A casa de dona Raquel não era grande e na sala pequena só cabiam no máximo doze casais dançando. A festa tinha regras bem definida, como por exemplo: era proibido dá pum no meio do salão; homem não podia portar armas na cintura (todos que chegavam armados entravam pelo beco da casa e davam as suas armas para dona Raquel guardá-las); não se podia dançar a ‘indecente bate-coxa”; as mulheres não podiam ‘dar malas’; os bêbados não entravam no salão; dançarino ‘cintura de pedra’ dançava sozinho; mulher vestida de calça não era bem vinda; não podia dançar de rosto colado nem se chamegar demais. Além disto, havia mais duas regras irredutíveis: só se tocava músicas juninas e só haviam dois tipos de licor, o de primeira, oferecido para a ‘velha guarda’ e freqüentadores ilustres e o de segunda, feito com álcool desdobrado que era oferecidos para os gulosos e perturbados beberrões.

Todos os anos, na noite de São João, a casa de dona Raquel ficava pequena devido a quantidade de gente que ia lá dançar forró. Dona Raquel recebia todos com um sorriso encantador, um copo de licor de jenipapo e um punhado de amendoim cozido. Seu João de Coló, Nestor Cotó, Jonas Porco-e-touro, Seu Xisto Gomes, seu Júlio, Dantinha, Antônio Isaias e Nelson Fontes não perdiam este forró por nada deste mundo. Carmerindo, Gogó de Sola, Pedro Melo, Jarinho, Oficial, Seu Alfredo, Deca e muitos outros moradores gastavam os seus sapatos dançando a noite inteira no forró de dona Raquel.

As damas não faltavam para a dança. Além de dona Raquel, tinha dona Constância, Dete Catatau, Yracy, Maria Zoinho, Dona Rosália do Alto, dona Margarida, Estelita de Rabada Gorda, dono Maria, Loura, Teca, Dona Vaninha, dona Dete de Cabo Jonas e sua filha Edinha, Maria de Aries, Guda e muitas outras dançarinas de primeira mão.

Todos os anos seu Nestor Cotó e seu Diva levavam as suas quadrilhas para dançar na porta casa de dona Raquel e ai então a festa era completa e a nossa geração podia dançar no forró mais animado da região. A festa mesmo só acabava às oito horas da manhã do dia seguinte e dependendo do estoque de licor, no dia de São Pedro tinha mais forró e a casa ficava  lotada de porta-a-porta.

Quando junho acabava, dona Raquel ia dançar na festa da Rua Dois de Julho. Ali ela era recebida como a primeira dama das festas juninas.

Até hoje é impossível passar pela Rua São Pedro sem olhar para a velha casa de dona Raquel e não sentir saudade da sua festa magistral nas noites de São João. Há quem diga que, passando por lá ainda se ouve as musicas que ali tocava e animava mais da metade da nossa gente festeira.

Um dia, Deus percebeu que Dantinha andava triste no céu e pensou em arrumar uma dançarina de primeira, especialista em forró, para animar os ares celestiais. No dia seguinte, no meio da tarde morna do outono de Banco da Vitória, dona Raquel mudou de endereço e foi bailar no céu dos justos e alegres.

Aldair Banco da VitóriaAldair Santos do Nascimento, mais conhecido como Aldair, nascido em Banco da Vitória, atual bairro da Cidade de  Ilhéus BA em 30 de Novembro de 1965) é jogador de futebol brasileiro que atuou como zagueiro. Atualmente está aposentado a atua como empresário de futebol..

Aldair foi zagueiro do Flamengo, Benfica e Roma. Nestes três clubes, Aldair construiu uma bela carreira durante as décadas de 80 e 90.

Contudo, Aldair também sempre será lembrado por sua participação na conquista do tetra-campeonato mundial nos Estados Unidos, com a Seleção Brasileira.

Aldair começou sua carreira no Flamengo, em 1985, quando teve a oportunidade de jogar ao lado de ídolos rubro-negros como Zico, Andrade e Leandro. Vestindo a camisa do Flamengo, ele participou das conquistas do Campeonato Carioca de 1986 e da Taça União de 1987.

