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O maior mentiroso do Sul da Bahia. O homem de 1.001 profissões e 35 mil amigos. O ser humano mais amado dos bairros ilheenses do Pontal e Banco da Vitória. A lenda viva de Ilhéus (BA), Jonas Neves de Souza, o famosa Cabo Jonas é homenageado neste livreto onde são descritas algumas das suas pitorescas estórias.

Para quem gosta de estórias divertidas e mentiras bem contadas, este livreto em PDF é um prato cheio.

Conheça a história de Cabo Jonas e suas tantas gostosa mentiras. Saiba como ele fez para domesticar cobras, dar vida á artesanatos e principalmente surrar brigões e malfeitores.

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CABO 1

O maior mentiroso do Sul da Bahia. O homem de 1.001 profissões e 35 mil amigos. O ser humano mais amado dos bairros ilheenses do Pontal e Banco da Vitória. A lenda viva de Ilhéus (BA) Jonas Neves de Souza, o famosa Cabo Jonas é homenageado neste livreto onde são descritas algumas das suas pitorescas estórias.

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CABO 2

A lenda de Banco da Vitória e Pontal, Cabo Jonas agora tem suas estórias e causos descritos em forma de livreto. Leia, divulgue e divirta-se. Mais uma produção da Editora Samburá Cultural –

O Banco da Vitória na Guerra das Malvinas

Por Roberto Carlos Rodrigues

Por Roberto Carlos Rodrigues

Por Roberto Carlos Rodrigues

No dia que eu completei 16 anos de idade, o Banco da Vitória quase foi destruído por causa da Guerra das Malvinas. Eram 04:50 da manhã quando a população de Banco da Vitória acordou assustada com um som infernal que passou sobre a nossa localidade e destelhou várias casas, derrubou muitas plantas, afugentou animais e deitou todos os capinzais das margens do Rio Cachoeira.

Depois do susto e dos relatos de alguns moradores que já estavam acordados naquela fria manhã de junho, se soube que sobre Banco da Vitória, passaram dois aviões a jato da Força Aérea Brasileira fazendo vôos rasantes e seguindo o percurso do Rio Cachoeira, rumo ao mar de Ilhéus. Soube-se então depois porque os aviões supersônicos passaram tão baixos e fizeram tantos estragos em nossa comunidade. A razão de tudo isso era o conflito entre o Reino Unido e a Argentina, por causa das ilhas chamadas Malvinas, que deram nome a essa guerra.

Em Banco da Vitória, os moradores da beira do rio perderam nesse dia vários utensílios e criações. Teve gente que perdeu o galinheiro inteiro. As aves sumiram nos ares por causa das turbinas dos aviões. Muitas casas perderam as telhas e as cabanas dos pescadores da União foram todas destruídas. Mas quem perdeu mesmo foi a Argentina que teve 649 soldados mortos no conflito e ainda perdeu a guerra. A Inglaterra, que reassumiu as ilhas Malvinas teve um grande custo nessa guerra e ainda viu 255 soldados morrem nessas batalhas.

Para saber o porquê dos aviões da FAB sobrevoarem tão baixo sobre Banco da Vitória e fazerem ali tantas destruições, precisamos recorre a um fato que aconteceu exatamente dois dias antes do nosso susto e quase colocou o Brasil no confronto que ocorria no sul do nosso continente. Vamos aos fatos:

Eram 10h50 do dia 4 de junho de 1982, quando os radares brasileiros detectaram o bombardeiro britânico Vulcan, da RAF (Royal Air Force), voando a 340 quilômetros ao sul do Rio de Janeiro. O aparelho voltava das Malvinas à sua base na ilha de Ascensão, no oceano Atlântico, mas teve um defeito mecânico que o impediu de fazer um reabastecimento aéreo e ficou sem combustível. Como o avião não respondeu ao contato por terra, dois caças F-5 Tigger II da FAB o interceptaram e o conduziram à base aérea do Galeão. Por estar oficialmente neutro no conflito, o Brasil não poderia autorizar a passagem de um avião de um país beligerante – no caso o Reino Unido – em seu espaço aéreo. A aeronave britânica foi apreendida por vários dias e sua tribulação ficou em solo brasileiro, enquanto se desenrolava as negociações para a devolução do aparelho militar inglês.

Dias depois o avião da RAF teve as suas armas apreendidas pela aeronáutica brasileira e foi liberado junto a sua tripulação, que rumaram para a Ilha de Ascensão.

