O Melhor Nego Bom do Mundo.

Por Roberto Carlos Rodrigues.

Na minha meninice não havia distribuição gratuita de merendas nas escolas de Banco da Vitória. A meninada trazia de casa suas merendas, que na maioria das vezes eram frutas como banana, mamão, abacate, laranja, goiaba, araçá e até roletes de cana.

Tinha criança que trazia beiju de tapioca com coco ralado, outras traziam arroz doce, canjica, pamonha, aipim cozido, pedaços de rapaduras e os famosos cavacos, – um tipo de doce feito com massa de pastel frita e polvilhada com açúcar e canela em pó.

Quem tinha dinheiro (uns cinco ou seis pais de alunos da escola), logo se conhecia pelas merendeiras de plástico recheadas de biscoitos, pães amanteigados, doces diversos e as garrafeiras cheias (até a boca!) com o famoso Ki-suco de morango ou de uva.

Para nós, – os pobres alunos do Grupo Escolar Herval Soledade, a merendeira era um pedaço de pano amarrado com um nó frouxo. Dentro do pano uma fruta ou um vegetal cozido e só. E era para muitos, muito mesmo.

A minha merenda favorita era o lelê de milho que minha avó, Dona Cabocla fazia. Porém, – pois sempre há um porém -, quem fazia o maior sucesso na minha sala de aula era o opíparo doce chamado de Nego Bom.

O doce feito com bananas-prata amassadas e cozidas com raspas de rapadura e suco de limão fazia o maior sucesso e por conta disso, no dia que eu levava o Nego Bom como a merenda, o Nego Gostoso era eu.

Todo mundo queria provar o Nego Bom de Dona Cabocla. De professores a colegas, de porteiros da escola a diretores.

Até hoje não provei nada mais gostoso do que o doce Nego Bom.
Sabe o por que?

– A simplicidade da receita, – apenas três ingredientes e uma pitadinha de amor. Só isso.

Acho que a vida seria bem melhor se seguíssemos a receita do doce Nego bom.

Atualmente vivemos os tempos do café travoso e amargo, que não tem açúcar que o adoce.

Quanta falta faz um Nego Bom nessas horas.

Quanta falta faz a minha infância distante.

Acho que devido aos milhares Negos Bons que comi, aprendi adoçar a minha vida com o sal das minhas lágrimas.

Sigamos a lida.

Banco da Vitória, Terra de Campeões.

CAMPEIOESNo futebol profissional, o bairro de Banco da Vitória é imbatível na revelação de jogadores campeões. E nessa semana podemos ter mais três títulos de campeões para abrilhantar a nossa alegre história. Um título já está garantido. Fernandinho, Jogando pelo Ceará tornou-se ontem a noite campeão da Copa do Nordeste. Com essa vitória o Ceará garante uma vaga na Copa Sul-Americana.

No próximo domingo o Ceará, do lateral Fernandinho, enfrentará o Fortaleza, na decisão do Campeonato Cearense, e poderá ser campeão estadual se reverter o placar perdido de 2 a 1 do primeiro jogo.

Quem está praticamente com a mão na taça é outro jogador nascido em Banco da Vitória. Emílio Souza, zagueiro do Vitória da Conquista está entusiasmado com essa possibilidade do título baiano, uma vez que na primeira partida contra o Bahia, o Conquista ganhou por 3 a zero e no próximo domingo poderá ser campeão baiano na casa do Bahia, em Salvador.

Além de Fernandinho e Emílio outros jogadores de futebol nascidos em Banco da Vitória jogam em mais de 10 clubes brasileiros e internacionais e confirmam a tese que o Banco da Vitória é realmente uma terra de campeões. Aldair é a estrela maior dessa constelação e continua norteando os nossos atletas

Por certo, no próximo domingo, teremos festas nas casas de Biinha e Cy (pais de Fernandinho) e Ivony e Diomário (Pais de Emílio).

O Banco da Vitória está em festa desse ontem e por certo, no próximo domingo, a festa será de toda a nossa comunidade.

