A origem do nome do distrito de Maria Jape.

Por Roberto Carlos Rodrigues

maria jape

Eu sempre acreditei que a localidade de Maria Jape (distrito de Ilhéus – BA) tinha o seu nome originário de alguma proprietária chamada de Maria Jape “de tal”. Contudo, em minha pesquisa sobre a história de Banco da Vitória, deparei-me com a citação abaixo, que traz outra reflexão sobre o nome do distrito ilheense. Vejamos:

“Diz Domingos Fernandes, administrador do Engenho de Santana, que é do senhor conde de Linhares, que a 21 de outubro de1602, se levantaram os gentis forros com mais alguns moradores que estavam assentados em um lugar que se chama Aldeia de “Mariape” ou (Maria Jape)…” *

Então o nome do distrito derivou de Mariape?

Vale citar que segundo Silva Campos, em Crônica da Capitania de São Jorge dos Ilhéus, a localidade de Maria Jape foi criada originalmente como um aldeamento de índios Aimorés. Esse aldeamento foi criado no ano de 1599 pelo jesuíta Domingos Rodrigues.**

Por ora, pairam as dúvidas.

*Fonte 1: Documento do Arquivo da Torre do Tombo – Cartório dos jesuítas – Maço 16, nº 4: Instrumento com o tratado de uma petição de testemunhas para se provar um levantamento do gentio no engenho de Santa Anna dos Ilhéos, 18 de novembro de 1603. Pfl . 2v, 3v: CEDOC – UESC);

**Fonte 2 – Segundo a Relação das povoações, lugares, rios e distância que há entre eles, na freguesia da invenção de Santa Cruz da Vila dos Ilhéus, pelo Vigário Luís Soares de Araújo [1758]. ANAIS DA BIBLIOTECA NACIONAL, vol. 31. Rio de Janeiro: Oficinas Gráficas da Biblioteca Nacional, 1913. [documento n. 2676, pp. 184-5]: da vila navegando pelo rio acima da parte do poente há vários lugares em que habitam moradores, a saber: Cupipe, Maria Jape, São João, Tanguape, Tabuná, Pasto Matendipe, Camurupi, Banco do Furtado, Pirataquicé.

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Encontradas as cartas de Ferdinand von Steiger descrevendo o cotidiano da Fazenda Victória (entre os anos de 1866 a 1882).

carta steigerPor Roberto Carlos Rodrigues.

As pesquisas históricas sobre a comunidade de Banco da Vitória têm me levado as situações magníficas e surpreendentes. Nos últimos dias tenho empenhado bastante na correção e revisão do livro Banco da Vitória – A história Esquecida. Nesta labuta, durante minhas pesquisas na Internet encontrei relevantes informações num site que publicou diversas cartas de Ferdinand Von Steiger (proprietário da Fazenda Victória), escritas entre os anos de 1866 a 1882, e endereçadas aos seus familiares suíços.

O site traz as transcrições das cartas e as fotografias das mesmas.

Na leitura dessas cartas Steiger descreve detalhadamente diversos aspectos do cotidiano das fazendas Victória e Salgado (essa, nas margens do Rio Pardo).

As transcrições dessas cartas estão no idioma alemão. Mas, provavelmente o texto original foi escrito no idioma alemão falado em alguns cantões suíços como Schwyz, Obwald e Nidward.

Nessas missivas Ferdinand Steiger mostra-se um excelente detalhista de diversos aspectos como técnicas de plantios de café e cacau, análise de clima, fauna, flora, sistemas de desmatamentos, condições de combate as pragas, lida com os escravos e índios etc. Continuar lendo

Sobre o lançamento do livro Banco da Vitória – A História Esquecida.

paperbackstack_550x498Esclarecimentos aos compradores e leitores.

Escrever um livro não é uma tarefa simples e fácil, como muitos imaginam. Agora difícil mesmo é publicar um livro neste país. A tarefa é morosa e complexa, envolve diversas pessoas, normas, regras e órgãos oficiais. Tudo tem de ser seguido como um ritual de passo após passo. Infelizmente a burocracia impera no Brasil e atrapalha tudo.

Por conta disso descobrir agora – pelas tristes vias – que mesmo fazendo uma publicação particular, (bancado todos os custos desta empreitada), as coisas não andam como desejamos.

Mesmo contando com as colaborações valiosas de diversas pessoas neste processo, infelizmente, ainda não conseguir publicar o livro em formato de papel. O livro encontra-se revisado, corrigido, registrado, pré editorado e com fé em Deus, no final deste mês seguirá para a gráfica.