Negociado com o Benfica, em 1989, foi titular da equipe portuguesa até o ano seguinte, quando despertou o interesse da Roma, clube para o qual se transferiu e que defendeu pelos treze anos seguintes da carreira.

A história de Aldair com a Seleção Brasileira teve início em 1989, sendo que, onze anos mais tarde, o zagueiro despediu-se da Seleção com 93 jogos e três Copas do Mundo.

Em 1990, na Copa da Itália, Aldair era reserva e não participou de nenhum jogo. Quatro anos mais tarde, nos Estados Unidos, após as contusões de Ricardo Gomes e Ricardo Rocha, Aldair e Márcio Santos formaram a dupla de zaga tetra-campeã mundial. Por fim, na Copa do Mundo de 1998, fez companhia a Júnior Baiano.

Aldair também participou das Olimpíadas de Atlanta, quando o Brasil decepcionou e conseguiu apenas a medalha de bronze.

Em 2004, aos 39 anos de idade, Aldair encerrara sua carreira no Genoa, outro clube italiano. Mas, em 2005, anunciou que jogaria no Rio Branco (ES), atuando em duas partidas. Se aposentou novamente, entretanto, aos 41 anos, acabou sendo persuadido, pelo velho amigo Massimo Agostini, a atuar pelo Murata, principal clube de San Marino.

O Murata disputou a fase preliminar da Liga dos Campeões da UEFA 2007/08, mas acabou sendo eliminado. Aldair jogou pelo Murata na primeira fase preliminar da Liga dos Campeões e o clube samarinês foi eliminado novamente.

Após, essa breve passagem pelo Muratá, Aldair se aposentou definitivamente e hoje vive entre as cidade de Vitória (ES), Roma (IT) e Ilhéus (Bahia) onde mantém uma escolinha de futebol.

tesoura banco da vitóriaNaqueles tempos não havia cabeleireiros em Banco da Vitória. Os homens e meninos ‘faziam’ os cabelos nas tendas. As mulheres, – quando cortavam os cabelos, duas coisas eram certas: ou eram meninas pequenas ou eram mulheres solteiras. Mulher adulta e casada cortava o cabelo em casa, – sob a ordem do marido ou do pai.

Os mais famosos ‘cabeleireiros’ de Banco da Vitória eram Oficial do Cavaquinho, seu Piu da Tenda da Rua dos Artistas e seu Faustino da Praça Guilherme Xavier. Oficial morava no alto da Bela Vista e era funcionário aposentado da CEPLAC. Seu Piu era um músico impar e cortava cabelos para se divertir. Seu Fastino tinha uma estória á parte.

Seu Faustino morava e trabalhava numa casa próxima ao Clube Social e era o mais famoso cabeleireiro do local devido os seus cortes de cabelos. Nos homens adultos ele cortava o modelo chamado de Largarsoni, trazido da Itália e indicado por seu Duba, que era marinheiro de todos os mares e viajantes de longos oceanos. Nas cabeças dos meninos, seu Faustino cortava o famoso modelo ‘pimpão sem perdão’. – Não me diga quem deu esse nome maldito aquele corte terrível!.

Tinha menino que chorava e esperneava na cadeira seu Faustino, que para muitos era conhecida como a ‘cadeira de tortura’. Tinha quem chegava aos extremos e se urinava de medo diante das tesouras de Seu Faustino. Mas nada disso tirava a obstinação de seu Faustino que continuava derrubando as madeixas e assobiando a sua música preferida: Asa Branca de Luiz Gonzaga.

A tesoura de seu Faustino se chamava ‘ingrata’ e agia insanamente na derrubada dos cabelos. A navalha amolada se chamava pirulito e a máquina manual se chamava lampi, em homenagem a Lampião, o jagunço nordestino.

Além de cortar os cabelos dos moradores de Banco da Vitória e jogar dominó todas as tardes, seu Faustino era também um educador informal e requisitado conselheiro de família. Isso porque, quando um menino teimoso não atendia a sua mãe, ela logo dizia, em tom assustador:

“- Se você não ficar quieto eu vou levar você para cortar os cabelos em seu Faustino!”

Por conta deste anúncio medonho, o nosso bairro era cheio de meninos educados, porém cabeludos.