Roberto Carlos Rodrigues.

Banco da Vitória – Ilhéus Bahia Ruas e CEP’s.

100Banco da Vitória – Ilhéus Bahia

Ruas e CEP.

1ª Travessa Cosme e Damião Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-490

Praça Guilherme Xavier Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-236

Praça Manoel José dos Santos Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-432

Rodovia Jorge Amado Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-200

Rua A Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-472

Rua Adílio Alves de Jesus Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-204

Rua Aldair Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-228

Rua Alpídio Ramos Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-428

Rua Anatália Félix Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-240

Rua B Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-476

Rua Belo Horizonte Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-486

Rua C Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-412

Rua Cosme e Damião Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-462

Rua da Represa Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-424

Rua das Flores Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-500

Rua Dois de Julho Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-244

Rua dos Artistas Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-224

Rua Doutor Bernardino Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-216

Rua Doutor Laureano Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-220

Rua Duque de Caxias Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-208

Rua Elpídio Marques Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-304

Rua Érica Alves Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-420

Rua Getúlio Domingos Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-404

Rua Jardim Alice Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-212

Rua Maria de Jesus Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-408

Rua Maria Guiomar Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-300

Rua Maria Pureza Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-436

Rua Oito de Dezembro Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-444

Rua Primeiro de Maio Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-232

Rua Raulina Miranda Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-400

Rua São João Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-452

Rua Universal Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-504

Travessa Oito de Dezembro Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-448

Travessa Universal Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-508

As Enchentes do Rio Cachoeira do Sul da Bahia.

Por Roberto Carlos Rodrigues.

O Rio Cachoeira é a artéria aorta da Região Cacaueira do Sul da Bahia. Este rio nasce na Serra do Itaraca, no município de Vitória da Conquista e depois de percorrer mais de 300 quilômetros e banhar dezenas de cidades e localidades, ele desagua mansamente no Mar de Ilhéus.

Segundo o Dr. Francisco Borges de Barros, no livro Memórias do Município de Ilhéus, (edição de 1915), foi no ano de 1553 que os jesuítas e aventureiros portugueses iniciaram as explorações das margens do Rio Cachoeira.

O nome do rio foi dado pelo padre Luiz Soares de Araújo, no ano de 1553, referindo-se a quantidade de pedras que continha no seu leito e o barulho contínuo das águas sobre as corredeiras.

Apesar de se chamar Rio Cachoeira, ele não possui nenhuma cachoeira igual a uma queda significante de água ao longo do seu curso.

Depois de banhar a parte do leste do município de Vitória da Conquista, o Rio Cachoeira entra em terras do município de Itambé. Nesse ponto ele se chama Rio Colônia, nome dado pelos padres Capuchinhos italianos, que por ali andaram em meado do século XVIII, em missões de catequese.

Com esse nome, este rio banha o município de Itajú, antigo distrito de Itabuna e depois recebe as águas do Rio Salgado, – o seu maior e mais importante afluente.

Pouco acima da cidade de Itapé, o rio muda novamente de nome, passando a se chamar Rio Cachoeira, até desaguar no Oceano Atlântico, na cidade de Ilhéus.

Antes da entrada do antigo porto de Ilhéus, o Rio Cachoeira se une aos rios Santana e Itacanoeira (Canal do Fundão), uma derivação do Rio Almada e formam a chamada Coroa Grande, área próxima a baía do Pontal.

São também afluentes do Rio Cachoeira, os rios Piabanha, Catolé, Duas Barras, Sucuriuba, Ponte, Sapucaia, Areia, Primavera, Jacarandá e o Cachoeira, o qual, para alguns estudiosos regionais, tem esse nome devido a assertiva dos jesuítas, que assim o chamavam devido ao barulho das suas águas nas pedras.

Além desses rios afluentes, o Rio Cachoeira é também abastecido por mais de setenta ribeirões e aguadas que descambam das roças de cacau e encontram aquele que levará as suas águas até o mar, na baía do Pontal.

Só na região de Banco da Vitória existem cinco grandes aguadas que abastecem o Rio Cacaueira, sendo as principais as aguadas da Fazenda Victória. A aguada que escorre pela região norte dessa propriedade e encontra o rio cachoeira nas imediações do convento das freiras.

