Despedida da Lenda: Bibogo

Banco da Vitória se despede de umas das suas lendas: José Cardoso dos Santos (Bibogo) (*21/02/1945 +30/10/2019). De gota em gota, de perdas contantes e tristes despedidas, a nossa comunidade se esvazia, entristeça e chora. Estamos ficando empobrecidos de figuras históricas.

Vivemos os tempos das colheitas do Senhor. Como o plantio estar raro, cabe perguntar: O que estamos semeando?

Descanse em paz, meu amigo Cardosinho. Siga a Lua e até breve.

Outros Tipos de Saudades de Banco da Vitória.

Por Roberto Carlos Rodrigues.

Os cheiros das flores das laranjeiras eclodiam em todos os quintais daquele lugarejo ribeirinho. Perto dali, nos brejais de baixo, cultivavam flores e ervas medicinais. Eram margaridas, rosas, cravos, alamandas, alfazemas, calêndulas e girassóis. As do primeiro grupo. Cidreira, erva-doce, boldo, alecrim, camomila, capim-santo, confrei e unha-de-gato. As do segundo grupo.

Os moradores daquelas redondezas viviam com os lábios aromatizados e doces. As bocas eram betumadas com gostos de cajás, goiabas, mamões, laranjas, pitangas, groselhas, abacaxis, abacates, carambolas e anis.

Em todas as casas, panelas sobre os fogões. Batata-doce e banana-da-terra no café da manhã. Feijão com jabá, arroz e farinha torrada no almoço. E um cheiro de café por toda a tarde.

A noite, sopa com osso de patinho e fruta-pão com coco ralado. Café forte e adocicado para apurar o paladar. Depois, um dedo de prosas antes de dormir. Um beijo para sonhar, uma cama para descansar. O amor serenava pelas madrugadas.

Da arraiada, salivas escorrendo das bocas semiabertas e molhando os travesseiros. Vários sonhos ocupavam todas as casas.

Perto dali, o rio sussurrava suavemente sobre as pedras. Descia calmamente para o mar. Na verdade, um oceano de tantos sonhos e oportunidades. Todas bem perto dali.

As manhãs tinham cheiros de matos molhados e flores açoitadas durante as madrugadas. As roupas secando penduradas nos varais embriagavam os ares com seus perfumes de sabão de coco e suor das mulheres lavadeiras.
A meninada correndo nos terreiros, os dias passando sem compromissos. O sol no pino do céu. O povo na labuta. A vida fluía festeira.

Em pastagens próximas, canaviais dançavam sob os ventos dos finais das tardes. Coqueiros rangiam feitos bambuzais e as imponentes jaqueiras preparavam seus frutos para eclodirem depois da primavera, nos verões radiantes daquele lugar. Ali, os natais eram sempre todos adocicados e festivos.

Dos riachos viam as piabas, moreias, camarões e pitus. Do rio imponente e caridoso, um cardápio inteiro de diversos peixes para alimentar toda aquela gente. Dos manguezais viam os siris, ostras, caranguejos e acaris. Quem ia pescar, voltava sempre com os samburás cheios e os sorrisos nos rostos.

A lenha vinha das matas. Das caçadas viam os tatus, pacas, teiús, capivaras, antas e veados. De lá também viam as jacas, abius, goiabas, araçás, tamarindos, cajás, jamelões e jenipapos. Bem como, o respeito por Iara, a rainha dos vegetais, também a mãe do aipim.

Em cada casa um fogão sempre ardendo, uma panela fervendo, algo certo para comer.

Em todo canto um tipo novo de esperança, uma oração para agradecer a Deus, uma reza para curar. Um sorriso para alegrar.

Sem muitas delongas ou adjetivos, posso afirmar uma coisa: aquele era o povo mais feliz do mundo. Ninguém ali era rico. Mas todos eram felizes. Cada um com o seu tipo de felicidade.

Não era atoa que esse lugar se chamava Banco da Vitória.

Quem nascia ali, dizia ser vitorioso e pronto para as batalhas da vida.

Muitos daqueles gentios provaram com seus suores mais quentes dos seus rostos que a vida não era fácil. Mas era realmente bela. Muito mais bela do que suas melhores saudades.

Muitos que nasceram naquele lugarejo foram felizes. Muitos. Ou melhor: quase todos.

Praça Guilherme Xavier – O Coração de Banco da Vitória

Por Roberto Carlos Rodrigues

Guilherme Xavier era um próspero comerciante de compra e venda de cacau em Banco da Vitória, Ilhéus BA. Sua família se estabeleceu na localidade no final do século XIX e era dona de um pequeno sítio que existia onde atualmente está localizado o posto de combustível, entre a margem da Rodovia Jorge Amado e a esquina da entrada da estrada de Maria Jape.