Essa interceptação se tornou um triunfo para a Força Aérea Brasileira que se mostrou capaz de proteger e garantir o espaço aéreo do nosso país. Por outro lado, assustou a população brasileira que preferia só assistir o conflito.

Depois deste fato histórico a FAB ficou em alerta quanto ao nosso espaço aéreo no período do conflito das Malvinas e para poder demonstrar o seu poder de interceptação fez vários exercícios de guerra e um destes ocorreu exatamente na manhã de 06 de junho de 1982, o dia que o Banco da Vitória quase foi pelos ares.

Para entender porque os aviões a jato passaram sobre Banco da Vitória naquela manhã é só recorrer a mapa do Brasil. A base aérea de onde os aviões em exercício de guerra decolaram fica em Anápolis, que dista 140 KM de Brasília. Com bem sabemos, a capital brasileira fica na direção de uma linha reta até Ilhéus. De Anápolis até ilhéus se tem 1.470 km. Naquela manhã os aviões F 5 decolaram para fazer uma interceptação fictícia e demonstrar que a capital brasileira estava também bem protegida, quanto o nosso litoral. Nessa rota de vôo, os aviões supersônicos vieram sobrevoando o percurso do rio Cachoeira e nas imediações de Banco da Vitória resolveram (e só Deus sabe o porquê!) passar a poucos metros do leito do nosso rio.

A guerra das Malvinas que se iniciou no dia 02 de abril de 1982 terminou com a vitória do Reúno Unido em 14 de junho deste mesmo ano. Em Banco da Vitória o susto durou por vários dias e gerou diversas versões.

Arara, pai de Tatá e Veinho, disse que perdeu naquela manhã umas vinte e tantas galinhas. As barracas de palhas de Cundunga, Gogó de Sola e seu Taurindo que ficavam na beira do rio foram dizimadas pelas forças dos ventos. As canoas do Porto de João de Colo afundaram como pedras. Osório, que já estava no matadouro naquelas horas, disse que viu os aviões passarem ‘varendo’ o rio cachoeira e levando nos seus ventos um bambuzal inteiro. Dona Consessa disse que caiu da cama com o susto e quase quebrou a cavícula.

Cabo Jonas disse que as saias de Dona Deth, que estão quarando no varal do quintal da sua casa, foram encontradas três dias depois na casa de um amigo seu, na Sepetinga, em Ilhéus. Pior ainda aconteceu com os sapatos importados da marca mocacy de Tonny Neto. Cabo Jonas tinha os consertado e lustrados primorosamente no dia anterior. Depois o par foi colocado sobre o telhado para tomar sereno e amaciar as solas. No sopapo dos aviões a jato, um pé foi parar em plena Rua Marquês de Paranaguá, no centro de Ilhéus. Um outro pé do sapato jamais foi encontrado. – Deve ter caído nos quintos do inferno!.Fiquei no prejuízo. Choramingava e dizia Cabo Jonas enquanto mostrava para todo mundo os prefixos dos aviões jatos que passaram sobre Banco da Vitória e somente ele foi capaz de ver e anotar essas numerações.

Veja um vídeo com os modelos de aviões que passaram sobre Banco da Vitória: F5 Tiger II FAB

Bombardeiro Vulcan:

Veja os vídeos documentários sobre essa guerra:


Caça do futuro:


Quem Bateu em Tum?

Por Roberto Carlos Rodrigues

Por Roberto Carlos Rodrigues

Naqueles tempos, Osmário, – hoje nosso reconhecido pastor evangélico -, era chamado em Banco da Vitória pelo apelido de ‘Seu Tum’. ‘Seu Tum’ era um pescador fantástico e um fabuloso jogador de futebol. Ele jogava de ponta direito arisco – como dizia Zé da Alinhagem.

Durante as partidas de futebol, ‘Seu Tum’ fazia gols de todos os tipos e modos. Ele era a alegria das tardes de domingo em nossa comunidade. Os laterais e zagueiros sofriam com os dribles curtos e ligeiros do baixote jogador de futebol. Os goleiros temiam a presença de Seu Tum nos time adversários. Já a torcida adorava ver esse excelente jogador abrilhantar o futebol de Banco da Vitória.

Além de excelente jogador de futebol, Seu Tum já foi lutador de box e teve como treinador o exímio boxer da fama internacional, Cabo Jonas. Apesar de baixa estrutura física, Seu Tum era um boxeador ligeiro e arisco e não tinha medo de lutar com ninguém, – indiferente do peso ou altura do adversário.