A segunda aguada da Fazenda Victória escorre por um ribeirão que circunda a área dos atuais loteamentos, a direita da margem da Rodovia Ilhéus Itabuna, e encontra o Rio Cachoeira na proximidade do atual posto de combustíveis.

Existe também a aguada que passa por dentro de Banco da Vitória, vindo da antiga Cerâmica Victória e encontra o Rio Cachoeira nas imediações da sede da antiga administração do distrito.

Outra aguada se origina na parte norte do Alto da Bela Vista e desbanca por trás do antigo matadouro e ali encontra o rio.

Por último tem a aguada do Brejo Fundo ou do Areal que está localizada na área mais oriental do bairro ilheense. Essa aguada encontra o Rio Cachoeira nas imediações abaixo da Bica da água Boa, próximo a curva do Porto Novo.

O Rio Cachoeira sempre foi somente navegável no trecho de Ilhéus até o Banco da Vitória. Passando dali, os trechos navegáveis comportam apenas canoas e jangadas, por algumas dezenas de metros.

As pedras que surgem no leito desse rio, um pouco acima do Banco da Vitória e se estendem até a sua nascente impossibilitam a navegação de embarcações maiores.

O afloramento de gnaisses granulíticas se deve as erupções rochosas que se vêm em toda a região cacaueira, não somente nos rios, mas também em regiões próximas aos morros e montanhas.

Uma das características marcantes do Rio Cachoeira é o ciclo das suas enchentes anuais.

Desde o período do descobrimento até os dias atuais, sabe-se que o Rio Cachoeira tem provocado diversas enchentes sazonais, sendo que muitos desses eventos climáticos têm provocado sérios danos para boa parte da região cacaueira.

Segundo o historiador Adelindo Kfoury, em seu livro Itabuna, minha terra, Até o ano de 1890 tem-se poucas notícias sobre as enchentes do rio Cachoeira e os prejuízos financeiros e materiais provocados por estes eventos climáticos.

Kfoury cita que no ano de 1914 o Rio Cachoeira teve uma violenta enchente que provocou sérias perdas em Itabuna, Banco da Vitória e Ilhéus. Essa enchente durou 11 dias e quase dizimou a cidade de Itabuna, recém-emancipada.

No livro supracitado de Kfoury há o relato que no ano de 1920, outra grande enchente sofreu o Rio Cachoeira. Segundo este autor foi naquele ano que surgiu a famosa nomenclatura da “Ilha do Jegue”, a um local alagado, próximo a cidade de Itabuna. Local onde um animal dessa espécie ficou ilhado por quatro dias e sobreviveu à fúria dessa enchente.

Em 1947 o Rio Cachoeira alagou novamente e quase destruiu a ponte Lacerda, recém-inaugurada na cidade de Itabuna. Toneladas de plantas, principalmente dos tipos baronesa e capim amazonas, se represaram nas colunas da ponte itabunense, criando uma barragem de entulho que depois se estourou e quase destruiu a vila de Cachoeira, o Banco da Vitória e a periferia oeste da cidade de Ilhéus.

Essa onda d’água inundou o Banco da Vitória com tamanha fúria e provocou a fuga de todos os seus moradores para o atual Alto da Bela Vista, que até aquela época não passava de um sítio desabitado.

Segundo dados do antigo ICB (Instituto de Cacau da Bahia) no ano de 1964, o Rio Cachoeira começou um novo ciclo de grandes enchentes. Em novembro de 1965 o rio inundou metade da cidade de Itabuna e finalmente em dezembro de 1967 as suas águas provocaram a maior enchente até então registrada na região.

Em Banco da Vitória as águas dessa enchente cobriram totalmente a parte central da localidade. Os moradores mais antigos citam que a enchente do ano de 1967 atingiu aproximadamente dois metros e meio de altura nas imediações do campo de futebol. Neste evento, somente as casas do Alto da Bela Vista não foram atingidas.

