Livro Grátis: Banco da Vitória – A Minha Aldeia.

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O X da questão.

Da próxima vez que você se deparar com uma equação envolvendo X, lembre-se de Muhammad ibn Musa al-Khwarizmi e o poder que ele desencadeou para cientistas, engenheiros, matemáticos – e pessoas comuns – para resolver uma ampla gama de problemas através da ÁLGEBRA.
Embora os detalhes do início da vida de Muhammad sejam vagos, acredita-se que ele tenha nascido no ano 780 EC (era comum), na província de Khorasan da Pérsia (agora fica no Uzbequistão). Mais tarde, ele se mudou com sua família para as cercanias de Bagdá, no Iraque, onde realizou a maior parte de sua obra entre os anos 813 e 833, escrevendo exclusivamente em árabe.
No Iraque, ele trabalhou na “Casa da Sabedoria”, um instituto altamente respeitado que adquiriu e traduziu trabalhos científicos e filosóficos (em particular da Grécia), bem como publicou muitas pesquisas originais.

Minhas leituras atuais – Janeiro 2012

Comecei o ano de 2012 com dois compromissos e um propósito. Os compromissos são: administrar melhor o meu tempo e com isso ser bem mais produtivo e; aumentar a minha religiosidade. Como auxilio educacional estou lendo o fantástico livro A Tríade do Tempo, de Christian Barbosa, um excelente guia para quem quer administrar sua vida e não somente controlar seu tempo. O outro livro é o magistral A História, de The Zondervan Corporation que descreve a Bíblia como um livro de história, com capítulos pequenos e arrematados de referências históricas. Muito bom. Como o meu propósito para este ano e tornar-me uma pessoa melhor, acho que estou dando os primeiros passos nesse caminhada e espero que você leia também bons livros.

Livros Grátis Sobre o Banco da Vitória

Baixe agora alguns livros sobre a comunidade de Banco da Vitória – Ilhéus – Bahia.

Os livros são de autoria de Roberto Carlos Rodrigues. Para baixá-lo, clique nas figuras abaixo. Os livros são gratuitos.

Títulos:

Prosas e Causos de Banco da Vitória – Estórias pitorescas dos lendários moradores da nossa comunidade .

Dicionário de Banco da Vitória – Livreto com palavras comumente utilizadas pelos moradores de Banco da Vitória.

Banco da Vitória em Fotos – Coletânea de fotos de ruas, paisagens e pessoas de Banco da Vitória.

O Cinema de Banco da Vitória

Quando encontro os meus amados conterrâneos, sempre pergunto à mesma coisa: – vocês assistiram ao filme A Paixão de Cristo, no antigo cinema de Banco da Vitória?

Se a resposta for não, eu sei que essas pessoas não moravam em nossa comunidade, nos melhores anos das suas vidas. Se a resposta for sim, eu sei que essas pessoas, assim como eu, tiveram o privilégio de ver o nosso cinema funcionando e alegrando a nossa comunidade.

O cinema de Banco da Vitória era famoso em toda a Região Cacaueira do Sul da Bahia e funcionava no prédio da Sociedade de Melhoramentos de Banco da Vitória (Clube social).

Aos domingos, logo após a missa, tocava a sirene avisando que a sessão ia começar. Normalmente o cinema fica lotado de gente. Tinha muitas pessoas que traziam as suas cadeiras ou tamboretes para poder assistir os filmes famosos que eram exibidos ali. Dona Dedé, mãe de Nida, além de levar sua cadeira azul, levava também toti, seu cachorro de estimação, que não perdia uma só sessão de cinema.

As moças e rapazes malmente faziam o sinal da cruz na saída da igreja e corriam apressados para o cinema. Afinal, no escurinho era possível ‘dar uns amassos’ nos pares, ‘dar uma de mãos-bobas’ ou até uma triunfal “colada”, como se chamava naquela época o beijo na boca.

A ideia do cinema de Banco da Vitória partiu de Seu Amaro, um antigo comerciante que tinha uma bodega, perto da atual casa de Carlos Cambal. Um dia Amaro trouxe um amigo de Itabuna, chamado “Seu Zé” que logo viu que um cinema era uma grande oportunidade de negócio na comunidade. O clube Social era o local perfeito. Tinha um palco grande, cadeiras, bancos de madeiras, sanitários e bilheteria. A inauguração do cinema de Banco da Vitória ocorreu no mês de outubro de 1977. Na sessão inaugural, a pedido de Dona Lia e Seu Joaquim, foi exibido o fenomenal filme Luzes da Ribalta com o Charles Chaplin no papel principal. A comédia fez grandioso sucesso entre o nosso povo. Dizem que teve gente que urinou nas calças durante essa projeção cômica.

O sucesso da exibição de Luzes foi estrondoso e durante vários dias só se comentou o filme de Chaplin nas ruas do antigo distrito de Banco da Vitória.

