Livro grátis – Cabo Jonas – A lenda Vive.

CABO 2

A lenda de Banco da Vitória e Pontal, Cabo Jonas agora tem suas estórias e causos descritos em forma de livreto. Leia, divulgue e divirta-se. Mais uma produção da Editora Samburá Cultural –

Em Ilhéus, as localidades de Pontal, Rio do Braço, Banco da Vitória e Salobrinho tem histórias para contar.

DSC_0017.JPGSegundo o IBGE, 72 bairros, distritos e localidades compõem o município de Ilhéus (BA). No ano de 2016, segundo essa mesma fonte, a população da cidade era de 178.210 habitantes.

Quando o assunto é história a cidade de Ilhéus tem vastos e precisos documentos e livros que relatam sua trajetória desde o ano de 1535, quando se iniciou a ocupação da capitania de São Jorge dos Ilhéus, até os dias atuais.

Contudo, as histórias dos bairros ilheenses são poucas conhecidas ou raramente relatadas. Isso quando, oficialmente.

Além da sede do munícipio, temos relatos históricos genéricos descritos por João da Silva Campos no livro Crônicas da Capitania de São Jorge dos Ilhéus (1936), das ocupações das localidades de Olivença, Outeiro de São Sebastião, São João da Barra do Pontal, Rio do Engenho, margens do Rio Cachoeira, Lagoa Encantada e região das antigas sesmarias da Esperança, Victória e do Iguape.

José Nazal Soub faz no livro, Minha Ilhéus (2005), um excelente resgate histórico da cidade. Principalmente pelos registros fotográficos e documentais.

Maria Luiza Heine, em Ilhéus, uma cidade 50 anos depois, faz uma excelente descrição prosaica do município.

Afora isso, das 72 localidades, distritos e bairros de Ilhéus apenas três tem livros descrevendo suas trajetórias e histórias. O primeiro bairro ilheense que teve sua história contada foi o Pontal, no primoroso livro Pontal Ontem e Hoje, de José Rezende Mendonça. Temos também o livro Rio do Braço, de Osman Matos, o livro Salobrinho: Encanto e Desencanto de um Povoado de Sherney Pereira. e, ultimamente, o bairro de Banco da Vitória teve sua história descrita no livro Banco da Vitória – A História Esquecida, de Roberto Carlos Rodrigues (2015).

Vemos então pelo exposto, que a cidade de Ilhéus está em grande débito para com as histórias dos seus bairros, distritos e localidades.

Localidades seculares de Ilhéus como Olivença, Iguape, Lagoa Encantada, Maria Jape, Inema, Cururupe não tem descritivos históricos. A mesma situação se ver com as localidades mais novas como os bairros do Malhado, Teotônio Vilela, Nossa Senhora da Vitória, Salobrinho etc.

Se a prefeitura de Ilhéus quisesse, bem que poderia publicar um livro com o título História dos Bairros de Ilhéus. Por certo, o departamento de História da UESC e diversos renomados historiadores ilheenses poderiam contribuir e coordenar os trabalhos, bem como a publicação de uma excelente obra.

Mas como preservação histórica parece não ser hábito governamental de Ilhéus, não podemos esperançar nessa proposta. A outra opção é a busca da iniciativa privada para alimentar o sonho dessa obra.

Por enquanto, em Ilhéus, apenas os nativos do Pontal, Rio do Braço e Banco da Vitória podem apresentar suas histórias descritas em livros.

Os demais bairros de Ilhéus orbitam apenas no imaginário da história dessa cidade sul baiana.

A cidade de Ilhéus precisa rever essa situação e colocar as histórias dos seus bairros, distritos e localidades no bojo da sua bela e deslumbrante história.

Subprefeitura da Zona Sul Ilheense – Projeto Natimorto.

Como de praxe, a idéia da criação da subprefeitura da Zona Sul Ilhéus não foi acolhida por nenhum vereador ou representante da prefeitura da nossa(?) cidade. Apesar de servir de moradia e campos de garimpos de votos (vou usar esses termos para ser gentil e educado!) para diversos vereadores, nota-se facilmente que nenhum deles quer ver essa idéia pelo menos debatida na câmara de vereadores nem tão pouco junto à sociedade ilheense. Por conta desse descaso e do imediatismo para ver as coisas realmente acontecerem, recorri a um velho amigo que trabalha na prefeitura municipal de Ilhéus para saber a possibilidade e viabilidade da nossa proposta. Continuar lendo

Morro de Pernambuco em Ilhéus. A origem do nome.

De ‘adonde’ vem nome do Morro de Pernambuco, em São João do Pontal?

Você quer saber?

Leia Crônicas da Capitania de São Jorge dos Ilhéus, de João da Silva Campos, capítulo XIV (páginas de 177 a 187) e entenderá que um tal Jan Corneliszoon Lichthardt, vindo de Pernambuco, a mando de Maurício de Nassau, quis tomar nossa cidade e para tal empreitada utilizou como aporte de guerra o hoje conhecido como Morro de Pernambuco para atacar a vila de São Jorge dos Ilhéus. Além disso… ALÉM DISSO?  Leia o livro de Silva Campos, pois a história de Ilhéus jamais deve ser esquecida.

