Banco da Vitória ( Ilhéus – Bahia) CEP das Ruas.

banco anto r

1ª Travessa Cosme e Damião Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-490
Praça Guilherme Xavier Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-236
Praça Manoel José dos Santos Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-432
Rodovia Jorge Amado Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-200
Rua A Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-472
Rua Adílio Alves de Jesus Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-204
Rua Aldair Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-228
Rua Alpídio Ramos Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-428
Rua Anatália Félix Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-240
Rua B Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-476
Rua Belo Horizonte Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-486
Rua C Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-412
Rua Cosme e Damião Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-462
Rua da Represa Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-424
Rua das Flores Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-500
Rua Dois de Julho Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-244
Rua dos Artistas Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-224
Rua Doutor Bernardino Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-216
Rua Doutor Laureano Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-220
Rua Duque de Caxias Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-208
Rua Elpídio Marques Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-304
Rua Érica Alves Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-420
Rua Getúlio Domingos Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-404
Rua Jardim Alice Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-212
Rua Maria de Jesus Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-408
Rua Maria Guiomar Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-300
Rua Maria Pureza Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-436
Rua Oito de Dezembro Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-444
Rua Primeiro de Maio Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-232
Rua Raulina Miranda Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-400
Rua São João Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-452
Rua Universal Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-504
Travessa Oito de Dezembro Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-448
Travessa Universal Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-508

Dias de Canícula, em Banco da Vitória. (Prosas e Causos de Banco da Vitória – Volume 2).

Dias de Canícula em banco da vitóriaPor Roberto Carlos Rodrigues.

Josias Xavier era um homem culto que dormia, acordava e vivia sobre os livros. Por ser um literato prolífico, ele gostava de utilizar nas suas falas termos poucos usuais entre os moradores de Banco da Vitória.

No ano de 1974 uma grande seca abateu sobre o Sul da Bahia e queimou todos os tons de verdes das matas e dos cacauais.

Naquele ano, segundo Seu Josias Xavier, – então dono do Bar A Zebrinha -, a temperatura em Banco da Vitória chegou aos pingos dos 37 graus Celsius e povo soava em baldes.

Num domingo daquele tórrido ano, as margens do campo de futebol da localidade, Seu Josias e seus amigos Duba, Faustino, Péricles Melo, Paulo Rocha, Milton Numes, Oliveira, Antônio Isaías entre outros assistiam uma partida de futebol disputada sob o sol de rachar os crânios.

Seu Josias, diante do calor daquela tarde, disse para o grupo de amigos:

– Estamos vivendo dias de Canícula, em Banco da Vitória.

Seu Antônio Isaías, como de praxe gozadora, então questionou:

– Dias de can o quê?

Seu Josias, em posse da sua profunda gnose sobre os significados das palavras, respondeu como uma autoridade linguística:

– Canícula é um tipo de calor intenso, quase insuportável, abrasante.

Seu Antônio Isaías então retrucou do seu modo alegre:

– Josias, no meu dicionário isso se chama apenas Calor do Cão. Este Can aí deve ser o nome atacante desse seu time, que chuta mais o chão do que a bola.

Do outro lado do campo Gaguinho gritou – É Gol!

Seu Oliveira corrigiu:

– Não foi gol não!. A bola bateu na rede pelo lado de fora.

Seu Josias arrematou em dons de sabedoria.

– Gaguinho deve estar com ablepsia.

Seu Antônio Isaías então argumentou fortemente:

– Josias! Josias! Não arruma nome difícil para a pinga que Gaguinho toma.

– Antônio, ablepsia é sinônimo de cegueira. Respondeu elegantemente Josias Xavier.

Seu Antonio Isaías então argumentou:

– Ainda bem. Eu pensei que era um tipo de febre, irmão do seu calor do cão.

Zito Alfaiate, o Urubu Aderbal e a Turma da Trilha

Prosas e Causos de Banco da Vitória – Vls 02.