O processo de impressão na gráfica dura em média 15 dias. Mais 7 dias de transporte. Ou seja, a data mais provável de termos os livros disponíveis é 22 de outubro de 2015.

Por conta disso, peço carinhosamente as pessoas que fizeram as compras pelo site ou então, fizeram as reservas em Banco da Vitória, que aguardem mais um pouco, (até a data supra citada), quando receberão seus exemplares.

Estarei pessoalmente em Banco da Vitória para autografar os exemplares do nosso livro. Por questões pessoais não farei festa de lançamento do livro. Vou colocar uma mesa e uma cadeira em frente a casa da professora Cremilda Santana (Rua dos Artistas) e quem adquiri o livro receberá uma dedicatória.

Muito obrigado pela compreensão e até breve.

Roberto Carlos Rodrigues.

Banco da Vitória ( Ilhéus – Bahia) CEP das Ruas.

banco anto r

1ª Travessa Cosme e Damião Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-490

Praça Guilherme Xavier Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-236

Praça Manoel José dos Santos Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-432

Rodovia Jorge Amado Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-200

Rua A Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-472

Rua Adílio Alves de Jesus Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-204

Rua Aldair Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-228

Rua Alpídio Ramos Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-428

Rua Anatália Félix Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-240

Rua B Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-476

Rua Belo Horizonte Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-486

Rua C Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-412

Rua Cosme e Damião Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-462

Rua da Represa Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-424

Rua das Flores Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-500

Rua Dois de Julho Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-244

Rua dos Artistas Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-224

Rua Doutor Bernardino Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-216

Rua Doutor Laureano Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-220

Rua Duque de Caxias Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-208

Rua Elpídio Marques Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-304

Rua Érica Alves Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-420

Rua Getúlio Domingos Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-404

Rua Jardim Alice Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-212

Rua Maria de Jesus Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-408

Rua Maria Guiomar Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-300

Rua Maria Pureza Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-436

Rua Oito de Dezembro Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-444

Rua Primeiro de Maio Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-232

Rua Raulina Miranda Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-400

Rua São João Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-452

Rua Universal Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-504

Travessa Oito de Dezembro Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-448

Travessa Universal Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661-508

Travessa Beira Rio Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661.000

Praça Feliciano de Assis, Banco da Vitória Bahia 45661.000

Rua José Xisto Gomes Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661.000

Rua do Campo Banco da Vitória, Ilhéus, Bahia 45661.000

Dias de Canícula, em Banco da Vitória. (Prosas e Causos de Banco da Vitória – Volume 2).

Dias de Canícula em banco da vitóriaPor Roberto Carlos Rodrigues.

Josias Xavier era um homem culto que dormia, acordava e vivia sobre os livros. Por ser um literato prolífico, ele gostava de utilizar nas suas falas termos poucos usuais entre os moradores de Banco da Vitória.

No ano de 1974 uma grande seca abateu sobre o Sul da Bahia e queimou todos os tons de verdes das matas e dos cacauais.

Naquele ano, segundo Seu Josias Xavier, – então dono do Bar A Zebrinha -, a temperatura em Banco da Vitória chegou aos pingos dos 37 graus Celsius e povo soava em baldes.

Num domingo daquele tórrido ano, as margens do campo de futebol da localidade, Seu Josias e seus amigos Duba, Faustino, Péricles Melo, Paulo Rocha, Milton Numes, Oliveira, Antônio Isaías entre outros assistiam uma partida de futebol disputada sob o sol de rachar os crânios.

Seu Josias, diante do calor daquela tarde, disse para o grupo de amigos:

– Estamos vivendo dias de Canícula, em Banco da Vitória.

Seu Antônio Isaías, como de praxe gozadora, então questionou:

– Dias de can o quê?

Seu Josias, em posse da sua profunda gnose sobre os significados das palavras, respondeu como uma autoridade linguística:

– Canícula é um tipo de calor intenso, quase insuportável, abrasante.

Seu Antônio Isaías então retrucou do seu modo alegre:

– Josias, no meu dicionário isso se chama apenas Calor do Cão. Este Can aí deve ser o nome atacante desse seu time, que chuta mais o chão do que a bola.

Do outro lado do campo Gaguinho gritou – É Gol!

Seu Oliveira corrigiu:

– Não foi gol não!. A bola bateu na rede pelo lado de fora.

Seu Josias arrematou em dons de sabedoria.

– Gaguinho deve estar com ablepsia.