A meninada de Banco da Vitória tinha medo de seu Faustino e das suas tesouras ligeiras. O maior medo era na verdade de uma máquina manual de cortar cabelos: a lampi, da marca Stheiugarrt Haiburg de fabricação alemã e famosa por não reconhecer cabelos, couro cabeludo ou orelhas.

A ‘maquina lampi’ fica no canto da banqueta da tenda. Quando seu Faustino tocava nela, o chororó começava na Praça Guilherme Xavier. Quando os meninos choramingavam nas cadeiras do salão de seu Faustino, ele chocalhava as tesouras amoladas junto as orelhas dos ‘anjinhos’ ou então mexia na sua máquina ‘nazista’, produzindo um som tenebroso para as pobres menininhos. Era um som terrível. Os famosos: “tcetec, tectec, tectec…” nos ouvidos das pobres crianças.

Para reforça o seu argumento, seu Faustino ainda dizia:

- ‘Ainda não cortei uma orelha hoje!’

O império do terror estava implantado naquele salão. Tinha menino que se urinava ali mesmo. Outros eram trazidos amarrados e os pais ficavam na porta do salão para não haver fugas.

Seu Faustino, – ao seu modo peculiar e digno da sua educação exemplar -, ajudou muitas famílias e tantos meninos em Banco da Vitória. Ele era mais um educador do que um cabeleireiro. Tinha menino que  de medo não passava nem nas ruas onde seu Faustino costumava jogar dominós com seus amigos.

Profundo conhecedor das traquinagens dos meninos peraltas de Banco da Vitória, o seu Faustino aproveitava os cortes de cabelos para dar uma ‘mastigadinhas’ com a ponta de tesoura nas orelhas dos meninos mais danados. Desse modo a sua fama era grande em nossa comunidade, pois menino danado respeitava mais seu Faustino de o padre.

Por Gerson Marques

Os governantes apostam em nosso esquecimento para cometer suas insanidades, a falta de memória coletiva nos faz vitimas de governos que sabem poder contar com nossa amnésia para cometer seus desgovernos e suas sandices. No ultimo dia vinte e cinco de maio fez um ano que o prefeito de Ilhéus mandou destruir a antiga Usina Vitória a primeira fabrica de chocolate da America do Sul.

Nada melhor que o tempo para por as coisas no lugar, os argumentos usados pela prefeitura a época para justificar a demolição foram todos por água abaixo, a justificativa de que o prédio oferecia perigo aos transeuntes nunca se comprovou, basta ver a dificuldade que as maquinas e homens tiveram para derrubá-la, foi necessário que centenas de pessoas avançassem sobre os escombros saqueando a historia da cidade e mesmo assim restou um esqueleto que teimosamente insiste em dizer: Eu não merecia este fim.

No local onde havia um prédio histórico, onde havia os marcos de uma civilização, onde havia maquinas antigas e objetos de importância singular para a memória de nossa cidade, existe hoje uma montanha de entulhos que emporcalha e enfeia ainda mais a área do terminal urbano, agora sim oferecendo de fato perigo para quem transita por perto. Mas nem tudo foi perdido, no local funciona um mictório publico, um refugio para marginais e um esconderijo para crianças consumirem drogas.

O pior ainda estar por vir, corre na justiça ação da família proprietária do antigo prédio contra o município de Ilhéus, nesta ação os proprietários exigem indenização e recomposição do patrimônio. Como já ocorreu na primeira ação em que a família ganhou impedindo tardiamente a continuação da demolição à tendência é que o município de Ilhéus venha no futuro ser condenado a pagar uma verdadeira fortuna.

Quem vai pagar por este erro? Tem duvidas? Pois não tenha, seremos nos cidadãos ilheenses que pagaremos via impostos pelo erro daqueles que não respeitam a historia da cidade.

Eu não acredito como alguns dizem por ai nos bastidores da política local que a real intenção desta ação de insanidade contra o patrimônio histórico seria simplesmente a intenção pouco nobre de criar um estacionamento para o supermercado de um amigo que deveria ser construído no prédio da Codeba vizinho da fabrica. Dá para acreditar nisso?