O cidadão que dar nome a essa praça em Banco da Vitória, tinha no início do século XX, um armazém de compra e venda de cacau, localizado bem em frente ao atual Clube Social e seus familiares tinham grandes participações no comércio e na sociedade desse antigo povoado Ilheense.

Antigamente a atual praça Guilherme Xavier se chamava Rua Beira Rio e era apenas uma extensão da atual Rua Dois de Julho. No início dessa rua havia uma bifurcação para a Trilha do Banco (caminho beirando o Rio Cachoeira que interligava o Banco da Vitória à Vila de Cachoeira) e outra estrada que seguia para a fazenda Victória, beirando o atual campo de futebol e depois a Travessa Oito de Dezembro).

O atual traçado desse logradouro foi estabelecido no início do século XX, quando o Banco da Vitória era um dos maiores centros comerciais do Sul da Bahia. Nessa praça, havia no início do século XX, diversas empresas de compra e venda de cacau, bem como órgãos de coletoria de impostos, saúde, escolas, delegacia de polícia, pousadas e lojas de produtos agrícolas e do lar.

No meio do século passado foram implantados nessa praça dois prédios históricos da localidade, sendo: a Sociedade de Melhoramentos de Banco da Vitória (Clube Social) e a igreja de Nossa Senhora da Conceição.

Ao redor da praça Guilherme Xavier havia também uma grande feira, que nos anos 60 foi transferida para um grande galpão (erguido bem em frente a atual casa de dona Lia Araújo). Esse galpão era chamado de Barracão e por mais de 30 anos foi o local da segunda maior feira do munícipio de Ilhéus. Só perdia em porte para a feira da Avenida Dois de Julho, no centro da cidade.

Onde reside a professora Nerilda Pereira existiu por mais de 60 anos uma pequena usina de geração de energia elétrica. Dos anos 50 até o início da década de 70 quem comandou essa usina foi Nestor Pereira da Cruz, o lendário Nestor Cotó. Essa usina foi desativada quando da instalação de energia elétrica distribuída pela Coelba.

Nos anos 60 do século passado foi construído, (bem em frete ao atual Clube Social) um chafariz público. Esse prédio se chamava O Gomador (porque tinha um formato de ferro de passar roupas) e tinha com propósito trazer água da antiga represa do sopé da Mata da Rinha (atual Rua da Represa) até o centro do antigo distrito de Banco da Vitória. Devido vários problemas de vazamentos na tubulação de manilhas de barro, o chafariz foi desativado e depois demolido no início da década de setenta.

Na década seguinte, outro chafariz público foi instalado nesse logradouro e dessa vez, sendo abastecido com água advinda da Represa do Iguape. Esse último chafariz funcionou por mais de 10 anos e estava localizado onde atualmente funciona o Módulo Policial.

Na Praça Guilherme Xavier já funcionam os seguintes estabelecimentos e órgãos públicos:

Loja e armazém de Seu Apolónio e Dona Menininha (pais de dona Lia);
Venda de Dona Serafim,
Delegacia de polícia,
Posto telefônico,
Consultório médico de Dr. José Moura Costa,
Barbearia de Seu Faustino,
Armazém de Raimundo Ribeiro,
Bar A Zebrinha (de Josias Javier).
Oficina mecânica de Nestor Cotó,
Banca de Revista da Professora Gláucia,
Cartório de Registro Civil com Funções Notarias, (Seu Zequinha);
Escola Vovô Nestor,
O Cinema de Banco da Vitória (que funcionava no clube social)
Boite Glutes (de Dona Loura);
Bar de Godó.
Blitz Bar (de Jaia Melo),
Bar de Iracema.
Bar de Miraldo.

Além desses icônicas referências locais, a Praça Guilherme Xavier foi reduto de dezenas de lendários moradores da nossa comunidade como: seu Cazeza Duarte, Nestor Pereira, Dona Bela, Milton Nunes, Raimundo Ribeiro e sua esposa dona Nalva, Josias Xavier e sua esposa dona Creusa, Seu Guilherme, Seu Faustino, Farrabufado e sua esposa, Seu Julho e sua esposa Doina Zizi, José Oliveira Nunes e sua esposa dona Enaura, seu Apolônio, dona Menininha, Seu Joaquim, Donília Serafim, Professor Chicão e Zilda Soares.

Atualmente, vivem nesse logradouro verdadeiras lendas vivas da nossa comunidade. São muitos, graças a Deus.

Contudo, a atual Praça Guilherme Xavier nada lembra o frenético e efervescente logradouro que era no final do século passado.

