O feitiço do Rio Cachoeira

Por Roberto Carlos Rodrigues

Quem ver o rio Cachoeira, nas imediações de Banco da Vitória, quando da maré alta, acredita estar diante de um belo espelho d’água encantador e enfeitiçante. As águas marinas oxigenam o velho e sofrido rio, dando-lhe uma matiz mágica, levemente azulado, em nuances de um verdadeiro braço de mar.

Quem ver este rio escorrer esquálido e desanimado entre tantas pedras, lamaçais e tristes sobras e esgotos, desde a sua nascente, na Serra de Itararaca, no sopé do município de Itororó, até pouco acima de Banco da Vitória, ao vê-lo novamente, agora caudaloso, resplandecente e azulado, nas barranca da nossa localidade, por certo, acredita estar diante de outro rio. O Rio da Esperança.

Em Banco da Vitória as marés diárias dá ao velho e poluído Rio Cachoeira uma roupagem nova. Ali ele encontra o sabor do mar de Ilhéus e em suas águas brilhosas e festeiras, celebra sua árdua e sofrida jornada com frondosas mágicas feitas de águas encantadas.

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Os lobisomens de Banco da Vitória.

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Em outros lugares do mundo, as estória do lobisomem acabam magistralmente descrevendo a identidade do homem que vira fera nas noites de lua cheia e desvendando este segredo. Em Banco da Vitória, ao contrário disto, muita gente se intitulava como o verdadeiro lobisomem e não tinha medo nem receio de dizer isto para todos mundo. Tinha até alguns lobosomistas que mostravam suas unhas afiadas e barbas grandes como indícios de suas transformações animais.

Pouco se sabiam das origens dos lobisomens de Banco da Vitória. Pois nesta localidade não tinha nem um nem dois lobisomens, mas sim vários. Havia até quem dissera ter visto brigas entre os seres noturnos que uivavam feito lobos a e atacavam feito feras. Outros, como Cabo Jonas, disseram que contaram mais de dez lobisomens na localidade.

Contava a lenda que o lobisomem surgia exatamente quando uma mulher tinha 7 filhas e a sua última cria nascia um menino. Se este rebento fosse pálido, magricela, de orelhas afinadas e dentes grandes, tinha ali todos os indícios de um futuro lobisomem.

Em Banco da Vitória, este preceito não era válido, pois pelos critérios de identificação de lobisomens, bastava ser uma figura irritadiça ou zangada, pra ser caracterizada como um candidato a virar um lobo em uma noite de lua cheia.

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As Praias de Banco da Vitória

Na década de setenta do século passado, o distrito ilheense de Banco da Vitória era conhecido como aprazível local para passar os finais de semanas. Ali havia uma vigorosa feira comercial instalada na Praça Guilherme Xavier, com dezenas de barracas. No clube social, nas noites dos sábados, tinham festivos bailes conduzidos por conjuntos e bandas regionais e aos domingos podia-se divertir-se nas diversas praias que havia no Rio Cachoeira. Nestes dias as margens do rio ficavam repletas de centenas de pessoas que ocupavam seus areais e barrancas.

Naquela época, quando havia o recuo das maré apareciam no leito do limpo e belo rio Cachoeira diversos areais onde várias pessoas iam se divertir, pescar, fazer cozidos e jogar bolas.

Havia três grandes areais no leito do Rio Cachoeira, nas imediações de Banco da Vitória. O primeiro areal ficava em frente a Bica da Água Boa. O segundo margeava a Rua dois de Julho, da altura da casa do saudoso Nidão (em frente a quadra de esportes) e se estendia até os fundos da atual casa de Miraldo Cardoso, na Praça Guilherme Xavier. O Terceiro areal ficava nos fundo do atual posto de combustível e se estendia até a ponte de Maria Jape.

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