O fato é que vai demorar anos até que esta questão seja resolvida, enquanto isso uma montanha de entulhos estará no local incomodando a consciência dos ilheenses, funcionando como um monumento a insanidade, dizendo a quem passa: Aqui jaz a historia de um povo que não respeita seu passado, afinal, na democracia cada povo tem o governo que merece.

O mais incrível é constatar que esta é, até agora, a obra mais importante deste governo.

Turismo Ecológico: FAZENDA YRERÊ

Nos dias 18 e 19 de junho acontece no Centro de Treinamento da Ceplac, em Ilhéus, a II Oficina do Diálogo do Cacau, um fórum de debates que conta com a participação de profissionais ligados à cadeia produtiva do cacau e as questões socioambientais.

A oficina é promovida pelo Instituto Cabruca, com organizações como Care Internacional Brasil, Conservação Internacional (CI), Iesb, Instituto Floresta Viva, Instituto Uiraçu, The Nature Conservancy e entidades locais.

Também participam produtores de cacau e indústriais, como Cargill Cocoa, Delfi Cocoa, Cooperativa Cabruca, Associação dos Produtores de Cacau (APC) e a Câmara Setorial do Cacau, vinculada ao Ministério da Agricultura.

Com o título “FNE, Verde Desafios e Oportunidades”, o fórum tem como foco a produção no agroecossistema cacau-cabruca, a conservação dos remanescentes de Mata Atlântica e a valorização do cacau por meio de pagamentos por serviços ambientais.

Será discutido o FNE Verde, que contempla agropecuária orgânica; manejo florestal, reflorestamento, agrossilvicultura e sistemas agroflorestais; geração de energia alternativa; sistemas de coleta e reciclagem de resíduos sólidos.

De acordo com Henrique Almeida, presidente da APC, “o Cacau é uma cultura agroflorestal que durante 250 anos, além de gerar divisas e riquezas, é reconhecida como a atividade agrícola que menos impactos provoca no bioma Mata Atlântica”.

Isso se deve ao fato de cerca de 70% do cacau da Bahia ser cultivado sob as copas das florestas, dentro de um sistema agroflorestal denominado “cabruca”.

Fonte: Jornal A Região

A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) acaba de divulgar as datas do vestibular 2010. De acordo com o informe da instituição, as provas serão aplicadas nos dias 10, 11 e 12 de janeiro e as inscrições serão recebidas no período de 16 de setembro a 10 de outubro, exclusivamente pelo site www.uesc.br.

A Uesc oferece 1.440 vagas em 29 cursos de graduação e mantém um sistema de cotas, que reserva 50% das vagas para estudantes que tenham cursado todo o ensino médio e os quatro anos do ensino fundamental em escola pública, sendo 75% dessas cotas destinadas àqueles que se autodeclarem negros.

Além das datas do vestibular, a Uesc também informou as leituras que recomenda para os concursos que realizará de 2010 a 2012. São elas:  Juca Pirama (Gonçalves Dias, Papéis Avulsos (Machado de Assis), Recordações do Escrivão Isaias Caminha (Lima Barreto), Amar, Verbo Intransitivo (Mário de Andrade), O Conto em 25 Baianos (Cyro de Mattos), Primeiras Histórias (Guimarães Rosa), Senhorita Simpson (Sérgio Sant’Anna)

Fonte: Pimenta na Moqueca

futbioO futebol chegou na cidade de Ilhéus por volta de 1906 quando uma febre do esporte assolava por Salvador, membros da colônia inglesa que residiam na capital baiana e que iam ao sul da estado passar férias ou veranear levarão o futebol ao baixo sul. No inicio o futebol que de cara despertou o interesse da população local com a sua pratica sendo realizada num terreno próxima a enseada da antiga Fazenda Opaba de propriedade de Raymundo Amaral Pacheco, outros locais a beira mar também era aproveitados para o bate bola. Em 1935 durante a segunda gestão do Intendente Mario Pessoa, começou a construção de uma praça esportiva, o local a Fazenda Boa Vista a área desmembrada era um charco , a poucos metros do mar de São Jorge dos Ilhéus.