Por certo, essa praça traz em cada pedra que cobre suas extensões, belas e memoráveis lembranças.

Na verdade, a praça Guilherme Xavier não é o coração do bairro de Banco da Vitória. É sua alma.

Sabores de Banco da Vitória – Quiabada

Por Roberto C. Rodrigues
 
A quiabada de Banco da Vitória é um prato para todas as ocasiões e paladares. Não existem segredos no seu preparado e ele serve como comida para todas as idades, principalmente, para quem não têm dentes, como crianças pequenas, velhos(as) das bocas murchas ou então, para quem tem pressa.
 
Os ingredientes são fáceis de serem encontrados nas vendas locais. Porém, o preparo deste prato requer algumas sequências que garantirão o gosto especial dos quiabos adornados de carnes e temperos.
 
Primeiro, corta-se o músculo bovino em cubos, lava-os em água de limão balão e em seguida tempera-o com pouco sal, pimenta-do-reino, cominho e corante. Por ser uma carne muito dura, o músculo é o primeiro que vai para a panela. Ao lado do fogão a lenha, pedaço de jabá dessalgados na noite anterior, aguardaram o momento de entrarem em cena.
 
Os quiabos taludos e de um verde da cor das mariposas ali chamadas Esperanças, são lavados em água corrente e depois são cortados em filetes da grossura dos dedos. Na mesma tábua de carnes são cortadas as cebolas, os tomates e três dentes de alhos. Neste prato não vai o pimentão, pois, pode amargar o caldo.
 
Meia hora depois de fogo brando, é hora de colocar os pedaços de carne de jabá na panela e esperar por mais trinta minutos. Neste período, o cheio do cozido já ultrapassou os limites da casa e atiça a fome nas redondezas.
 
O músculo bovino já amolecido, e a gordura da jabá já incorporada ao caldo, é hora de colocar na panela os 77 quiabos cortados e os demais temperos picotados. Mexe-bem a panela, prova-se e corrige-se o sal e quando o caldo borbulhar em sinais de fervuras, espreme-se um limão-galego ou balão, para evitar a goga do prato.
 
É neste instante que entram os últimos ingredientes especiais: o azeite de dendê rega a panela em doses fartas. Três mãos de camarões secos são salpicados, junto as molhes picados de coentros, salsas e cebolinha verdes. Mexe-se levemente a panela, tampa e retira-se imediatamente do fogo.
 
O prato está pronto para ser degustado e terá como acompanhamentos o arroz banco, a farinha de mandioca e o molho de pimentas malaguetas.
 
Os metidos a besta comem goiabada com garfo e faca. Já o povo moreno das margens do rio cachoeira come o cozido babento com colher. Os profissionais na arte de comer, misturam tudo com farinha. Faz uma bola com os dedos e come “de mão”.
 
Por seu um alimento de fácil digestão, repetir o prato da quiabada não é o pecado da gula. É apenas precaução alimentar.

A História da Antiga Ruinha de Banco da Vitória

A História da Antiga Ruinha de Banco da Vitória
Por Roberto Carlos Rodrigues
A antiga Ruinha de Banco da Vitória têm duas singularidades: É uma das ruas mais antigas da localidade e a mais extensa.
Inicialmente, nos anos oitocentistas, a extensão deste logradouro se iniciava na bifurcação da Estrada da Sesmaria Victória e a subida da Ladeira do Descansa Caixão (a atual Estrada da Bela Vista), onde existia um pequeno curral (atual sitio Ariston Cardoso) e percorria os sopés dos montes Santa Clara e Bela vista, até o atual ginásio de esportes construído no local onde existia o antigo matadouro municipal de Ilhéus.
Da bifurcação da Ladeira do Descansa Caixão até o antigo matadouro municipal essa extensão se chamava Estrada da Boiada e servia de caminho para transporte de gado que era trazido do Norte de Minas Gerais para a cidade de Ilhéus e dali transportados em navios para Salvador (BA).
 
Vale salientar que a antiga da Trilha do Banco, que se iniciava em Banco da Vitória e ia até a Vila de Cachoeira de Itabuna, (beirando o Rio Cachoeira), se bifurcava nas imediações da antiga Fazenda Pereira Ventin, onde o gado trazido de Minas era confinado nos pastos da fazenda Victória.
 

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As novas Ruas de Banco da Vitória


Foi publicada no dia 03 de Julho de 2019, no diário Oficial de Ilhéus, a Lei 4.024 sancionada pelo prefeito Mário Alexandre que Confirma, altera, denomina e atualiza os topônimos dos logradouros e praças dos bairros da Cidade de Ilhéus, das Sedes Distritais, Área Urbana Isolada dos Distritos e Povoados.
Por conta dessa Lei foi possível ajustar decretos assinados e não publicados, corrigir nomes de ruas e dar novo nomes as ruas sem identificações.