Seu Zé do Cinema morava no Bairro do São Caetano, em Itabuna. Ele era um homem culto, inteligente e alegre. Era um cabo-verde de cabelo bom, olhos miúdos e sorriso discreto.

Umas das figuras principais da manutenção do cinema da nossa comunidade era o lendário Dui, que carregava nas costas uma placa de madeira com os cartazes dos filmes. Dui passava pelas ruas e becos de Banco da Vitória anunciando os filmes aos gritos:

– “Não percam! Não Percam! Hoje às vinte horas e quarenta minutos o magistral filme de artes marciais, o Vôo do Dragão, como o mestre Bruce Lee.”

Além de anunciar os filmes, Dui ainda fazia uma “sinopse” do filme, contando algumas cenas ou citando os artistas principais.

À noite o cinema estava lotado e os meninos tinham assunto para contar a semana Inteira. Tinha até gente maluca que se vestia igual ao ator chinês e perambula a semana inteira dando gritos e gesticulando igual aos lutadores de karatê.

Vale lembrar também que o lanterninha do cinema era Zé Sucena, que de olhos nas meninas e meninos mais afoitos, não deixava ninguém namorar no escurinho.

Como naquela época pouca gente tinha televisão em nossa comunidade, o cinema era a maior diversão para o nosso povo. Para poder pagar um ingresso tinha menino que vendia frutas na rodagem, peixes nas ruas, camarões cozidos, moça que lavava e passava roupas etc. Tinha gente ficava uma semana inteira sem fazer uma travessura somente para poder ganhar do pai o dinheiro do ingresso do cinema da sessão dominical.

Em épocas especiais tinham também as “matinês” para a criançada.

As sessões do cinema começavam rigorosamente no horário marcado. Isso porque Seu Zé não podia perder o último ônibus da Sulba para Itabuna que passava as 12:30hs, em Banco da Vitória.

Além desse entrave de transporte, tinha ainda os problemas com a velha máquina de projeção que queimava as lâmpadas, cortava os filmes, engolia a fita etc. Tudo isso podia acontecer no meio das projeções, mas eram resolvidas imediatamente pelas mãos hábeis de Seu Zé.

Vale citar também existia um intervalo no meio da sessão do cinema, quando os homens iam tomar um rabo-de-galo no Bar Zebrinha de seu Josias Xavier e as crianças iam comprar balas, pipocas, roletes de cana ou beber uma Fanta Uva gelada.

Tarzam, Xita, Jane, Bruce Lee,O Conde Drácula, Charles Chaplin e principalmente os artistas dos filmes de faroeste faziam parte do linguajar do povo de Banco da Vitória. Dizem até que Zé Vieira ia assistir aos filmes dublados, mas não gostava disso não. Ele preferia mesmo os filmes com legendas, pois assim ele podia lapidar o “seu” inglês e o “seu” refinado francês.

Agenor Bolacha, Teça do Amendoim, Gaguinho, Courinho, Gazula, Dona Zezé e Cabo Jonas, não perdiam uma só sessão de cinema. Eram frequentadores assíduos.

Muitos casais daquela época começaram a namorar no escurinho do cinema de seu Zé. Teve gente que até convidou o ilustre ‘operador do projetor’ para ser padrinho de casamento.

Nos últimos tempos, seu Zé viu o seu coração amante do cinema, ficar combalido e triste com o ocaso das artes em todo o Brasil. Seu Zé insistiu com as projeções em Banco da Vitória até a última sessão, que dizem que só tinha oito pagantes. A televisão tinha decretado o fim do cinema de Banco da Vitória. Era a primavera do ano de 1993.

Dizem que Seu Zé, quando passava de ônibus por Banco da Vitória, abaixava as vista e marejava em silêncio. Ele sabia o quanto a nossa comunidade lhe proporcionou alegrias e dias prósperos. Afinal, o cinema de Banco da Vitória tinha dado-lhe umas casinhas de aluguel em Itabuna, um pedaço de terra com trinta e poucas cabeças de gado em Itapé e uma casa de praia em Olivença.

O tempo levou seu Zé e nosso cinema. A única coisa que ficou foi a lembrança dos domingos à noite, quando, após a missa, boa parte do povo de Banco da Vitória ia se deslumbrar com a sétima arte e sonhava com dias melhores para nossa comunidade.

Por último eu vou fazer-lhe a seguinte pergunta: – você já assistiu aos seguintes filmes: Adios Sabata!, Ringo, A Morte Não Manda Recado, A Volta do Pistoleiro, A Sombra de Uma Alma, A Morte Anda a Cavalo e A um Passo da Morte?

Se sim, você foi feliz em Banco da Vitória. Se não, então que saudade mortal do nosso antigo cinema…

Roberto Carlos Rodrigues