Durante a apresentação do projeto de Dr. Valadares, Mario Pessoa decidiu fazer algo maior que o previsto, construir o primeiro grande palco de futebol da Bahia, o segundo maior estádio municipal do país perdendo somente para o Pacaembu, na época São Januário e Moisés Lucarelli são estádios particulares até hoje pois pertencem a Vasco da Gama e Ponte Preta.

O dia da inauguração do estádio foi em 28 de junho de 1940, com a presença do Interventor da Bahia, Landulfo Alves, com um torneio realizado entre os clubes Ypiranga e Bahia, de Salvador e o São Cristovão de Itabuna, o estádio foi batizado com o nome de Estádio Municipal de Ilhéus, passou a chamar Mario Pessoa em 1952 em homenagem ao seu idealizador, e na primeira partida o Bahia derrotou o Ypiranga por 4 a 2 com o primeiro gol sendo marcado por Henriquinho, no dia seguinte o Bahia premiou a torcida local com uma goleada de 13 a 1 sobre o Fluminense do Pontal.

O futebol de Ilhéus na década de 40 era caracterizado pelo sistema tático inventado por Chico Carapeba, técnico do Flamengo, com o esquema “cada qual com seu cada qual”. Como Chico levou o time ao sucesso, chegou a chamar atenção do técnico Flávio Costa, do Flamengo do Rio, sobre o curioso esquema tático.

Os jogos agora realizados no local mais apropriado o campeonato da liga de Ilhéus tinham bons jogos times das cidades vizinhas viam jogar como as de Itabuna, Ipiau, Ibicarai vinham enfrentar o Fluminense do Pontal, o Flamengo e o Colo-Colo, além dos times da capital a sua capacidade inicial era de 10.000 pessoas, sentadas e mais 3.500 em pé, não somente o futebol era praticado na nova praça esportiva, atletismo e outras modalidades eram praticadas o que deu status de Estádio Olímpico, todo o domingo era festa na cidade com eventos que iniciavam pela manhã com corridas e etc e finalmente grandes jogos, foi no Mario Pessoa que Zé Hugo um dos grandes nomes do Bahia na década de 40 deu seus primeiros passos e chamou a atenção dos dirigentes do Galicia depois de um jogo contra um combinado local, Zé Hugo terminou vindo para o Bahia, quando a lancha que o trazia para Salvador foi abordada por dirigentes do Bahia que o fizeram assinar com o tricolor e deixando os galegos a verem navios.

Em 1950 foi realizada a Taça Cidade de Ilhéus com a participação do Flamengo o time já tinha se apresentando antes na cidade diante a Seleção de Santa Cruz com um empate em 4 a 4, no jogo do torneio o time venceu o Bahia por 3 a 0 com gols de Lero (2) e Durval. No dia 13/05/1956 foi á vez do Fluminense/RJ jogar na cidade e vencer a seleção de Ilhéus por 4 a 0 a equipe voltaria a cidade no dia 15/11/1961 para realizar o primeiro jogo noturno no Estádio Mario Pessoa no triunfo de 1 a 0 sobre o Vitória/BA. O Botafogo/RJ também esteve na cidade também no ano de 1956 quando venceu o Colo-Colo por 5 a 0 e o Vasco desembarcou por aqui em 23/07/1960 quando sapecou a seleção de Ilhéus por 9 a 0 em 27/06/1965 venceu o Bahia por 2 a 1.

Como não poderia faltar o Rei Pelé também desfilou pelo gramado do Mario Pessoa em 1967 num amistoso do Santos & Cia contra o Ilhéus, era um domingo de festa na cidade pela presença do Rei, 07/05/1967 na vitória do Santos por 3 a 1 Pelé deixou a sua marca nas redes do Mario Pessoa para delírio da galera. O Time do Ilhéus jogou com reforços do Flamengo e do Colo-Colo a formação foi: Maluguete: Haroldo, Bacurau, Nivaldo e Manequinha; Biquinho e Sogildo; Zé Pequeno, Badaró, Paulo Adami e Sueco.