Por Roberto Carlos Rodrigues.

zito 2Em meados da década de setenta do século passado surgiu em Banco da Vitória uma confraria pouco convencional para os padrões de sociedade, do então distrito do município de Ilhéus

Em verdade, essa confraria não oficial era composta por um grupo de pessoas pitorescas, alegres, extrovertidas e anárquicas. Era uma verdadeira trupe de sequazes zombeirões que tinham como lema principal a prática diária de beber cachaça até embebedarem.

Para aquela turma, beber cachaça e não embebedar era a mesma coisa que tocar fogo em dinheiro.

A confraria mambembe ou trupe de libertários se auto intitulava a Turma da Trilha, em homenagem as cachaçadas iniciais que sempre este grupo promovia nas margens do Rio Cachoeira, aonde, naquela época, havia uma antiga trilha na beira do rio que interligava o banco da Vitória à Vila de Cachoeira.

Não há registros etílicos da primeira formação da Turma da Trilha, mas os seus membros principais eram os seguintes: Zito Alfaiate, Bigode, Enéas, os irmãos Jailton e Valter Ramos, Alfredo Ramos, Capão, Nego Nide, o lendário urubu Aderbal e a cobra coral Filomena.

Essa turma fazia diariamente pescarias, cozidos e assados nas margens do Rio Cachoeira e no final das tardes, todos já bêbados, voltavam para o Banco da Vitória onde faziam grandes alaridos e alegre arruaças.

As principais ações dessa trupe era zombar de algumas pessoas, colocar apelidos arredios em outras, contar mentiras ou então, simplesmente, atormentar o sossego da localidade.

Nas bocas das noites, os membros da Turma da Trilha vinham da beira do rio, – obviamente todos já bêbados e conversadores – e se alojavam nas escadarias da antiga Igreja Evangélica (atual Ponto do Pitu) ou em frente a este local, numa antiga casa que ficava no fundo da atual residência de Dona Nilza e Carlos Cambau. Nesses locais, a Turma da Trilha instalava uma vitrola movida pilhas e então ouviam músicas até a madrugada serenar. No dia seguinte, tudo se repetia, exceto para os que eram empregados e tinham seus compromissos.

Entre os membros dessa turma, por certo o mais emblemático, arruaceiro, brigão e problemático era o magricela Josito Pereira dos Santos, o Zito Alfaiate, filho da professora Dona Graça. Zito gostava de animais e entre as suas mascotes tinha a cadela Lampreai, o urubu Aderbal e a cobra coral Filomena, que estava sempre no bolso da calça do alfaiate.

Zito era um excelente profissional arte da costura. Ele moldava, cortava e costurava roupas masculinas, femininas ou infantis e até mesmo mortalhas para os chamados por Deus.

O problema de Zito Alfaiate era quando ele tomava umas pingas.

Sem beber cachaça ele era uma pessoa calma, serena e calada.

Porem, quando betumava os berços com a água que passarinho não bebe, ele se transformava num briguento arruaceiro e perigoso jogador de pedras nas cabeças das pessoas.

O povo de Banco da Vitória acreditava que Zito Alfaiate tinha um encosto ou espírito arruaceiro que apoderava do seu corpo e atanazava a sua vida. Diziam também que o velho Cabo Jonas tinha feito umas mandigas para afugentar os espíritos malignos de Zito, mas, pelo resultado da obra, parece que não funcionou.

Além de costureiro primaz, Zito era um excelente atleta e eximo mergulhador. Como goleiro do escrete Ipiranga de Seu Xisto Gomes, ele se destacava nas partidas de futebol e nos torneios que existiam em Banco da Vitória. Como mergulhador no Rio Cachoeira Zito costumava assustar os banhistas desavisados com os seus mergulhos longos e silenciosos.

Zito, quando tomava umas pingas, costumava andar com uma cobra coral no bolso, Uma lagartixa morta atrás da orelha esquerda e sempre estava acompanhado do seu animal de estimação, o urubu Aderbal, que o seguia como um cachorro segue seu dono.