As oitivas desses moradores asseveram também que aproximadamente 50% das casas dessa localidade foram destruídas neste fenômeno natural que ocorre quando a precipitação é elevada e a vazão ultrapassa a capacidade de escoamento.

Nas décadas de oitenta e noventa do século passado, o Rio Cachoeira teve um novo ciclo de grandes enchentes, interditando várias vezes a Rodovia Ilhéus Itabuna e provocando pequenas destruições nas suas margens.

Todavia, nenhuma dessas enchentes foi tão devastadora quanto a ocorrido em dezembro de 1967.

Até o ano de 1970 o Rio Cachoeira, – na altura de Banco da Vitória -, era muito mais estreito do que é hoje (algo em torno de cinquenta metros de largura). Com o vigoroso assoreamento das suas margens o rio se alargou e por causa disto não se têm mais as suas grandes enchentes.

Há de convir também que nos últimos quarenta anos o Rio Cachoeira sofreu em todo o seu percurso ações de assoreamentos, principalmente devido desmatamentos e ações predadoras como retiradas de areias dos seus leitos, barrancos e proximidades.

Diversos ambientalistas regionais argumentam que se não fossem as enchentes sazonais o Rio Cachoeira seria apenas um canal de esgotos in natura. Isso por que diversas cidades situadas às suas margens simplesmente direcionam seus esgotos para este rio, esquecendo que é ele, sua artéria principal.

Nos últimos 10 anos várias enchentes no Rio Cachoeira invadiram ruas de Banco da Vitória e assustaram seu povo. Esses alagamentos ocorrem devido a falta de infraestrutura para escoar as águas das chuvas que escorrem principalmente dos Altos da Santa Clara e da Bela Vista.

Antigamente essas águas encontravam na região de Banco da Vitória diversos brejos, alagadiços e riachos e escorriam lentamente para o Rio Cachoeira, sem provocar enchentes em todos finais de anos.

Com a atual expansão urbana da localidade a maioria dos brejos foram aterrados para dá lugar as moradias e empresas. Por conta disso, quando de grandes chuvas a água invade as ruas antes de rumar para o rio cachoeira.

Além disso os riachos e aguadas da localidade foram canalizados de formas irregulares, – isto, quanto aos aspectos de portes de escoamentos -, provocando inundações de ruas e da Rodovia Ilhéus Itabuna.

Por certo, somente através de melhorias de saneamento público da localidade este problema poderá ser resolvido.

Sem essas obras viárias o povo de Banco da Vitoria sofrerá, todo final de ano, com as históricas e sazonais chuvas que ocorrem nas margens do Rio Cachoeira, desde a Serra da Itaraca até a Baía do Pontal, onde por fim, esta artéria principal da região cacaueira do Sul da Bahia, encontra o Mar de Ilhéus e repousa nas águas atlânticas.

Outros dois rios brasileiros também se chamam Cachoeira. Um nasce no estado de Minas Gerais e termina em solo paulista e o outro nasce em Joinville e escorre as suas águas em solos do estado de Santa Catarina por apenas 14 quilômetros, até encontrar o mar.

Destes rios, o nosso Cachoeira é o mais bonito e amado. Amado por muitos Jorges, Joãos, Silvas, Tizíus, Marias, Sofias, Danielas, Filomenas e toda essa gente morena que tem cheiro de terra perfumada por Deus.

Capítulo do livro Banco da Vitória – A História Esquecida.

Documentário – Andanças. Os Caminhos que Vivi.

Vídeo

Documentário – Andanças. Os Caminhos que Vivi. Auto documentário relata a vida de Roberto Carlos Rodrigues e sua jornada em busca da realização dos seus sonhos.

“Quando eu me pergunto quem sou eu, sou o que pergunta ou o que não sabe a resposta?” Geraldo Eustáquio.

História do Cacau, por Ronaldo Santana

O canal Ecolink Brasil  (Youtube) publicou depoimento do ex-vice-prefeito de Ilhéus, Ronaldo Santana, sobre fatos importantes da história do município e da antiga capitania. Ronaldo faleceu há uma semana, em Salvador, vítima de parada cardíaca. O vídeo abaixo lembra o respeito que ele nutria pela cultura regional. Assista.