O futebol ilheense viveu seus bons tempos nos anos 60, quando a chegou a ter tre clubes disputando o campeonato baiano e no seu palco maior grandes jogos contra Bahia, Vitória, Galicia e Fluminense de Feira em 1967, Colo-Colo, Flamengo e Vitória de Ilhéus, depois o Ilhéus se juntou até 1973 o futebol voltava a ser amador na cidade, em 1990 o Ilhéus chegou a final da segunda divisão mais perdeu para o Ypiranga por 1 a 0 em 1994 a cidade teve o River no campeonato que veio a cair em 1997, em 1985 o estádio recebeu o Leônico que mandava seus jogos em Ilhéus, mais a redenção do futebol recomeçou em 1999 com a volta do Colo-Colo e viveu seus dias de glórias em 2006 quando a equipe do Tigre conseguiu se sagrar campeã baiana em jogos sensacionais no Mario Pessoas duelos espetaculares em jogos contra Bahia e Vitória num time que deixou saudades, o Mario Pessoa já esta aprovado para o Baianão 2009 e o Colo-Colo poderá a voltar fazer boas apresentações no palco maior da Princesa do Sul.

Autor Galdino Silva – Site

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Por Roberto Carlos Rodrigues

Por Roberto Carlos Rodrigues

Alguns homens nascem com talentos. Outros nascem com sorte. Outros ainda nascem para fazer história e serem amados, elogiados e lembrados ao longo dos anos. Poucos homens, porém, nascem com tudo isso e conseguem carregar a força dessa responsabilidade por toda a sua vida.

Descrevo assim para poder falar de Antônio Isaias, o menestrel de Banco da Vitória. Por certo, o ser humano mais amado de nossa comunidade e admirado por todo mundo.

Antônio Isaias era um homem de bons exemplos e de forte determinação pessoal. Conheceu o sucesso através do trabalho árduo e sem fim. Viveu sem jamais ter um único inimigo e tinha amigos e admiradores entre todos os moradores de Banco da Vitória e num raio de dez mil quilômetros.

Ele era o que se podia se chamar de exemplo bom de filho, pai, marido, amigo, colega, companheiro, parceiro, prosista. Em suas mãos o suor se transformava em riquezas e a honestidade dos seus atos era o orvalho que regava a herança dos seus justos e bem vividos dias.

Ele viveu no mato e do mato viveu por toda a sua vida. Antônio Isaias sabia conviver com a natureza e com ela tinha íntimo respeito. Ele sabia conversar com aos animais e entender as escrituras feitas nos céus que anunciavam as chuvas dos fins de tardes.

Como ele não havia tempo ruim ou situação complicada. Problema ele chamava de desafio e crise para ele era coisa de quem não tinha coragem para enfrentar a vida.

Como um predestinado a glória, Antônio Isaias encontrou na candura de sua esposa dona Lindaura, o elo para construir uma linda família e desta fazer o alicerce da sua eternidade. Cumpriu o que almejou.

Homem de grande senso de humor e desenvoltura, seu Antônio Isaias levava alegria aonde chegava e brincava com todo mundo. Dessa forma, era o homem mais rico dos moradores de Banco da Vitória, quando se falava em felicidade.

Nas festas ele era o dançarino mais animado e procurado pelas mulheres. Nas comemorações religiosas, ele era o verdadeiro ‘dono’ do andor de Nossa Senhora da Conceição e nas partidas de futebol ele era o comentarista mais respeitado e brincalhão das nossas tardes de domingo.

Todavia, era com a sua frase famosa: “Ah! Não vai dá não!” que Antônio Isaias demarcava a sua presença onde chegava. Era só ele chegar num local para se ouvi sua frase com prefixo de uma estação da felicidade.

Eu um dia lhe perguntei de onde advinha essa expressão tão peculiar e alegre. Seu Antônio Isaias, disse-me que isso surgiu num dia quando ele estava fazendo farinha com Gogo de Sola, que, de praxe, conversava e mentia pelas costas. Ele já cansado das estórias de Gogó, – que a todos os instantes lhe pedia uma dose de pinga – , teria dito frase: “Ah! Não vai dá não ficar lhe servindo de garçom!” Depois, a frase foi se resumindo e todas as vezes que alguém lhe pedia para pagar uma dose de cachaça, Antônio Isaias retruca: “Ah! Não vai dá não!”