O urubu Aderbal era dócil com os amigos de Zito e arredio com os desafetos do seu dono, – que não eram poucos. A ave era tratada com alimentação especial (pão e leite morno), tomava banho todos os dias e de tão gordo, já não voava mais. Apenas andava lentamente pelas ruas de Banco da Vitória e nenhum cachorro ou gato ousava atacá-lo.

Zito dizia que encontrou o urubu Aderbal em um ninho perto da sua casa e criou a ave com todo amor e carinho. O nome Aderbal dado a ave era em homenagem ao um crioulo, que Zito tentou matá-lo durante uma briga no bairro de São Caetano, em Itabuna e não conseguiu êxito. Naquela briga Zito apanhou feito doido e passou vários dias internado na Santa Casa de Ilhéus, se recuperando da pisa homérica.

Um dia, – no meio do mês de outubro de 1978 -, a turma da trilha se reuniu como de costumes e locais prediletos, e para a surpresa de todos os moradores de Banco da Vitória, a iguaria que foi cozida no caldeirão fumaçado era exatamente o urubu Aderbal.

Cozido ao molho pardo e regado nas pimentas malaguetas e no coentro Maranhão, O urubu Aderbal foi degustado por todos os membros da Turma da Trilha e não sobrou nem as unhas da ave para dar ao cachorro Zoião, de propriedade de Bigode.

Dona Chica Santos quase chorou quando soube da triste notícia. Dona Lindaura Santana lamentou as ações daqueles seres sem coração e Dona Lurdes Pereira avisou que quem comia carne de urubu morria careca.

Nada disso foi ouvido e o urubu Aderbal simplesmente foi degustado sob os goles das pingas Pixixica, Bituri e Santa Clara.

Dias depois, Zito Alfaiate desabafou para meu pai sobre o passamento do urubu Aderbal disse:

– Carrinho, fiz a coisa certa e atendi o pedido do meu amigo Aderbal. O pobrezinho urubu morreu de ataque cardíaco e antes dos vermes comer ele, com eu. E me dá uma pinga aí!

Meu pai atendeu o pedido do seu freguês predileto e viu Zito tirar uma lagartixa viva do bolso e coloca-la dentro do copo com pinga.

O que é isso aí? Perguntou meu pai.

Zito respondeu sereno e calmo.

Pinga com lagartixa são bons para o estômago. Estou com uma úlcera da peste.

E engoliu a pinga em gole só.

Anos depois a Turma da Trilha se desfez, todos seus membros tornaram-se excelentes pais de famílias e viraram verdadeiras lendas em Banco da Vitória.

As Rochas Granulíticas do Rio Cachoeira em Banco da Vitória.

banco da vitória foto

O Google Earth atualizou as imagens dos seus satélites no mês passado (junho/15). Por conta disso novas e surpreendentes imagens podem ser vistas agora neste serviço do Google. Fiz uma pesquisa neste site e descobrir que as atuais imagens (realizadas entre outubro e dezembro de 2014, segundo o Google), mostram o Rio Cachoeira, em situação de tábua de maré baixa. Dessa forma pode-se ver a quantidade de rochas granulíticas do seu leito, na altura de Banco da Vitória.

Dar até para ver a “barragem da maré baixa”, na altura da Bica da Água Boa, delimitando o trecho navegável do Rio Cachoeira, entre a baía do Pontal e o Banco da Vitória.

Confira aqui: https://www.google.com/maps/@-14.7827112,-39.098677,1619m/data=!3m1!1e3

A estrada velha entre Ilhéus e Itabuna.

livro banco da vitória - CópiaVocê sabe qual era o percurso da primeira estrada para veículos entre Ilhéus e Itabuna?

Se não sabe, vai saber agora. Leia um trecho do capítulo do livro Banco da Vitória – A História Esquecida.