Notas complementares:

1 – Nos anais holandeses de Maurício de Nassau consta que os brasileiros tinham dificuldades linguísticas para pronunciar o nome de Linchthardt e por isso chamava-o de Pernambuco. Onde, por sinal, Linchthardt se dizia ser amigo do rei e fiel representante deste nas batalhas marítimas nas costas brasileiras. Em Ilhéus, o morro utilizado como base de ataques de Linchthard, era chamado  Pernambuco, pelo mesmo motivo citado.

2 – No livro Piratas no Brasil, de Jean Marcel França e Sheila Hue (2014), há diversos relatos das façanhas de Linchthard no Brasil (inclusive em Ilhéus.). Na página 58 deste livro, há uma descrição interessante quanto ao termo “Pernambuco”, isso porque, na Inglaterra da época, o estado em voga era conhecido como colônia de”Fernand Bucker”. Ou seja: o termo Pernambuco traduzido para o idioma inglês.

Emancipação da Zona Sul Ilheense é uma brincadeira?

Recentemente aderi com afinco ao movimento que sugeria a emancipação da zona sul de Ilhéus. O movimento criado na Internet sugeria, – diante do descaso da prefeitura ilheense para com essa região da cidade -, a criação de um novo município com o nome de São João do Pontal. A priori, o movimento apresentou um bom número de adeptos da idéia e o fórum criado no Facebook esteve bastante participativo e deveras agitado. Sendo assim, mesmo sabendo da impossibilidade legal e imediata da criação desse novo município, os participantes do fórum no Facebook sugeriram uma excelente idéia que seria a criação da subprefeitura do Pontal, encarregada da gestão direta da zona sul de Ilhéus. Para minha surpresa, de uma hora para outra, o movimento de mobilização social em pró da causa inicial simplesmente esfriou, esmoreceu e no momento mostra-se bastante enfraquecido, em termos de atuações, haja vista que apenas 04 dos 152 membros do perfil do Facebook continuam agindo com suas publicações e inquietações.

As perguntas que agora se formam são: Continuar lendo

O movimento de emancipação de São João do Pontal recruta revolucionários aguerridos.

As ocasiões fazem as revoluções” Machado de Assis.

Pré-requisitos:

Usar o teclado como arma de expressão,

Ter ética para falar (escrever) o que pensa e respeitar as falas (escritos) alheias,

Dizer, desdizer, redizer, mas expressar sempre o que sente quando o assunto é cidadania,

Duvidar sempre dos bons políticos, pois eles não existem nessa modalidade qualitativa,

Ter consciência que somente a mobilização popular consegue realmente expressar o sentimento social.

Amar um pouquinho os ares mornos de São João do Pontal e adjacências (condição sine qua non),

Gostar de maresia, (opcional),

Amar andar na praia, (condição sine qua non),

Gostar de água de coco (condição sine qua non),

Ter algum tipo de fé e…

(por favor, completem a lista).

Soldo: Ser eternamente amado pelos Sul Pontalenses.

Inscrições: é só curtir e/ou publicar suas ideias em nosso perfil.

Emancipação da Zona Sul Ilheense – Prós e Contras.

Por Roberto Carlos Rodrigues

Cresce a cada dia o movimento emancipacionista em favor da zona sul da cidade de Ilhéus. O movimento que começou no Facebook já ganha as ruas Pontalenses e repercute por toda a cidade, tendo, vários seguidores e idealizadores muito animados. Confira Aqui! Eu sou a favor da idéia. Porém, o problema atual de Ilhéus não é dividir a cidade, mas sim excluir do comando do município a trupe comandada por Newton Lima. Além do movimento emancipacionista do Pontal e adjacências se devia criar em Ilhéus um movimento de força pública para mostrar que a população não está satisfeita com a atual gestão governamental. Todavia, isso não acontece de fato em nossa cidade. Até agora, os movimentos sociais com esse propósito não surtiram efeitos práticos e nem tiveram as devidas adesões populares. Ou seja, na Internet se têm adesões, comentários, sugestões etc. Agora na prática, parece que o povo da zona sul ilheense é mais ativo que os demais concidadãos. A zona sul poderá sim se emancipar de Ilhéus um dia, isso depende somente dos seus moradores e de suas reais vontades. Os antagônicos e retrógrados falaram de leis, de jurisprudências, de normais governamentais e coisas tais que atravancam o processo emancipacionista. Porém, é o POVO que quando se manifesta com força que determina o destino de todos os lugares. Isso é histórico. Da minha parte eu tenho uma sugestão a fazer: Que tal os eleitores Ilheenses da zona sul boicotar o voto para prefeito nas próximas eleições? Votarem somente para vereadores? Tem protesto melhor que esse? Esse boicote é a forma de esse povo dizer na prática que prefere não ter prefeito a ter alguém “se achando” que conduz o destino de toda essa gente.  Viva a zona sul ilheense livre! Viva a cidade de São João do Pontal. Se não podemos ainda mudar Ilhéus como um todo, comecemos pela Zona Sul. É bom que se saiba que a liberdade muita vezes nasce da indignação. O povo da zona sul ilheense sabe muito bem o que é isso. Hoje esse povo tem apenas a liberdade para sonhar. Isso, por enquanto, é somente o começo.