Seu Antônio Isaías então argumentou fortemente:

– Josias! Josias! Não arruma nome difícil para a pinga que Gaguinho toma.

– Antônio, ablepsia é sinônimo de cegueira. Respondeu elegantemente Josias Xavier.

Seu Antonio Isaías então argumentou:

– Ainda bem. Eu pensei que era um tipo de febre, irmão do seu calor do cão.

Zito Alfaiate, o Urubu Aderbal e a Turma da Trilha

Prosas e Causos de Banco da Vitória – Vls 02.

Por Roberto Carlos Rodrigues.

zito 2Em meados da década de setenta do século passado surgiu em Banco da Vitória uma confraria pouco convencional para os padrões de sociedade, do então distrito do município de Ilhéus

Em verdade, essa confraria não oficial era composta por um grupo de pessoas pitorescas, alegres, extrovertidas e anárquicas. Era uma verdadeira trupe de sequazes zombeirões que tinham como lema principal a prática diária de beber cachaça até embebedarem.

Para aquela turma, beber cachaça e não embebedar era a mesma coisa que tocar fogo em dinheiro.

A confraria mambembe ou trupe de libertários se auto intitulava a Turma da Trilha, em homenagem as cachaçadas iniciais que sempre este grupo promovia nas margens do Rio Cachoeira, aonde, naquela época, havia uma antiga trilha na beira do rio que interligava o banco da Vitória à Vila de Cachoeira.

Não há registros etílicos da primeira formação da Turma da Trilha, mas os seus membros principais eram os seguintes: Zito Alfaiate, Bigode, Enéas, os irmãos Jailton e Valter Ramos, Alfredo Ramos, Capão, Nego Nide, o lendário urubu Aderbal e a cobra coral Filomena.

Essa turma fazia diariamente pescarias, cozidos e assados nas margens do Rio Cachoeira e no final das tardes, todos já bêbados, voltavam para o Banco da Vitória onde faziam grandes alaridos e alegre arruaças.

As principais ações dessa trupe era zombar de algumas pessoas, colocar apelidos arredios em outras, contar mentiras ou então, simplesmente, atormentar o sossego da localidade.

Nas bocas das noites, os membros da Turma da Trilha vinham da beira do rio, – obviamente todos já bêbados e conversadores – e se alojavam nas escadarias da antiga Igreja Evangélica (atual Ponto do Pitu) ou em frente a este local, numa antiga casa que ficava no fundo da atual residência de Dona Nilza e Carlos Cambau. Nesses locais, a Turma da Trilha instalava uma vitrola movida pilhas e então ouviam músicas até a madrugada serenar. No dia seguinte, tudo se repetia, exceto para os que eram empregados e tinham seus compromissos.

Entre os membros dessa turma, por certo o mais emblemático, arruaceiro, brigão e problemático era o magricela Josito Pereira dos Santos, o Zito Alfaiate, filho da professora Dona Graça. Zito gostava de animais e entre as suas mascotes tinha a cadela Lampreai, o urubu Aderbal e a cobra coral Filomena, que estava sempre no bolso da calça do alfaiate.

Zito era um excelente profissional arte da costura. Ele moldava, cortava e costurava roupas masculinas, femininas ou infantis e até mesmo mortalhas para os chamados por Deus.

O problema de Zito Alfaiate era quando ele tomava umas pingas.

Sem beber cachaça ele era uma pessoa calma, serena e calada.

Porem, quando betumava os berços com a água que passarinho não bebe, ele se transformava num briguento arruaceiro e perigoso jogador de pedras nas cabeças das pessoas.

O povo de Banco da Vitória acreditava que Zito Alfaiate tinha um encosto ou espírito arruaceiro que apoderava do seu corpo e atanazava a sua vida. Diziam também que o velho Cabo Jonas tinha feito umas mandigas para afugentar os espíritos malignos de Zito, mas, pelo resultado da obra, parece que não funcionou.

Além de costureiro primaz, Zito era um excelente atleta e eximo mergulhador. Como goleiro do escrete Ipiranga de Seu Xisto Gomes, ele se destacava nas partidas de futebol e nos torneios que existiam em Banco da Vitória. Como mergulhador no Rio Cachoeira Zito costumava assustar os banhistas desavisados com os seus mergulhos longos e silenciosos.

Zito, quando tomava umas pingas, costumava andar com uma cobra coral no bolso, Uma lagartixa morta atrás da orelha esquerda e sempre estava acompanhado do seu animal de estimação, o urubu Aderbal, que o seguia como um cachorro segue seu dono.