Agradecemos o empenho e a boa vontade do vice-prefeito de Ilhéus José Nazal Soub que encabeçou esse projeto e com afinco, fez uma verdadeira “varredura” nos topônimos dos logradouros e praças dos bairros da Cidade de Ilhéus, e, como ele próprio diz: “Agora todas as ruas de Ilhéus têm nomes”. Do mesmo valor de agradecimento estão os vereadores de Ilhéus que criaram o projeto e desenvolveram todos os trâmites para torna-lo de efetiva utilidade.

Em Banco da Vitória, algumas ruas sem nomes ou com nomes numéricos foram batizadas com novos nomes. Outras ruas que tiveram seus nomes alteradas em outros mandatos de prefeitos, mas que não foram publicadas suas nomeações no diário Oficial de Ilhéus, tiveram respeitadas suas antigas nomeações e oficializadas. Outras ruas, que não existiam no mapa do Correio, como, por exemplo, Rua São João, Nestor Pereira da Cruz e Xisto José Gomes foram corrigidas.

Para as nomeações das novas ruas foram ouvidas e assistidas sugestões de moradores ilheenses em audiências públicas na Câmara de Vereadores, sugestões dos vereadores, do prefeito e do vice prefeito de Ilhéus, bem como das lideranças locais.
A seguir listo as novas ruas de Banco da Vitória, as que tiveram seus nomes corrigidos e as que foram oficializadas com suas nomeações antigas.

Nova Ruas de Banco da Vitória:

Rua Mário Fernandes Lapa (lote).
Rua Nafital de Souza (Rua do Posto Médico).
Rua Hugo Kaufmann (primeira ladeira do alto da Bela Vista).
Rua José Francisco dos Santos (Professor Chicão) (Lote).
Rua Constância dos Anjos (Lote).
Rua Hilda Alves de Melo (Pixilinga) (Lote).
Rua Márcia Soares Xavier. (Lote).
Caminho da Fazenda Bela Vista (Antiga ladeira do Descansa Caixão).

Ruas que tiveram seus nomes corrigidos devidos erros de nomenclaturas:

Rua Xisto José Gomes (Rua do campo 2).
Rua Nestor Pereira da Cruz (Rua do campo 1).
Rua Epídio Souza Ramos (Segunda ladeira do alto da Bela Vista).

Ruas que tiveram seus nomes alterados antigamente, mas que não tiveram suas leis publicadas no Diário Oficial de Ilhéus:

Rua Jonas Francisco dos Santos (Rua do Colégio do Lote). Teve o nome registrado no segundo mandato de Jabes Ribeiro.
Rua São João (antiga Rua do Cemitério, não tinha CEP e constava no Correio com extensão da Rua São Pedro).
Rua Valdete Neves de Souza (Rua da casa de Bibogo) -Teve seu nome alterado pelo ex-prefeito Valderico Reis,
Rua Givanildo Amorim da Silva (antiga Rua Oito de Dezembro) Teve seu nome alterado pelo ex-prefeito Valderico Reis.

Agora a Lei sancionada pelo prefeito de Ilhéus será encaminha aos Correios, que terão 90 dias para disponibilizar os números dos CEP.

No meio da nossa alegria fica sempre aquela dúvida inquietante: temos tantos moradores para homenagear. Mas, infelizmente a nossa comunidade têm poucas ruas.

Não se fazem mais cachaceiros como antigamente – #2

Por Roberto Carlos Rodrigues

Com todo o respeito aos biriteiros, cachaceiros e cervejeiros da atualidade, posso afirmar que muitos desses alisadores de berços de copos americanos, nem se comparam aos bebedores de antigamente.

Em Banco da Vitória, há uns trinta e poucos anos, havia sim um respeitado grupo de comedores de água que passarinho não bebe. Havia uns cabras de coragem do cão. Negos que bebiam de um só gole um litro de destilada e depois nem cuspia no chão. Gente que bebia cachaça com cobras em infusão. Cachaceiros profissionais.

Jaracuçu, cobra-coral verdadeira, jararaca, cascavel, surucucu pico-de-jaca e cobra-cipó eram encontradas em infusões alcoólicas em todas as bodegas da nossa comunidade.

Havia também infusões de escorpiões, aranhas caranguejeiras, lacrais, centopeias e marimbondos.

LEIA O ARTIGO COMPLETO AQUI: https://bancodavitoria.wordpress.com/livros-prosas-e-causos/