A estrada velha entre Ilhéus e Itabuna.

Em 1921 o advogado José Nunes da Silva e o coronel Ilheense Virgílio Amorim (proprietário da Fazenda Primavera, nas proximidades de Itabuna) conceberam uma estrada ligando Ilhéus a Itabuna. Nesse mesmo ano chega a Ilhéus o primeiro carro, pertencente ao comendador Domingos Fernandes da Silva. O carro da marca Ford foi apelidado de “Iaiá” e fazia grande sucesso por onde passava. Tinha gente que admirava a “máquina” movida a gasolina, mas muitas pessoas se assustavam e ateé mesmo fugiam com medo do “bicho de ferro”.
Continuar lendo

História, Historicidade e Historiografia de Banco da Vitória.

livro banco da vitória - CópiaPor Roberto Carlos Rodrigues.

Quando debrucei-me nas pesquisas sobre a origem da comunidade de Banco da Vitória deparei-me com relatos folclóricos e provincianos que exaltavam a origem e a evolução deste atual bairro ilheense, primando principalmente por alusões poéticas. Relatos históricos realmente existiam e se fundamentavam como exatos. Porém, estes eram dispersos, fragmentados e desconexos. Por este motivo tive de recorrer a três elementos que podem realmente sedimentar a História, como ferramenta social, que são: a história, a historicidade e a historiografia.

Estes termos podem ser parecidos, mas tem semânticas próprias. Vejamos:
Continuar lendo

Procissão em louvor a Bom Jesus da Lapa, em Banco da Vitória, no ano de 2005.

bom jeusNo ano de 2005, em conversa com Dona Ivone Santos, fiquei sabendo que em Banco da Vitória muitos antigos devotos de Bom Jesus da Lapa estavam tristes porque não participavam mais das famosas romarias a cidade da Lapa, no oeste baiano, onde no mês de agosto se celebram louvores ao famoso e querido santo católico. Muitos destes devotos não tinham condições financeiras para participar das festivas e caras romarias.

Atiçado pela excepcional memória de Dona Ivone, lembrei-me da minha meninice e juventude, quando anualmente centenas de pessoas da nossa comunidade iam até a cidade da Lapa, render louvores e participar da magistral procissão que ocorre sempre no dia 6 de agosto.
Lembrei-me das centenas de caminhões de “pau-de-arara” que subiam a rodovia 415, com romeiros cantando e soltando fogos. Lembrei-me também dos devotos na nossa comunidade que voltavam da Lapa contando estórias incríveis e distribuindo rapaduras e peixes salgados para a nossa gente.

Dona Ivone disse-me naquela ocasião que se tivesse dinheiro não deixaria os devotos de Bom Jesus da Lapa sofrem daquele jeito. Alugaria dezenas de ônibus e mandaria a nossa gente devota pagar suas promessas em solo sagrado do oeste da Bahia.

Então pensei: – Vamos fazer uma procissão aqui no Banco da Vitória no dia de Bom Jesus da Lapa.

Isso não vai dar certo. Isso é uma loucura. Não vai dá ninguém. E se o padre não autorizar? Onde vamos achar uma imagem de Bom Jesus, e se chover… Foi isso que ouvi de muita gente.

Contudo, preferir ouvir os entusiastas do verdadeiro amor pelo Banco da Vitória, e criei um grupo de trabalho para organizar a nossa procissão. Neste grupo estavam, Cremilda, Celi, Creu, Creusa, Dona Lindaura, Dona Ivone, Ivony, Jair, Joelma, Ana Palmira, Dinne, Dona Geovânia, Cláudia, Neilma e Neildes Amorim, Nerilda Pereira, Célio, Naldina, Clodoaldo, Dona Marilda e mais 20 e tantas pessoas que contribuíram para a realizam da nossa procissão.