Um dia houve uma luta de box memorável no clube social de Banco da Vitória. Seu Tum desafiou um outro lutador de box e outras artes marciais, conhecido como Florêncio, o então marido de Dona Eunice do carramachão.

Florêncio era um homem tarugado e forte, negro de quase dois metros de altura e beirava os cem quilos de peso. Quando a luta começou todo mundo já sabia do resultado. Ia haver o massacre de seu Tum. Florêncio, auto intitulado ‘O Matador’ ia acabar aquela luta logo no primeiro round.

tum234Isso de fato ocorreu, em parte. Seu Tum apanhou igual uma mala velha para largar a poeira antiga, mas não desistiu do desafio. Florêncio bateu em Seu Tum por mais de 10 minutos e a torcida pedia o fim da luta.

Mas ai apareceu o elemento surpresa. Cabo Jonas piscou o olho para seu boxer, indicando o golpe secreto e Seu Tum ganhou a luta.

O fato aconteceu assim: no meio da pancadaria, ‘Seu Tum’ deu um  chute nos culhões (testículos) de Florêncio. O negão desabou no chão feito um saco cheio de cacau e de lá não se levantou. Florêncio gemia feito um bezerro capado enquanto Seu Tum pulava e mostrava os bíceps.

Seu Tum foi então logo dado como vencedor da luta, pelo árbitro, que por ocasião oportuna, era o próprio Cabo Jonas. O clube social só faltou vir abaixo diante dos gritos dos espectadores! As mais de 400 pessoas presentes desta luta memorável saíram com o vitorioso Seu Tum nos ombros, gritando e festejando pelas ruas de Banco da Vitória. Florêncio foi carregado para casa, onde ficou muitos dias sem sair da cama.

‘Seu Tum’ passou uns dias ‘entocado’, sem sair de casa, como medo do revide jurado por Florêncio, diante da imagem de São Jorge, seu santo protetor. Depois, os dois boxeres se encontraram na Taiobinha de Seu Júlio e tudo se acertou entre amizades, risadas e doses de pinga.

Uma noite, havia festa no clube social, onde o Good Som de Jorjão animava o baile de Banco da Vitória. O porteiro era Jorjão e os seus mais de dois metros de altura, cento e cinqüenta quilos de raiva e pouca paciência. Foi então que chegou Seu Tum já afogado na cangibrina e os outros sinônimos da aguardente de Banco da Vitória – e subiu os degraus de acesso ao clube. Na portaria, ele tentou entrar na festa sem pagar o ingresso.

Jorjão repudiou a sua investida e num só golpe, tirou o pequenino Tum da porta do clube social. Seu Tum se sentiu ofendido pela aversão de Jorjão e por mais de meia hora tentou furar o bloqueio do já irritado porteiro. Por último, o Jorjão deu um violento cascudo em seu Tum e o empurrou de escada a baixo. O pobre Seu Tum caiu quase no meio da Praça Guilherme Xavier e saiu de lá chorando pelas ruas. As pessoas da praça zombaram do choro infantil do nosso fantástico jogador de futebol.

‘Seu Tum’ foi se consolar no bar de Zé da Linhagem, na rua do campo. Lá ele se queixou do acontecido e sensibilizou Cabo Jonas, que resolveu tirar satisfação do ocorrido.

Cabo Jonas saiu de venta aberta pela Rua do Campo rumando para aportaria do clube social. Foi seguido por Seu Tum que ainda choramingava e se queixava. Cabo Jonas chegou à porta do clube bradando e enfurecido. De lá gritou forte:

– Quem bateu em Tum? Quem bateu em Tum? Quem bateu em Tum? Eu quero saber agora! Me digam que fez essa maldade!

Jorjão, vendo a assombração sonora que Cabo Jonas fazia na portaria do clube social, se aproximou do nosso ilustre amigo e também gritando disse, nos bigodes de Cabo Jonas:

– Fui eu!! e daí?

Cabo Jonas olhou o porte físico de Jorjão, tosou o cidadão de cima a baixo, mediu com os olhos a largura dos seus ombros e retrucou na hora:

– Bem feito! Bem feito! Tum tá muito ousado quando bebe. Bem feito. Bem feito mesmo. Se fosse eu dava uns dez cascudos nesse menino ousado e teimoso…

Cabo Jonas foi logo embora pela mesma rua por aonde veio.

Na verdade, Cabo Jonas foi para casa tomar um engrossante feito por Dona Deth, sua querida e dedicada esposa. Seu Tum foi para a Pedra de Guerra, tomar banho e curar a ressaca.

Por Roberto Carlos Rodrigues

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