Crimes em Banco da Vitória.

armaDe uns tempos pra cá, infelizmente, o nosso querido bairro de Banco da Vitória tem sido manchetes constantes em diversos jornais e sites criminalistas, não por conta da beleza e hospitalidade do seu pacato povo, mas sim por crimes horrendos, bárbaros, cruéis e inumanos.

Quem viveu no tempo do “meu” Banco da Vitória jamais acreditou que na nossa pacata e calma terra, um dia seria palcos de tantas chacinas, assassinatos, roubos, prisões, enfim, tristes tentáculos da violência social brasileira.

Nos últimos dias, parece que algo estranho ronda os nossos ares e por conta disso, tantos crimes horrendos vem acontecendo em nossa localidade.

Não tenho certeza do que imagino ser a verdade sobre estes fatos, mas por certo tenho a convicção que precisamos nos unir numa corrente de fé ecumênica e realizar orações em prol da nossa comunidade com intuito de afugentar os espíritos malignos que resolveram rondar as nossas plagas.

Eu creio que somente com a intervenção de Deus poderemos afugentar estes espíritos malignos e algumas pessoas cruéis que resolveram se instalar em nossa comunidade.

O Banco da Vitória não merece ter este pequeno grupo de moradores desalmados, criminosos, sanguinolentos e vis que resolveram colocar diariamente o nome da nossa terra nas páginas policiais dos jornais e sites especializados em crimes.

Eu acredito que o nosso bairro precisa orar mais, rezar mais, amar mais. Pois somente assim poderemos vencer os males e suas manifestações.

Que Deus nos ilumine mais e mais para que no final, – como sempre ocorre – o bem vença o mal e o Banco da Vitória volte a ser a terra da paz.

Roberto Carlos Rodrigues

Mapeamento dos Terreiros de Candomblé em Banco da Vitória – Ilhéus Bahia.

candomble

Terreiro: Terreiro de Ossanha

Liderança: Damiana F. Santos de Jesus

Nação: Angola

Fundação: 1989

Regente: Ossanha

Endereço: Travessa Universal, n.º 185

Bairro: Banco da Vitória

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Terreiro: Canjeré Calendé Caluje do Terreiro de Omolú

Liderança: Lenice Silva dos Santos

Nação: Angola

Fundação: 1970

Regente: Iansã

Endereço: Dois de Julho, n.º 151

Bairro: Banco da Vitória

Telefone: 3675-2156

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Terreiro: Ilê Ialashe de Ominaci

Liderança: Miguel Borges de Souza

Nação: Keto

Fundação: 1975

Regente: Oxum

Endereço: Rua Dois de Julho, n.º 75

Bairro: Banco da Vitória

Telefone: 3675-2123

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Terreiro: Ilê Asche Omi Yá Gunté

Liderança: Tereza Cristina Araújo de Souza

Nação: Keto

Fundação: 1993

Regente: Iansã

Endereço: Rua da União

Bairro: Banco da Vitória

Telefone: 3632-1100

Fonte: UESC

Luto na margem esquerda do Rio Cachoeira.

constânciaTomba mais um Jequitibá em Banco da Vitória.

Parte para a Glória a matriarca da nossa gente. Dona Constância inicia hoje nova jornada. Dever cumprido na Terra, exemplo máximo de sabedoria, educação e honestidade. Amiga de todos, mãe de muitos, conselheira primaz e humanista por vocação. Saudade agora mais que eterna.

Parte Dona Constância certa do seu dever cumprido. Fica o significado mais honesto do termo ser humano.

Se um dia, alguém que não a conheceu, perguntar-lhe quem foi Dona Constância? Responda assim:

– Olhe para o nascer do dia e quando o sol brilhar, veja nele o sorriso de uma mulher que sorriu para a vida a vida inteira.

Banco da Vitória 13 de agosto de 2014.

R. C. Rodrigues.