O urubu Aderbal era dócil com os amigos de Zito e arredio com os desafetos do seu dono, – que não eram poucos. A ave era tratada com alimentação especial (pão e leite morno), tomava banho todos os dias e de tão gordo, já não voava mais. Apenas andava lentamente pelas ruas de Banco da Vitória e nenhum cachorro ou gato ousava atacá-lo.

Zito dizia que encontrou o urubu Aderbal em um ninho perto da sua casa e criou a ave com todo amor e carinho. O nome Aderbal dado a ave era em homenagem ao um crioulo, que Zito tentou matá-lo durante uma briga no bairro de São Caetano, em Itabuna e não conseguiu êxito. Naquela briga Zito apanhou feito doido e passou vários dias internado na Santa Casa de Ilhéus, se recuperando da pisa homérica.

Um dia, – no meio do mês de outubro de 1978 -, a turma da trilha se reuniu como de costumes e locais prediletos, e para a surpresa de todos os moradores de Banco da Vitória, a iguaria que foi cozida no caldeirão fumaçado era exatamente o urubu Aderbal.

Cozido ao molho pardo e regado nas pimentas malaguetas e no coentro Maranhão, O urubu Aderbal foi degustado por todos os membros da Turma da Trilha e não sobrou nem as unhas da ave para dar ao cachorro Zoião, de propriedade de Bigode.

Dona Chica Santos quase chorou quando soube da triste notícia. Dona Lindaura Santana lamentou as ações daqueles seres sem coração e Dona Lurdes Pereira avisou que quem comia carne de urubu morria careca.

Nada disso foi ouvido e o urubu Aderbal simplesmente foi degustado sob os goles das pingas Pixixica, Bituri e Santa Clara.

Dias depois, Zito Alfaiate desabafou para meu pai sobre o passamento do urubu Aderbal disse:

– Carrinho, fiz a coisa certa e atendi o pedido do meu amigo Aderbal. O pobrezinho urubu morreu de ataque cardíaco e antes dos vermes comer ele, com eu. E me dá uma pinga aí!

Meu pai atendeu o pedido do seu freguês predileto e viu Zito tirar uma lagartixa viva do bolso e coloca-la dentro do copo com pinga.

O que é isso aí? Perguntou meu pai.

Zito respondeu sereno e calmo.

Pinga com lagartixa são bons para o estômago. Estou com uma úlcera da peste.

E engoliu a pinga em gole só.

Anos depois a Turma da Trilha se desfez, todos seus membros tornaram-se excelentes pais de famílias e viraram verdadeiras lendas em Banco da Vitória.

As Rochas Granulíticas do Rio Cachoeira em Banco da Vitória.

banco da vitória foto

O Google Earth atualizou as imagens dos seus satélites no mês passado (junho/15). Por conta disso novas e surpreendentes imagens podem ser vistas agora neste serviço do Google. Fiz uma pesquisa neste site e descobrir que as atuais imagens (realizadas entre outubro e dezembro de 2014, segundo o Google), mostram o Rio Cachoeira, em situação de tábua de maré baixa. Dessa forma pode-se ver a quantidade de rochas granulíticas do seu leito, na altura de Banco da Vitória.

Dar até para ver a “barragem da maré baixa”, na altura da Bica da Água Boa, delimitando o trecho navegável do Rio Cachoeira, entre a baía do Pontal e o Banco da Vitória.

Confira aqui: https://www.google.com/maps/@-14.7827112,-39.098677,1619m/data=!3m1!1e3

A estrada velha entre Ilhéus e Itabuna.

livro banco da vitória - CópiaVocê sabe qual era o percurso da primeira estrada para veículos entre Ilhéus e Itabuna?

Se não sabe, vai saber agora. Leia um trecho do capítulo do livro Banco da Vitória – A História Esquecida.

A estrada velha entre Ilhéus e Itabuna.

Em 1921 o advogado José Nunes da Silva e o coronel Ilheense Virgílio Amorim (proprietário da Fazenda Primavera, nas proximidades de Itabuna) conceberam uma estrada ligando Ilhéus a Itabuna. Nesse mesmo ano chega a Ilhéus o primeiro carro, pertencente ao comendador Domingos Fernandes da Silva. O carro da marca Ford foi apelidado de “Iaiá” e fazia grande sucesso por onde passava. Tinha gente que admirava a “máquina” movida a gasolina, mas muitas pessoas se assustavam e ateé mesmo fugiam com medo do “bicho de ferro”.
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