Contando exclusivamente com o apoio da nossa gente, realizamos uma linda e inesquecível procissão em louvor a Bom Jesus da Lapa no dia 06 de agosto de 2005.

Para a realização da nossa procissão arrumamos um andor emprestado da igreja católica, compramos uma pequena imagem de Senhor Bom Jesus em Itabuna, recebemos doações de flores, fogos, arroz e açúcar. Dona Ivone e Ivony trataram de preparar o arroz-doce que seria distribuído no final da procissão.

Fomos pedir autorização ao Bispo de Ilhéus para realizar a nossa procissão. Um dos seus assessores disse-nos seriamente: – Façam um evento re-li-gi-o-so. Religioso, viu? E nos abençoou. Cumprimos a sua recomendação.

Às 19 horas e 30 minutos do dia supracitado a Praça do Alto da Bela Vista, onde iniciara a procissão, estava lotada de gente, principalmente devotos de Bom Jesus da Lapa.

Da nossa comunidade de Banco da Vitória tinha mais de 600. Depois fiquei sabendo que tinha até caravana de devotos das localidades de Ilhéus, Maria Jape, Sambaituba, Salobrinho, Itabuna, Uruçuca, Olivença, Iguape, Basílio e Nelson Costa. – Tudo isso graça a divulgação do evento que fizemos dias anteriores nas rádios, jornais e emissoras de TV’s regionais.

Quando o andor do santo chegou a Rodovia Jorge Amado, ainda tinha gente saindo da Praça do Alto da Bela Vista. A ladeira deste estava toda iluminada por centenas de velas em mãos de devotos emocionados.
Foi um dos dias mais felizes da minha vida. Durante a procissão vi pessoa pagando promessa de joelhos nas portas das casas, devotos de Bom Jesus com a imagem do santo nas janelas, pessoas andando descalças, outras chorando, muitas soltando fogos e cantado. Tudo era lindo e belo na nossa festa. – Viva Bom Jesus da Lapa! Ouvia-se por todos os cantos.

A procissão de Bom Jesus da Lapa em Banco da Vitória seguiu pelas Ruas Duque de Caxias, Dois de Julho e Praça Guilherme Xavier, onde a imagem adentrou a Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Neste local foi realizado um culto em louvor ao Santo. Depois seguimos pelas ruas dos Artistas, Doutor Laureando, Rua do Campo e finalmente chegamos a Praça Feliciano de Assis, onde terminou o cortejo.

Na casa de Dona Ivone foi servido o arroz-doce para mais de 600 pessoas. No Bar de César teve um forró que foi até a madrugada.
Por muitos dias a comunidade de Banco da Vitória comentou este evento religioso e muita gente se disse feliz com a nossa iniciativa.

Bom Jesus da Lapa tinha sido homenageado em Banco da Vitória, como sempre mereceu e merece.

Depois dessa procissão a imagem de Bom Jesus da Lapa foi doada a igreja de Nossa Senhora da Conceição de Banco da Vitória.

Infelizmente, o nosso evento não criou tradição em nossa comunidade e com passar dos anos deixou de ser realizado.

Hoje, a nossa procissão em louvou a Bom Jesus da Lapa faz 10 anos.

Continuar lendo

Quando Fui Fazendeiro de Cacau.

Por Roberto Carlos Rodrigues.

No ano que a Seleção Brasileira de Futebol consagrou-se tricampeão do mundo, eu tive cacau e sobrevivi.

Naquela época o cacau cheirava 24 horas por dia, todos os dias, sobre os ares de Banco da Vitória. Vivíamos cercados de roças e fazendas de cacau e, para aromatizar ainda mais as nossas plagas, diariamente passavam pela Rodovia Ilhéus Itabuna centenas de caminhões carregados de amêndoas secas de cacau, indo para o Porto do Malhado, em Ilhéus e dali para os paladares da América, da Europa e do Japão.

Continuar lendo