71 anos do Aeroporto de Ilhéus

O Aeroporto de Ilhéus, que por força de uma lei federal de 12 de março de 2002 pasou a se chamar Aeroporto Jorge Amado, acaba de completar 71 anos de existência e ainda assim, com todos os problemas enfrentados, é o segundo mais movimentado do interior do Nordeste, atrás apenas do Aeroporto de Porto Seguro. Considerado ainda como a principal porta de entrada de turistas para a Costa do Cacau, o aeroporto conta com um pátio com 3 posições para voos comerciais e 2 portões de embarque, 6 balcões de check-in e um estacionamento para autómoveis.

Mas lá se vão 71 anos de atividades do Aeroporto Jorje Amado. A história dotransporte aéreo de Ilhéus é tão antiga quanto a da própria aviação comercial brasileira. Os hidroaviões da Condor e da Panair do Brasil que viajavam para o Nortedo Brasil faziam escala obrigatória na cidade. Os hidroaviões pousavam na Baía do Pontal, ainda sem a ponte, e os passageiros eram levados de barco até as aeronaves. Em 1939, foi construído o Aeroporto do Pontal. Na década de 1950 foi asfaltado.

 

Em 2007 a Agência Nacional de Avaliação Civil determinou, a redução de 110 m da pista do aeroporto de Ilhéus. Em Agosto de 2008, a ANAC determinou que a partir da 0h do dia 2 de Setembro daquele mesmo ano, voos noturnos por meio deinstrumentos estariam proibidos de decolar e de pousar no aeroporto, também durante o dia, quando houver neblina ou fortes chuvas. A medida acabou provocando sérios prejuízos para o turismo. Aos poucos os vôos estão retornando e o Governo Federal já anunciou a construção do novo Aeroporto Internacional de Ilhéus, na zona norte da cidade.

Fonte: Jornal A tribuna Bahia

A Origem do Nome Pontal – Ilhéus

O melhor e mais completo livro sobre a história do bairro do Pontal (Ilhéus – BA)

Pontal – Ontem & Hoje
Autor: José Resende Mendonça
Contacto: jrezendemendonca@yahoo.com.br

CONFIRA AQUI!

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Resposta dada ao site R2CPress,

Olá Rabat!

O leitor Milton Dias, diz no seu site querer saber a origem do nome Pontal. A priori, eu quis responder essa pergunta com algumas indicações de livros de história e da literatura regional. Todavia, por acreditar que esse tema é bem interessante, resolvi fazer esse pequeno texto, que poder direcionar as pesquisas desse leitor e também servir de indicação de leituras para todos os seus leitores.

Vejamos a origem do nome do Pontal.

No idioma português pontal significa ponta de terra que avança pelo mar ou pelo rio.

O bairro do Pontal em Ilhéus, segundo Silva Campos, em Crônicas da Capitania de São Jorge dos Ilhéus (Edição Editus) se chamava originalmente de São João da Barra do Pontal e o local era um arruado ocupado por simples pescadores e alguns índios tupiniquins catequizados. A toponímia se deve ao avanço dessa terra sobre o mar e o seu limite na baia da Coroa Grande. Em geografia, o termo Barra designa um banco de sedimentos de origem fluvial ou marítima que se deposita por ação das correntes marítimas junto à foz dos rios ou junto às baias.

Deve-se considerar também nesse assunto a acuidade religiosa para os primeiros pré-nomes do Pontal: São João.

Silva Campos, nessa mesma obra, diz que a ocupação dessa região se iniciou, mesmo que timidamente, na mesma época da ocupação de Ilhéus. Como o Pontal era um caminho natural para o aldeamento de Nossa Senhora da Escada (Olivença), formado por volta de 1680, esse local se tornou anteposto para as pessoas que iam e viam entre essas duas localidades.

O celebre escriba Adonias Filho, em Luanda Beira Bahia, faz uma primorosa descrição do Pontal, seus traços geográficos, sociais e seus habitantes. Mesmo sendo uma obra de ficção, essa leitura serve como ancoradouro para possíveis interpretações históricas.

O fotógrafo e escritor José Nazal P. Soub, no livro Minha Ilhéus, comenta as anotações dos historiadores Vinháes, Fernando Sales e Francisco Borges de Barros, sobre esse tema. Nessa mesma obra se ver fotos antigas desse local.

Contudo, a mais elementar e valiosa consulta sobre esse tema deve ser feita a uma das moradoras mais ilustres desse bairro de Ilhéus. A professora Maria Luiza Heine é uma fonte viva da história Ilheense e pode melhor esmerilhar esse assunto. Dela, por certo, virão as respostas mais exatas para o seu leitor.

Espero ter sido útil

Roberto Carlos Rodrigues