Dessa maneira, a frase se tornou bordão em Banco da Vitória e marca registrada da presença de Antônio Isaias em nossa comunidade.

Antônio Isaias já não está mais entre nós, mas sua lembrança se ver por todos os cantos de Banco da Vitória. É só alguém fazer o bem ou ser justo por princípio, para sentir a presença dele por perto.

Por certo, Deus quando quis colocar Antônio Isaias em Banco da Vitória, tinha para com ele uma grande missão: a de nos fazerem felizes e acreditamos que o amor e o trabalho são os maiores dons da vida.

Antônio Isaias alcançou a eternidade pelo bom exemplo de ser humano. Cabe a nós mantermos viva a sua lembrança para jamais esquecermos da sua alegria, obstinação e fé na vida. Dele, até a saudade é alegre.

Por Roberto Carlos Rodrigues

Por Roberto Carlos Rodrigues

Por Roberto Carlos Rodrigues

Naqueles tempos, Osmário, – hoje nosso reconhecido pastor evangélico -, era chamado em Banco da Vitória pelo apelido de ‘Seu Tum’. ‘Seu Tum’ era um pescador fantástico e um fabuloso jogador de futebol. Ele jogava de ponta direito arisco – como dizia Zé da Alinhagem.

Durante as partidas de futebol, ‘Seu Tum’ fazia gols de todos os tipos e modos. Ele era a alegria das tardes de domingo em nossa comunidade. Os laterais e zagueiros sofriam com os dribles curtos e ligeiros do baixote jogador de futebol. Os goleiros temiam a presença de Seu Tum nos time adversários. Já a torcida adorava ver esse excelente jogador abrilhantar o futebol de Banco da Vitória.

Além de excelente jogador de futebol, Seu Tum já foi lutador de box e teve como treinador o exímio boxer da fama internacional, Cabo Jonas. Apesar de baixa estrutura física, Seu Tum era um boxeador ligeiro e arisco e não tinha medo de lutar com ninguém, – indiferente do peso ou altura do adversário.

Um dia houve uma luta de box memorável no clube social de Banco da Vitória. Seu Tum desafiou um outro lutador de box e outras artes marciais, conhecido como Florêncio, o então marido de Dona Eunice do carramachão.

Florêncio era um homem tarugado e forte, negro de quase dois metros de altura e beirava os cem quilos de peso. Quando a luta começou todo mundo já sabia do resultado. Ia haver o massacre de seu Tum. Florêncio, auto intitulado ‘O Matador’ ia acabar aquela luta logo no primeiro round.

tum234Isso de fato ocorreu, em parte. Seu Tum apanhou igual uma mala velha para largar a poeira antiga, mas não desistiu do desafio. Florêncio bateu em Seu Tum por mais de 10 minutos e a torcida pedia o fim da luta.

Mas ai apareceu o elemento surpresa. Cabo Jonas piscou o olho para seu boxer, indicando o golpe secreto e Seu Tum ganhou a luta.

O fato aconteceu assim: no meio da pancadaria, ‘Seu Tum’ deu um  chute nos culhões (testículos) de Florêncio. O negão desabou no chão feito um saco cheio de cacau e de lá não se levantou. Florêncio gemia feito um bezerro capado enquanto Seu Tum pulava e mostrava os bíceps.

Seu Tum foi então logo dado como vencedor da luta, pelo árbitro, que por ocasião oportuna, era o próprio Cabo Jonas. O clube social só faltou vir abaixo diante dos gritos dos espectadores! As mais de 400 pessoas presentes desta luta memorável saíram com o vitorioso Seu Tum nos ombros, gritando e festejando pelas ruas de Banco da Vitória. Florêncio foi carregado para casa, onde ficou muitos dias sem sair da cama.

‘Seu Tum’ passou uns dias ‘entocado’, sem sair de casa, como medo do revide jurado por Florêncio, diante da imagem de São Jorge, seu santo protetor. Depois, os dois boxeres se encontraram na Taiobinha de Seu Júlio e tudo se acertou entre amizades, risadas e doses de pinga.

Uma noite, havia festa no clube social, onde o Good Som de Jorjão animava o baile de Banco da Vitória. O porteiro era Jorjão e os seus mais de dois metros de altura, cento e cinqüenta quilos de raiva e pouca paciência. Foi então que chegou Seu Tum já afogado na cangibrina e os outros sinônimos da aguardente de Banco da Vitória – e subiu os degraus de acesso ao clube. Na portaria, ele tentou entrar na festa sem pagar o ingresso.

Jorjão repudiou a sua investida e num só golpe, tirou o pequenino Tum da porta do clube social. Seu Tum se sentiu ofendido pela aversão de Jorjão e por mais de meia hora tentou furar o bloqueio do já irritado porteiro. Por último, o Jorjão deu um violento cascudo em seu Tum e o empurrou de escada a baixo. O pobre Seu Tum caiu quase no meio da Praça Guilherme Xavier e saiu de lá chorando pelas ruas. As pessoas da praça zombaram do choro infantil do nosso fantástico jogador de futebol.

‘Seu Tum’ foi se consolar no bar de Zé da Linhagem, na rua do campo. Lá ele se queixou do acontecido e sensibilizou Cabo Jonas, que resolveu tirar satisfação do ocorrido.

Cabo Jonas saiu de venta aberta pela Rua do Campo rumando para aportaria do clube social. Foi seguido por Seu Tum que ainda choramingava e se queixava. Cabo Jonas chegou à porta do clube bradando e enfurecido. De lá gritou forte:

– Quem bateu em Tum? Quem bateu em Tum? Quem bateu em Tum? Eu quero saber agora! Me digam que fez essa maldade!

Jorjão, vendo a assombração sonora que Cabo Jonas fazia na portaria do clube social, se aproximou do nosso ilustre amigo e também gritando disse, nos bigodes de Cabo Jonas:

– Fui eu!! e daí?

Cabo Jonas olhou o porte físico de Jorjão, tosou o cidadão de cima a baixo, mediu com os olhos a largura dos seus ombros e retrucou na hora:

– Bem feito! Bem feito! Tum tá muito ousado quando bebe. Bem feito. Bem feito mesmo. Se fosse eu dava uns dez cascudos nesse menino ousado e teimoso…

Cabo Jonas foi logo embora pela mesma rua por aonde veio.

Na verdade, Cabo Jonas foi para casa tomar um engrossante feito por Dona Deth, sua querida e dedicada esposa. Seu Tum foi para a Pedra de Guerra, tomar banho e curar a ressaca.

Por Roberto Carlos Rodrigues

Cabo Jonas Banco da Vitória Ilhéus

Uma bela avó.

zélia gattai (8)É assim que podemos dizer de Zélia Gattai. Mulher guerreira, inteligente, meiga, educada, refinada, cheirosa, amada amante…

Zélia Gattai era uma bela e linda avó de todos os grapiúnas das margens do Rio Cachoeira. Era o exemplo de mulher tipo superação. Ela tinha uma delicadeza real em gestos populares. Sabia falar sempre sorrindo e tinha nos seus atos, os calores mornos das mães.

Era a mulher do nosso admirador ilustre, o escritor Jorge Amado dos Ilhéus, bebedor de água de coco em Banco da Vitória e entusiasta das nossas paisagens.

Agora o nosso amigo Ariel Figueroa, escreveu um texto primoroso sobre essa mulher que todo mundo adoraria tê-la como ‘minha’ amada avó. O texto de Ariel Figueroa está no site Jornal Bahia On-line, do nosso amigo Maurício Marom. Clique aqui e leia esse texto sobre a anarquista Zélia Gattai Amada Por Todos Nós!

Justa homenagem. Parabéns Ariel. Os súditos de São Jorge dos Ilhéus agradecem.

Editor:

Roberto de Carrinho - Fale conosco pelo e-mail: bancodavitoria@hotmail.com

Twitter Banco da Vitória

Colaboradores

Silvio Farias # Hélio Pólvora # Osmário Santos = Jacqueline de Cássia # Juracy Martins Santana # Roberto Rabat # José Leite Souza # Roberto Carlos Rodrigues # Ralph Mennucci Giesbercht # Gerson Marques